Que lições ficam após o primeiro turno das eleições presidenciais na Colômbia?

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Por: Caroline | 28 Maio 2014

“De fato, apenas uma minoria acredita nas eleições e no sistema político (...) É o resultado de décadas de governos autoritários e antidemocráticos, sustentados por um modelo político e social que deixou milhares de cidadãos na miséria e exclusão”, é que trata Adelaida Nikolayeva, ensaísta, poeta e ativista da Marcha Patriótica, em artigo publicado por Rebelión, 27-05-2014. A tradução é do Cepat.

Eis o artigo.

Primeiro, avançar até a mais ampla coalizão do movimento social e à esquerda, com setores democráticos e progressistas que fortaleçam um bloco alternativo de poder e uma ampla frente pela paz com justiça social, esse é talvez o principal objetivo do movimento popular. Para que a paz não seja um assunto exclusivo da oligarquia, mas o problema fundamental para o qual o povo colombiano deve inserir-se para buscar sua solução, visto que é a principal vítima.

As eleições confirmaram, em segundo lugar, o desgaste e o aborrecimento da maioria na Colômbia com o sistema político eleitoral; com os próprios candidatos, com algumas exceções; com os partidos políticos históricos da oligarquia; com a corrupção e as fraudes; com a compra de votos e as máquinas eleitorais; com as mentiras; a hipocrisia e o cinismo que caracteriza a política. Um desgosto expresso na grande abstenção e que simboliza, além do mais, o domínio ideológico da direita sobre a população. De fato, apenas uma minoria acredita nas eleições e no sistema político. Por isso uma abstenção de mais de 60% (de 32.975.714 milhões de potenciais eleitores, foram apenas 13.212.383). É o resultado de décadas de governos autoritários e antidemocráticos, sustentados por um modelo político e social que deixou milhares de cidadãos na miséria e exclusão.

A terceira lição, é que a presidência é disputada por dois candidatos que representam uma mesma classe (oligarquia), Oscar Iván Zuluaga (OIZ) e Juan Manuel Santos (JMS). Todavia, o que os diferencia é o tema dos diálogos pela paz e a possibilidade de fim do conflito através de um acordo de político e uma abertura democrática. OIZ continua seguindo seu chefe ideológico, Alvaro Uribe Vélez, um férreo opositor dos diálogos pela paz de Havana; enquanto JMS aposta por uma solução política através do diálogo.

E a quarta lição, é que para o segundo turno as alianças políticas ganham grande importância para decidir se a Colômbia se inclina pelo fim da guerra através do diálogo, ou prefere continuá-la indefinidamente.

Esses resultados são mostrados pelo fato de que a direita não amplia seu espectro de domínio, assim como não amplia sua influência sobre outros setores da população, o que os obriga a buscar alianças com outras forças políticas que não tem feito parte do bloco dominante do poder.

Nesse sentido, para o país e para as forças progressivas e democráticas não resta outra alternativa que não seja convocar um acordo programático com o santismo sobre alguns pontos mínimos para inclinar a balança a favor do mandato pela continuação dos diálogos de paz, que inclua uma abertura democrática, a convocação para uma Assembleia Nacional Constituinte como mecanismo de referendo para o acordo final que surja de Havana; e a participação de representantes de setores sociais e populares na mesa de diálogos de Havana.

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