O conflito sírio provocou a maior crise humanitária da nossa época

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Por: André | 01 Setembro 2014

Mais de três milhões de sírios estão agora registrados como refugiados, de acordo com manifestação da Agência para os Refugiados da ONU na sexta-feira, 29 de agosto, enquanto advertia que o conflito já era “a maior crise humanitária da nossa época”.

 
Fonte: http://bit.ly/1tQgslu  

A reportagem está publicada no Middle East Eye, 29-08-2014. A tradução é de André Langer.

De acordo com a ACNUR, quase a metade de toda a população síria teve que deixar suas casas desde março de 2011, quanto começaram os protestos contra a ditadura do presidente Bashar Al-Assad, provocando um ciclo de repressão e violência que finalmente desembocou em uma guerra civil aberta.

Já há 6,45 milhões de sírios internamente deslocados, ao passo que ao menos três milhões fugiram para os países vizinhos.

O Líbano, que oficialmente recebeu 1,14 milhão, já levou a maior parte dos refugiados. A Turquia acolheu oficialmente 800.000, enquanto que a Jordânia tem cerca de 610.000 refugiados registrados. O assolado Iraque conta também com cerca de 215.000 refugiados sírios. A metade de todos os refugiados são crianças.

Teme-se que os números reais de refugiados sejam ainda maiores, por centenas de milhares de sírios a mais do que se acredita permanecerem sem serem registrados, dispersos por toda a região.

"A crise síria tornou-se a maior emergência humanitária da nossa era e, apesar disso, o mundo não consegue atender às necessidades dos refugiados e países que os recebem", disse o alto-comissário da ONU para refugiados, Antonio Guterres.

"A resposta à crise síria tem sido generosa, mas a verdade cruel é que ainda não é suficiente".

A advertência da ONU se dá um dia depois que 43 soldados das forças de paz da ONU foram sequestrados pelas forças de Yabat Al-Nusra no Golã sírio, onde o governo enfrentou os rebeldes nestes últimos dias.

O Estado Islâmico

Já morreram mais de 190.000 pessoas na sangrenta guerra civil que não dá sinais de que vai amainar.

Agora, teme-se que o conflito piore, após advertências de analistas de que os combatentes do Estado Islâmico estão ganhando terreno na Síria.

O Estado Islâmico controla há algum tempo faixas de terra do leste da Síria, mas desde que o grupo lançou sua ofensiva no Iraque e passou a controlar a segunda cidade do país, Mossul, aumentou sua audácia.

“Desde a sua formação, no Iraque, em junho, o Estado Islâmico foi se consolidando no seu controle sobre o leste da Síria”, disse ao Al Jazeera Aron Lund, analista sírio centrado nos movimentos de oposição.

Os principais avanços do grupo nas últimas semanas foram contra as forças de Assad na província de Raqa, onde, no domingo passado, dia 24 de agosto, se apoderaram do controle da base aérea de Tabqa. Este fato despertou a preocupação de que possam estar se preparando para lançar um ataque contra Homs, um bastião da revolução que caiu nas mãos de Assad em maio após um ataque de três dias.

“O Estado Islâmico limpou núcleos importantes de rebeldes das cidades do Eufrates na província de Deir al-Zor”, disse Lund. “Resta ainda uma importante célula de apoio a Assad: o aeroporto de Deir al-Zor e alguns bairros situados a sul da cidade. No caso de as capturarem, quase todo o leste da Síria estará nas mãos do Estado Islâmico”.

O Estado Islâmico também conseguiu importantes avanços no norte da Síria, onde nas últimas semanas enfrentou grupos rebeldes rivais perto da segunda maior cidade da Síria, Aleppo.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, iniciou agora missões de vigilância militar sobre a Síria, com o objetivo de apoiar os ataques aéreos dos Estados Unidos contra as posições do Estado Islâmico no Iraque, que começaram no começo de agosto e ajudaram a deter a onda do Estado Islâmico.

Os Estados Unidos estão atualmente formando uma coalizão para combater o Estado Islâmico, que se diz estará composta de países europeus, árabes e outros, que contribuirão de diversas formas, que podem incluir a ajuda humanitária, a inteligência e os esforços diplomáticos.

“Creio que é realmente importante para todos ampliar essa colaboração para além da possibilidade de atacar ou de um passo militar”, disse, na quarta-feira, 27 de agosto, o porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Jen Psaki.

No entanto, Obama, em um discurso pronunciado na última hora da quinta-feira, admitiu que os Estados Unidos ainda estão refletindo sobre sua política exterior a este respeito.

“Não quero colocar o carroça na frente dos bois. Ainda não tenho uma estratégia”, disse Obama à imprensa.

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