Pederastia, a dura batalha de Bento XVI prossegue com Francisco

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Por: André | 06 Junho 2013

“É um trabalho importante, continuem”: ao final da missa matutina na capela da Casa Santa Marta, o Papa Francisco alavancou o trabalho do Centro para a Proteção de Menores da Universidade Gregoriana, criado após o simpósio internacional sobre abusos contra menores por parte de membros da Igreja, que aconteceu em 2012.

A reportagem é de Alessandro Speciale e publicada no sítio Vatican Insider, 04-06-2013. A tradução é do Cepat.

“Depois da missa, tivemos a ocasião de saudar o Papa: éramos três... Lhe apresentamos brevemente o projeto”, indicou à Rádio Vaticana o diretor do centro, o psicólogo jesuíta Hans Zollner: “O Papa – contou – ouviu com muita atenção e em duas ou três ocasiões destacou que se trata de um trabalho muito importante e que, citou, “devemos seguir em frente com este compromisso”.

Além de Zollner, estavam presentes em Santa Marta os representantes do Centro na Polônia e um especialista em desenvolvimento das unidades de aprendizagens canônicas e teológicas do programa a distância, que será distribuído em todo o mundo.

Zollner, que também é o vice-reitor da Gregoriana, recordou que Francisco enfrentou o tema há algumas semanas, quando convidou a trabalhar “pelo bem dos mais vulneráveis, dos menores”, durante o Ângelus de 05 de maio passado. “Isto – acrescentou – segue plenamente a linha do Papa Bento XVI, a quem, há quatro meses, tivemos a oportunidade de entregar as atas do Congresso que realizamos na Gregoriana, em fevereiro de 2012, e do qual participaram representantes das Conferências Episcopais de todo o mundo para falar justamente sobre a prevenção do mal que afeta os menores”.

Em sua homilia matutina, Francisco convidou os cristãos para seguirem o exemplo da temperança, mas também da honestidade das crianças: “A temperança que Jesus quer em nós não tem nada, nada a ver com esta adulação, com esta forma açucarada de seguir em frente. Nada! A temperança é simples, é como a de uma criança; e uma criança não é hipócrita, porque não é corrupta”, disse.

Segundo Zollner, “chamar à pureza, à austeridade, à não hipocrisia de uma criança, nos indica também o desafio de viver nosso ser cristão e nosso ser testemunho de Jesus com autenticidade e credibilidade.

O jesuíta também expôs à Rádio Vaticana o trabalho desenvolvido no centro, que até agora teve “uma resposta muito animadora” e “muitas ofertas de colaboração”. Depois da fase “piloto”, em colaboração com oito dioceses e com algumas províncias dos jesuítas na Índia e na Indonésia, que terminará em 2014, Zollner explicou que o centro está pensando em quais serão suas atividades para o futuro: “Queremos não apenas aprofundar nossa contribuição e nossos módulos de aprendizagem, mas queremos também chegar a um maior número de pessoas. Agora nos damos conta de que será preciso que haja diferentes níveis de informação e também outros níveis diferentes, como a formação de monitores e a formação do pessoal que atuará nas paróquias”.