O Google admite que “lê” todos os correios eletrônicos que entram ou saem do Gmail

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Por: André | 22 Abril 2014

O Google atualizou a versão em inglês do seu “Condições de serviço”, onde reconheceu de forma explícita que todos os correios eletrônicos que entram ou saem do Gmail são analisados por um software com o objetivo de criar anúncios personalizados.

A reportagem está publicada na argentina Agência Nacional de Notícias Télam, 15-04-2014. A tradução é de André Langer.

A revisão dos termos indica que o sistema do Google escaneia os conteúdos de todas as mensagens, tanto as que estão em trânsito como aquelas armazenadas nos servidores da companhia, uma prática que recentemente foi objeto de litígios.

“Nossos sistemas automatizados analisam seu conteúdo (incluindo os correios eletrônicos) para oferecer-lhe de forma pessoal características relevantes de produtos, tais como resultados de buscas personalizadas, publicidade sob medida e detenção de spam e malware. Esta análise é realizada no momento em que o conteúdo é enviado, recebido e armazenado”, indicam os novos termos das Condições de serviço.

O Google Argentina explicou que o escaneio é realizado apenas nas mensagens e nos resultados de busca, e destacou que não inclui os documentos armazenados no Google Drive.

Também pontualizou que não se trata de uma mudança nas condições, mas que foi acrescentado um parágrafo com a intenção de esclarecer os termos.

“Nós queremos que nossas políticas sejam simples e fáceis de serem entendidas para os nossos usuários. Estas mudanças darão às pessoas mais clareza e estão baseadas no feedback que recebemos nos últimos meses”, explicou em conversa com Télam María Florencia Sabatini, gerente de Comunicações e Assuntos Públicos do Google.

O escaneio das mensagens do Gmail era um segredo de polichinelo – é dessa maneira que se explica a publicidade personalizada no serviço de correio eletrônico –, embora a empresa tenha esperado até agora para explicá-lo.

A atualização das Condições de serviço acontece quase um mês depois que uma juíza do Estado da Califórnia indeferiu uma demanda coletiva por violação da privacidade de centenas de milhões de usuários do Gmail.

O grupo de usuários do serviço de correio eletrônico havia acusado o Gmail de violar as leis federais e estaduais de privacidade, justamente por escanear as mensagens pessoais.

O Google respondeu que os usuários implicitamente consentiam com essa atividade, reconhecendo como parte do processo de envio e recepção de mensagens.

Este processo, no entanto, não constitui a primeira acusação de violação de privacidade contra o Google. De fato, quando em junho de 2013 foi revelado o escândalo da espionagem massiva da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA), uma das primeiras filtrações acusava a companhia – junto com o Facebook, Apple, Microsoft, Yahoo!, Skype, PalTalk, YouTube e AOL – de participar do programa PRISM.

De acordo com os vazamentos de documentos filtrados pelo ex-técnico de inteligência Edward Snowden, a NSA tinha acesso direto às comunicações on-line e aos servidores daquelas empresas, com o consentimento destas.

“Não participamos de nenhum programa que permita ao governo estadunidense nem a qualquer outro acesso direto aos nossos servidores”, respondeu então o co-fundador do Google Larry Page, no seu blog.

Por sua vez, com mais de 425 milhões de usuários em todo o mundo, disponível em 75 idiomas e 10 anos de existência, o Gmail é o principal serviço de correio eletrônico em nível global, além de ser uma porta de entrada aos diferentes serviços do Google.

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