Caso Angelelli. Acredita-se que o bispo foi morto com um golpe na cabeça

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Por: André | 14 Abril 2014

A teoria surgiu depois de uma nova audiência no Tribunal Oral Federal de La Rioja onde prestou um testemunho o perito Mario Vignolo no marco da investigação do suposto assassinato de Enrique Angelelli, ocorrido em 04 de agosto de 1976.

A reportagem está publicada no jornal argentino La Prensa, 13-04-2014. A tradução é de André Langer.

O ex-bispo de La Rioja, Enrique Angelelli, pode ter sido assassinado com um golpe na cabeça, após o acidente de carro que sofreu nos inícios da ditadura, segundo a declaração prestada pelo perito forense no juízo oral e público pela morte do bispo.

Em uma nova audiência no Tribunal Oral Federal de La Rioja testemunhou, na sexta-feira, o perito Mario Vignolo no marco da investigação do suposto assassinato de Angelelli, ocorrido no dia 04 de agosto de 1976.

Fontes do Tribunal adiantaram que a próxima audiência será apenas no dia 09 de maio, dias depois da inspeção ocular que os juízes decidiram realizar no local da morte do religioso.

Angelelli apareceu sem vida na rodovia federal 38 na altura da localidade de Punta de los Llanos, a 100 quilômetros da capital La Rioja.

Durante sua exposição no Tribunal Oral Federal, Vignolo considerou que “o mais provável” é que a morte de Angelelli tenha sido ocasionada depois do acidente com o qual os ex-repressores tentaram dissimular o assassinato.

Vignolo, que atuou em segunda instância como forense na exumação do corpo do ex-bispo, precisou que “no corpo de Angelelli encontrava-se uma fratura no crânio e outra no tórax”.

O especialista estimou que “a caminhoneta não deu mais que duas ou três voltas”, na qual viajava o bispo e o padre Arturo Pinto e que a lesão no tórax “foi provocada pelo volante”.

O perito apresentou duas hipóteses sobre a morte do bispo: “Pode ter sido jogado e ao cair sua cabeça bateu no asfalto ou foi arrastado e em algum momento sua cabeça bateu no chão”. Ele deu mais crédito a esta última possibilidade.

Neste ponto, recordou que “a causa da morte foi provocada pelo traumatismo craniano, ao bater de uma ou de outra maneira a cabeça no asfalto”.

Vignolo considerou estranho que alguém que sofreu uma lesão dessa magnitude com o volante, tenha podido ser ejetado do veículo e não apresentar nenhum outro tipo de lesão ou escoriação.

Ao considerar mais provável a segunda hipótese, o especialista opinou que Angelelli pode ter sido tirado do veículo, arrastado alguns metros e deixado cair fortemente no asfalto.

Sua roupa não tinha rasgos irregulares, mas cortes retos, e os sapatos pareciam ter sido arrumados.

O Tribunal também recebeu o testemunho de um eletricista que, por meio do seu filho, deixou por escrito sua versão dos fatos a um escrivão público.

No entanto, no Judiciário suspeita-se que essa versão poderia ter sido induzida pelos militares, com quem o trabalhador se reuniu depois de presenciar o fato.

Também foi recebido o testemunho de mons. Miguel Esteban Hesayne, via videoconferência da cidade bonaerense de Azul.

O Tribunal Oral Federal decidiu que no dia 26 de abril fará uma inspeção ocular no local onde ocorreu a morte do bispo de La Rioja. Por esta razão, a próxima audiência só será no dia 09 de maio.

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