Missa e vigília pelo veredicto do assassinato de monsenhor Angelelli

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Por: André | 03 Julho 2014

O bispo de La Rioja, Marcelo Colombo, convocou a população da diocese para uma missa e vigília e para “esperar em oração” a leitura do veredicto do assassinato de mons. Enrique Angelelli, previsto para esta sexta-feira, dia 04 de julho.

 
Fonte: http://bit.ly/1qRFv5f  

A reportagem é do portal argentino Terra, 01-07-2014. A tradução é de André Langer.

Colombo anunciou que na quinta-feira “celebraremos uma missa na Catedral da província para pedir pelo eterno descanso de quem em vida fora mons. Enrique Angelelli, vítima da repressão da ditadura no dia 04 de agosto de 1976”.

“Posteriormente, ao término da missa, nos deslocaremos à sede do Tribunal Oral Federal onde realizemos uma vigília para que o Senhor ilumine os nossos juízes na leitura do veredicto pela morte do ex-bispo de La Rioja”, acrescentou.

Colombo considerou que estes meses de julgamento “foram de grande importância pela contribuição de elementos de prova que levam ao pleno conhecimento do que realmente aconteceu naquela dramática tarde de 04 de agosto de 1976”.

“Como bispo de La Rioja e sucessor do querido mons. Angelelli, desejo pedir-lhes para que acompanhem com a oração este momento de grande importância no caminho da verdade sobre a morte de nosso pastor”, manifestou o prelado.

Disse que “especialmente, desejo motivar a presença de sacerdotes e consagrados da cidade de La Rioja, confiando em que possam deslocar-se, e, se possível, aqueles que moram no interior da província”.

Colombo destacou que Angelelli “merece a homenagem por ter sido testemunha exemplar e heróica de Cristo e bom pastor, derramando sua vida por amor ao Reino de Deus e sua justiça”.

Angelelli disse que ‘esta é a Igreja em La Rioja: para conhecê-la é preciso amá-la muito; mais ainda, exige vivê-la muito’, por isso esta é a Igreja que, servindo a este povo, faz nascer e crescer Cristo em cada coração de seus filhos”, sustentou.

A Justiça Federal de La Rioja investigou o crime do sacerdote em um expediente que já alcançou os 30 corpos e pela demora que levou a instrução da causa atualmente só estão com vida dois imputados, o ex-repressor Luciano Benjamín Menéndez e o comodoro Luis Fernando Estrella.

Na Justiça, na sexta-feira, concretizou-se a audiência na qual se terminaram de conhecer as alegações, onde os querelantes e a promotoria pediram a prisão perpétua e deram como comprovado o crime, enquanto as defesas negaram que tenha sido homicídio e solicitaram a absolvição dos ex-chefes militares.

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