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Por: André | 22 Junho 2013

Os documentos publicados pelo The Guardian e The Washington Post permitiram revelar que a NSA havia acionado um sistema de espionagem em escala mundial. Na origem deste vazamento está Edward Snowden, um novo tipo de “lançador de alerta”.

Os jornais anglo-saxões The Guardian e The Washington Post revelaram, no dia 07 de junho, que a NSA, a Agência de Segurança Nacional americana, acionou o programa PRISM, isto é, um sistema de escuta bem aperfeiçoado que permite espionar todos os intercâmbios digitais dos nove maiores atores na área da informática e da internet, entre eles o Google, Apple, Microsoft ou ainda o Facebook. Em síntese, um sistema de espionagem em escala mundial.

Essas revelações foram feitas por Edward Snowden, um americano de 29 anos, ex-funcionário da CIA. Mais próximo de Bradley Manning (soldado que está na origem da divulgação de 250.000 documentos sobre segurança nacional para o Wikileaks) e de Aaron Swartz (um cyberativista que teletransportou e disponibilizou on-line 4,8 milhões de artigos acadêmicos pagos) do que dos whistle-blowers clássicos, os “lançadores de alerta”, do que a América conheceu vários exemplos, de Daniel Ellsberg o Garganta Profunda, Edward Snowden poderia representar esse novo tipo de lançador de alerta, geek, aficionado da internet e adepto da “ética hacker”.

Jérémie Zimmermann responde às perguntas da revista La Vie. Ele é o porta-voz e co-fundador da Quadrature du Net, associação de defesa dos direitos e liberdades dos cidadãos na internet.

A entrevista é de Arnaud Aubry e publicada na revista francesa La Vie, 18-06-2013. A tradução é do Cepat.

Eis a entrevista.

Em que esses “vazadores” (Snowden e Manning) são diferentes de seus antecessores (Daniel Ellsberg ou Garganta Profunda, por exemplo)?

A diferença está no contexto. O ato técnico tornou-se mais simples. Daniel Ellsberg passou anos fotocopiando documentos que queria tornar público ao passo que aqui em um clic podemos revelar o que queremos. Além disso, [a principal diferença com os mais antigos provém da] inflação exponencial do culto do segredo nos Estados Unidos, onde partes inteiras da administração estão ocultas ao grande público. Mas, no fundo, a intenção é a mesma: cidadão, patriota, movido por um sentimento de justiça e a consciência de que eles têm nas mãos, por meio do seu acesso, o poder de fazer aparecer a verdade.

A revista americana Time decidiu fazer uma edição sobre Manning, Snowden e Swartz, os chamados “geeks que estão na origem dos vazamentos”. Seu andamento tem alguma relação com a “ética da internet”?

Estou convencido de que Julian Assange e o Wikileaks jogaram um papel importante pelo fato de chamar a atenção sobre o poder do lançador de alerta e a teoria sobre a qual se baseia o Wikileaks, a da “ética hacker”, isto é, a partilha do conhecimento, o fato de pensar fora da caixa, não reconhecer as formas de autoridade ilegítimas.

Podemos ler na imprensa que Snowden e Manning são libertários. O que pensa sobre isso?

Se defender as liberdades contra o segredo, as mentiras, os crimes de Estado e o comércio de armas é ser libertário, então todos devemos sê-lo.

Esses dois personagens são os primeiros de uma longa lista de lançadores de alerta que vão emergir nos próximos anos?

Ouso esperar que a “coragem é contagiosa” [em referência ao slogan de Wikileaks, “courage is contagious”] e que as proezas de Snowden e de todos esses lançadores de alerta inspirem os quatro cantos do mundo.

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