Messi e o Papa. "Hoje foi de verdade um dia inesquecível”

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Por: Jonas | 15 Agosto 2013

O atacante argentino do Barça, Lionel Messi, reconheceu hoje se sentir “orgulhoso” de ter viajado ao Vaticano para ser recebido em audiência pelo papa Francisco, antes do amistoso entre Itália e Argentina, e também pelo fato do Pontífice ser seu compatriota.

 
Fonte: http://goo.gl/zrHtxj  

A reportagem é publicada no sítio Religión Digital, 13-08-2013. A tradução é do Cepat.

Durante uma coletiva de imprensa, no Vaticano, Messi disse que este tinha sido um “dia especial” pelo fato de ter participado da audiência oferecida por Francisco às delegações da Itália e Argentina, que disputarão no Estádio Olímpico de Roma uma partida em homenagem ao primeiro papa argentino.

“Foi um dia especial. Estou orgulhoso de haver estado aqui para ver o Papa, também porque é argentino. O futebol me levou por todo o mundo, para os lugares mais incríveis, mas hoje foi de verdade um dia especial, inesquecível”, disse o atacante.

Messi explicou que não tinha conseguido falar diretamente com Francisco porque havia muita gente, mas afirmou que assume a responsabilidade diante do pedido de que deem bom exemplo dentro e fora de campo.

“O melhor modo de responder é oferecer, amanhã, um espetáculo limpo, no campo e nas arquibancadas. Este é o modo de continuar um dia assim”, afirmou o jogador, que respondeu com um “tomara” a possibilidade de que Argentina e Itália possam se encontrar na final de um Mundial.

“Nós, os jogadores, temos que dar sempre bom exemplo dentro de campo, somente respeitando o adversário é possível chegar a ser homens e jogadores melhores. Espero que amanhã seja uma partida bonita e que as pessoas possam se divertir”, acrescentou.

O barcelonista não revelou se jogará o amistoso contra a Itália ou se deixará de jogar para evitar se arriscar muito diante de suas contusões físicas, embora gestos seus vistos por alguns presentes, após a audiência com o Papa, apontam que não entrará no gramado.

Na coletiva de imprensa, também compareceu o capitão da seleção italiana, o goleiro veterano Gianluigi Buffon, afirmando que com um papa assim “é mais fácil serem melhores”.

“Certamente, para mim e para todos nós, é um grandiosíssimo orgulho poder participar no ato de amanhã e de hoje. A única coisa que se pode dizer é que é um dia especial, que continuará nas mentes e nos corações de todos nós para sempre”, afirmou o goleiro.

Buffon, que ostentou nunca ter recebido um gol de Messi, por não ter jogado contra ele, recordou, além disso, as palavras que o Papa os dedicou, pedindo para que não se esqueçam de que o futebol, para além de um negócio, continua sendo um esporte.

“Para tentar ser um bom modelo, um jogador precisa tentar manter inalterada sua vocação, a que o aproximou desde pequeno da disciplina que está praticando com esta paixão e vocação, que não é fruto de negócio, mas que é algo inato”, arrematou o goleiro.

De sua parte, o técnico da Itália, Cesare Prandelli, reconheceu que finalmente não poderia insistir para que o Papa comparecesse ao Estádio Olímpico de Roma, amanhã, pois o Pontífice adiantou-se e disse-lhe que não iria, pois no Vaticano “o repreenderiam porque é muito indisciplinado”.

Segundo os presentes na audiência, depois que Francisco foi falar em separado com o atacante italiano Mario Balotelli, como se “estivesse confessando”, o Pontífice argentino afirmou que toda vez que o recriminam, dizendo que é “indisciplinado”, ele responde com um: “mas, você não percebeu de qual povo venho?”.

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