Obama reafirma o uso bélico de drones armados

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Por: Jonas | 30 Mai 2014

Diante dos cadetes da academia militar de West Point, o mandatário democrata anunciou um fundo antiterrorista de 5 bilhões de dólares e um uso mais transparente dos aviões não tripulados, entre outros assuntos.

A reportagem é publicada por Página/12, 29-05-2014. A tradução é do Cepat.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou um fundo de 5 bilhões de dólares para combater o terrorismo, mais apoio à oposição síria e um uso mais transparente dos drones, ao apresentar a política exterior de defesa e segurança do último período de seu mandato. Em um discurso diante de cadetes da academia militar de West Point, no estado de Nova York, o mandatário democrata qualificou seu país como “a nação indispensável”, e enfatizou que isto “foi assim durante o século passado e provavelmente continuará sendo no século próximo”. Além disso, reiterou seu compromisso de fechar o centro de detenção de Guantânamo pela necessidade de respeitar as normas internacionais e se referiu à coleta de informação por parte da Agência de Segurança Nacional (NSA).

“O que nos torna excepcionais não é a nossa habilidade para burlar as normas internacionais e o estado de direito; é a nossa vontade de afirmá-los por meio de nossas ações”, disse Obama. Por isso, continuarei pressionando em favor do encerramento de Guantânamo”, acrescentou o mandatário, que destacou que os valores e as tradições jurídicas “não permitem a prisão indefinida de pessoas para além de nossas fronteiras”.

Dentro deste compromisso em relação à lei, Obama também fez menção às recém-aprovadas restrições sobre a coleta e armazenamento indiscriminado de dados por parte das agências de inteligência, como a NSA, a maior central de espionagem eletrônica. “Vamos ter menos aliados e seremos menos eficazes, caso se perceba que estamos realizando vigilância contra os cidadãos comuns”, disse Obama, em referência ao programa da NSA que foi revelado pelo ex-analista Edward Snowden. Até agora, a NSA podia pedir autorização judicial para acompanhar estas conexões e armazená-las em sua própria base de dados, durante anos, com o propósito de realizar análises de inteligência, mas em certas ocasiões a coleta excedeu a justificativa que motivou a permissão judicial inicial.

No entanto, Obama deixou claro que a luta contra o terrorismo continua sendo a prioridade na política exterior e de segurança dos Estados Unidos. O presidente anunciou a criação de um fundo milionário para “ajudar outros países a combater o terrorismo”. Estes recursos, argumentou Obama, permitirão “cumprir diferentes missões, como o treinamento de forças de segurança no Iêmen, ofensivas contra Al-Qaeda, apoio às forças para manter a paz na Somália, trabalhar com aliados europeus para treinar forças de segurança na Líbia e facilitar as operações francesas no Mali”.

Também enfatizou que a maior ameaça não é constituída pelos outros estados, mas, sim, por grupos “terroristas”, e que combatê-los não exige deslocamentos de exércitos, mas operações com outros países. A existência de organismos internacionais fortes e o respeito à legalidade é o que reforçarão a influência estadunidense. No entanto, advertiu contra a tentativa de que seu país se envolva, “precipitadamente”, em conflitos armados ao redor do mundo. “Dizer que temos um interesse em buscar a paz e a liberdade para além de nossas fronteiras não quer dizer que todo problema tenha uma solução militar”, afirmou, após qualificar como “erros custosos” algumas aventuras militares estadunidenses após a II Guerra Mundial.

Dito isto, renunciou a qualquer intervenção bélica de seu país no conflito sírio, embora tenha destacado que aumentará a ajuda aos grupos rebeldes que lutam contra o governo do presidente Bashar Al Assad, desde o ano de 2011, em um prolongado e sangrento conflito que deixou mais de 150.000 mortos, segundo estimativas extraoficiais.

Neste ponto, fincou o pé em que renunciar a opção militar “não significa que não devamos ajudar a população síria a se levantar contra um ditador que bombardeia e mata de fome a sua gente” e combater o “crescente número de extremismos” que, segundo disse, encontram um “refúgio seguro” no “caos”. Também prometeu dar apoio aos países vizinhos, como Jordânia, Líbano, Turquia e Iraque, que receberam centenas de milhares de refugiados sírios desde o início do conflito.

O discurso de Obama ocorre um dia após o anúncio do fim da missão internacional no Afeganistão para dezembro, após 13 anos de presença militar no país centro-asiático, e sua intenção de, ali, manter 9.800 soldados. Se este calendário se cumprir, o líder democrata terá cumprido a promessa de acabar durante sua presidência com as guerras que esse país iniciou após os atentados do dia 11 de setembro de 2001.

Obama deixou claro que seu governo continuará utilizando aviões não tripulados – drones – “quando for necessário” e para se proteger, embora tenha ordenado que seu uso seja mais transparente em relação a quando e como se recorre a este criticado recurso, que causou dezenas de vítimas civis, sobretudo no Paquistão.

Por último, em relação às crescentes diferenças entre Estados Unidos e Rússia, em razão da crise desatada na Ucrânia, Obama garantiu que a tensão “não supõe um retorno à dinâmica da Guerra Fria”, apesar de que as ações russas “recordam os dias em que os tanques soviéticos entraram no Leste da Europa”.

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