Oriente Médio. “Não há razões religiosas, políticas ou econômicas que justifiquem o que está acontecendo com inocentes”, denuncia Francisco

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Por: Jonas | 03 Outubro 2014

“Nosso encontro está marcado pelo sofrimento que compartilhamos, pelas guerras que atravessam diversas regiões do Oriente Médio e em particular pela violência que os cristãos e membros de outras minorias religiosas sofrem, especialmente no Iraque e na Síria”. Com estas palavras, o Papa Francisco recebeu, nesta manhã, Sua Santidade Mar Dinkha IV, Catholicos Patriarca da Igreja Assíria do Oriente.

 
Fonte: http://goo.gl/EhlzPi  

A reportagem é publicada por Religión Digital, 02-10-2014. A tradução é do Cepat.

“Quando pensamos em seu sofrimento – acrescentou – é natural ir além das distinções de rito ou de confissão: neles é o corpo de Cristo que, inclusive hoje em dia, é ferido, golpeado, humilhado. Não há razões religiosas, políticas ou econômicas que justifiquem o que está acontecendo com centenas de milhares de homens, mulheres e crianças inocentes. Sentimo-nos profundamente unidos na oração de intercessão e na ação da caridade com os membros do corpo de Cristo que tanto sofrem”.

“Sua visita – disse, em seguida, o Bispo de Roma – é um passo a mais no caminho de uma aproximação cada vez maior e de comunhão espiritual entre nós. A Declaração cristológica comum que firmou com o meu predecessor, o Papa São João Paulo II, representou um marco em nosso caminho para a plena comunhão. Nela reconhecemos que confessamos a única fé dos apóstolos, a fé na divindade e a humanidade de nosso Senhor Jesus Cristo, unidas em uma só pessoa, sem confusão, nem mudança, sem divisão, nem separação”.

Por último, o Papa se referiu aos trabalhos da Comissão Mista para o Diálogo Teológico entre a Igreja católica e a Igreja assíria do Oriente, que acompanha em oração, “com a finalidade de que por meio dela se aproxime o dia abençoado em que celebremos no mesmo altar o sacrifício de louvor, que nos fará um em Cristo... O que nos une – reiterou – já é muito mais do que aquilo que nos divide; por isso, sentimo-nos impulsionados pelo Espírito Santo a intercambiar, desde agora, os tesouros espirituais de nossas tradições eclesiásticas, para vivermos como verdadeiros irmãos, compartilhando os dons que o Senhor não deixa de oferecer para nossas igrejas, como sinal de sua bondade e misericórdia”.

Por vontade do Santo Padre, os representantes pontifícios no Oriente Médio estão reunidos no Vaticano, de 2 a 4 de outubro, para discutir a presença dos cristãos nessa região, em razão da grave situação dos últimos meses. O encontro começou nesta manhã, na Secretaria de Estado, e conta com a participação dos Superiores da Secretaria de Estado e da Cúria Romana diretamente relacionados com o tema, bem como com a dos Observadores Permanentes da Santa Sé nas Nações Unidas, em Nova York e Genebra, e do Núncio Apostólico na União Europeia.

A reunião é uma mostra da proximidade e da solicitude com a qual o Santo Padre enfrenta esta importante questão. Ele mesmo quis introduzir os trabalhos, agradecendo aos participantes que se encontraram para rezar e refletir juntos sobre o que se deve fazer para enfrentar a dramática situação dos cristãos que vivem no Oriente Médio e outras minorias religiosas e étnicas que estão sofrendo por causa da violência que assola toda a região.

Com palavras muito sentidas, nesta manhã, o Papa Francisco expressou sua preocupação com a situação de guerra vivida em muitos lugares e com o fenômeno do terrorismo, no qual a vida da pessoa não tem nenhum valor. O Pontífice mencionou o problema do tráfico de armas, que está na raiz de muitos problemas, como também a tragédia humanitária vivida por muitíssimas pessoas que são obrigadas a abandonar seus países.

Reiterando a importância da oração, o Santo Padre manifestou sua esperança de que se possa surgir iniciativas e ações em diversos níveis, com a finalidade de expressar a solidariedade de toda a Igreja com os cristãos do Oriente Médio e envolver a comunidade internacional e todos os homens e mulheres de boa vontade, para responder as necessidades das numerosas pessoas que sofrem nessa região.

O cardeal Pietro Parolin, Secretário de Estado, esclareceu a importância e o propósito da reunião. Por sua parte, o cardeal Leonardo Sandri, Prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais, proporcionou um extenso relatório sobre a situação dos cristãos no Oriente Médio, abordando diferentes aspectos da questão e abrindo o diálogo com os participantes. Na continuidade, tomaram a palavra os representantes pontifícios na Síria e Iraque, informando sobre a situação dos cristãos em seus respectivos países. Em seguida, o cardeal Robert Sarah, presidente do Pontifício Conselho “Cor Unum”, falou sobre o papel da Igreja na crise humanitária no Oriente Médio.

No período da tarde, tomará a palavra o cardeal Jean-Louis Tauran, Presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso, abordando as perspectivas do diálogo religioso com o Islã e os desafios que enfrentam os cristãos no Oriente Médio. Será acompanhado pelo cardeal Fernando Filoni, Prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, que apresentará um relatório sobre sua recente visita ao Iraque como Enviado Especial do Santo Padre.

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