“Müller? Um bom teólogo, mas um pouco ingênuo”, espeta o cardeal Cipriani

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Por: André | 18 Setembro 2013

O arcebispo Gerhard Müller (na foto), prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, é “um pouco ingênuo”. A afirmação é do arcebispo de Lima, Juan Luis Cipriani, o primeiro cardeal da América Latina oriundo do clero da Opus Dei.

 
Fonte: http://bit.ly/18ohsED  

A reportagem é de Andrea Tornielli e publicada no sítio Vatican Insider, 15-09-2013. A tradução é de André Langer.

Durante o seu programa semanal “Diálogos de Fé”, na rádio RPP, Cipriani falou, no sábado, sobre o que aconteceu na semana passada: a publicação, na Itália, do livro escrito por Müller em parceria com o teólogo peruano Gustavo Gutiérrez, considerado o pai da Teologia da Libertação. O jornal L’Osservatore Romano dedicou páginas inteiras ao livro e entrevistou o próprio Gutiérrez, que foi recebido pelo Papa Francisco em uma audiência privada.

Müller é um “bom alemão, um bom teólogo, mas um pouco ingênuo”, disse o cardeal Cipriani sobre o segundo sucessor de Joseph Ratzinger na direção do ex-Santo Ofício (e que foi escolhido justamente por Bento XVI para este cargo).

Cipriani ofereceu aos seus rádio-ouvintes uma análise sobre a audiência de Gutiérrez com o Papa Francisco: “Minha leitura (dessa reunião) é que (Müller) quis aproximar-se do seu amigo (Gutiérrez), por quem tem um carinho todo especial, a quem quer de alguma maneira ajudar a corrigir e inserir-se na Igreja Católica”.

De acordo com o cardeal peruano, a audiência da quinta-feira passada no Vaticano “está sendo usada” para descrever uma aproximação com uma corrente teológica que provocou “prejuízos à Igreja”. Cipriani declarou que enquanto Joseph Ratzinger era prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, em 1984 e 1986, pediu a Gutiérrez para que “corrigisse dois de seus livros: Teologia da Libertação e A Força dos Pobres, que foram prejudiciais à Igreja”. “Se agora se corrigiu, não sei”, concluiu o cardeal peruano.

A verdade é que, ao contrário de outros teólogos da libertação, Gutiérrez nunca foi condenado pela Congregação para a Doutrina da Fé. É verdade também que, ao contrário do que se pensa normalmente, os documentos do ex-Santo Ofício sobre a Teologia da Libertação corrigiram alguns aspectos desta tendência sem condená-la por completo. Na Libertatis Nuntius (1984) pode-se ler: “Ela [a presente Instrução] não deveria servir de pretexto para aqueles que se refugiam numa atitude de neutralidade e de indiferença diante dos trágicos e urgentes problemas da miséria e da injustiça. Pelo contrário, ela foi ditada pela certeza de que os graves desvios ideológicos que ela aponta levam inevitavelmente a trair a causa dos pobres”.

No entanto, lendo integralmente esse primeiro documento sobre a Teologia da Libertação, descobre-se passagens que demonstram o contrário. “Esta advertência não deve, de modo algum, ser interpretada como uma desaprovação de todos aqueles que querem responder generosamente e com autêntico espírito evangélico à ‘opção preferencial’ pelos pobres”.

“Hoje, mais do que nunca, a Igreja propõe-se condenar os abusos, as injustiças e os atentados à liberdade, onde quer que eles aconteçam e quaisquer que sejam seus autores, e lutar, com os seus próprios meios, pela defesa e promoção dos direitos do homem, especialmente na pessoa dos pobres”.

A Instrução, além disso, sustenta que “o escândalo das gritantes desigualdades entre ricos e pobres já não é tolerado”, e que “chamar a atenção para os graves desvios que algumas ‘teologias da libertação’ trazem consigo não deve, de modo algum, ser interpretado como uma aprovação, ainda que indireta, aos que contribuem para a manutenção da miséria dos povos, aos que dela se aproveitam, aos que se acomodam ou aos que ficam indiferentes perante esta miséria. A Igreja, guiada pelo Evangelho da Misericórdia e pelo amor ao homem, escuta o clamor da justiça e deseja responder com todas as suas forças”.

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