Scarano denuncia a existência de um “banco paralelo” no Vaticano

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Por: André | 19 Setembro 2013

O prelado preso em junho passado, Nunzio Scarano, acusado de ter extraído cerca de 600.000 euros em espécie de uma conta no Banco Vaticano garantiu aos fiscais italianos que o departamento vaticano encarregado de pagar os salários e pela gestão dos bens agiu indevidamente como um banco paralelo proporcionando contas a pessoas externas ao Vaticano.

A reportagem está publicada por Religión Digital, 17-09-2013. A tradução é de André Langer.

De acordo com a transcrição do interrogatório, Scarano assinalou aos fiscais que a Administração do Patrimônio da Sé Apostólica (APSA) permitia o uso do banco por parte de pessoas alheias, embora fosse contra as normas. “Não era permitido ter clientes externos, mas, apesar disto, na realidade, atuávamos como um banco”, assegurou.

Scarano foi preso em 28 de junho passado junto com um membro dos serviços secretos italianos e um “broker” financeiro no marco da investigação aberta na Itália sobre a suposta lavagem de dinheiro através do Instituto de Obras Religiosas (IOR), mais conhecido como o Banco Vaticano.

Scarano, que trabalhava como contador na administração financeira do Vaticano, foi preso em uma paróquia nos arredores de Roma, e havia sido suspenso de suas funções várias semanas antes por ocasião da abertura de uma investigação judicial sobre as suas atividades em Salerno.

Em julho passado, Scarano pediu uma audiência com o Papa Francisco para colocá-lo a par de atividades irregulares na administração financeira do Vaticano. Assim, enviou-lhe uma carta da sua cela e entregou documentos aos magistrados, segundo fontes próximas ao caso. De acordo com a transcrição do interrogatório de Scarano de 08 de julho passado, em Roma, o prelado disse aos magistrados que “recentemente” havia pedido “uma audiência com o Santo Padre” porque não estava “satisfeito com o modo como andavam as coisas na ASPA”.

Poucos dias depois, Scarano negou os fatos em outra carta que teria enviado ao Papa Francisco da prisão e na qual insistia no fato de que não participou do roubo e lavagem de dinheiro. Pelo contrário, garantia que procurou lutar “contra as atividades abusivas realizadas por seus superiores na administração financeira da Santa Sé”.

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