"Independentes" ameaçam 14 anos de poder da CUT na Previ

Revista ihu on-line

Metaverso. A experiência humana sob outros horizontes

Edição: 550

Leia mais

Caetano Veloso. Arte, política e poética da diversidade

Edição: 549

Leia mais

Mulheres na pandemia. A complexa teia de desigualdades e o desafio de sobreviver ao caos

Edição: 548

Leia mais

Mais Lidos

  • Metaverso? Uma solução em busca de um problema. Entrevista com Luciano Floridi

    LER MAIS
  • Comunidades Eclesiais de Base, sim. Artigo de Pedro Ribeiro de Oliveira

    LER MAIS
  • A implementação do Concílio no governo do Papa Bergoglio. Artigo de Daniele Menozzi

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


26 Mai 2014

Sob o ataque até de antigos aliados, o grupo ligado à Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), associado à CUT, está mobilizando todas as suas forças para evitar sua primeira derrota nas eleições da Previ desde 2000. Até agora, menos de 40% dos participantes (funcionários e aposentados do Banco do Brasil) votaram, a maior parte, da ativa. Eles temem, porém, os aposentados, que tradicionalmente se envolvem menos no processo, mas estão mais conectados via redes sociais do que em disputas anteriores. A estratégia adotada prioriza a comunicação via internet com esse grupo, que também é o mais insatisfeitos com o corte recente do benefício temporário (Bet), um adicional de 20% sobre os benefícios pagos entre 2010 e 2013, mas que precisou ser cortado.

A reportagem é de Renata Batista, publicada pelo jornal Valor Online, 23-05-2014.

O ex-diretor Ricardo Sasseron, candidato ao conselho deliberativo pela chapa 4, da situação, diz que a existência de várias chapas tranquiliza o grupo, mas reconhece que a recente mobilização dos "sem partido", que na Previ aparecem em torno da chapa 1, é um fator de incerteza. "Toda a eleição tem uma chapa como essa, mas eles ganharam capacidade de mobilização com a internet."

Para tentar neutralizar o movimento na internet, uma carta do ex-presidente da Previ Sergio Rosa circulou em redes sociais. O texto reforça o papel do grupo unido em torno da chapa 4 à frente do fundo e diz ser o único capaz de manter a governança e os resultados conseguidos nos últimos anos. "A Previ, ao longo da última década, soube tirar proveito e também se proteger nas diferentes conjunturas".

A preocupação de Rosa e Sasseron é reforçar a saúde financeira do fundo. Fontes ouvidas pelo Valor relatam que desde o início do ano, os atuais diretores eleitos, também ligados ao grupo, têm tido dificuldades para conversar com os participantes nas reuniões para apresentação dos resultados de 2013. O motivo seria a revolta devido ao corte nos benefícios.

Segundo Sasseron, desde 2006, a Previ distribuiu mais de R$ 30 bilhões aos participantes. Esse ano, porém, teve que suspender o movimento porque, mesmo superavitário em R$ 25 bilhões, não alcançou o resultado exigido em lei - R$ 29 bi - para manter distribuição.

Sasseron tambem rebate as críticas ao uso político do fundo. Ele diz apostar nos resultados alcançados pela entidade nos últimos anos e no modelo de governança - único no país onde há paridade entre dirigentes eleitos e indicados pela patrocinadora - como forma de desarticular as críticas. "Nosso mecanismo de análise de investimento é mais forte que o do BB. Isso foi atestado por uma auditoria. Nossa governança é invejada pelos outros fundos", completa.

Sobre a indicação de conselheiros, conta que a Previ possui um sistema para seleção de candidatos. Os vínculos partidários não são considerados na seleção e a prioridade é para participantes e funcionários do BB. "São casos excepcionais, como a Itausa, que não permite funcionários do BB por avaliar que pode haver conflito de interesses. Apenas 15 conselheiros são filiados ao PT" afirma.

Segundo ele, o movimento sindical está quase que 90% com eles porque foi essa união que permitiu manter a governança do fundo. O movimento também mantém forte ligação com os participantes da ativa, assim como com o PT e sua corrente majoritária, a Construindo um novo Brasil, diz Sasseron. Segundo ele, PSTU e PSOL, que se uniram na chapa 2, controlam apenas quatro regionais do sindicato dos bancários. E as correntes ligadas à chapa 3 têm vínculo com o PPS, mas pouca representatividade.

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

"Independentes" ameaçam 14 anos de poder da CUT na Previ - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV