Papa Francisco está aberto ao celibato opcional? Artigo de Thomas Reese

Revista ihu on-line

Caetano Veloso. Arte, política e poética da diversidade

Edição: 549

Leia mais

Mulheres na pandemia. A complexa teia de desigualdades e o desafio de sobreviver ao caos

Edição: 548

Leia mais

Clarice Lispector. Uma literatura encravada na mística

Edição: 547

Leia mais

Mais Lidos

  • Os católicos ainda leem? Sinodalidade e a “Igreja que escuta” nesta era digital. Artigo de Massimo Faggioli

    LER MAIS
  • Estou obcecado pelo Evangelho. O Evangelho não é Religião. Artigo de José María Castillo

    LER MAIS
  • Tenho medo dos padres

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


22 Março 2013

O Papa Francisco leva o celibato muito a sério. Se ele é a regra, deve ser observado. Mas será que a regra poderia mudar?

A reflexão é do jesuíta norte-americano Thomas J. Reese, ex-editor-chefe da revista America, dos jesuítas dos EUA, de 1998 a 2005, e autor de O Vaticano por dentro (Ed. Edusc, 1998). O artigo foi publicado no sítio National Catholic Reporter, 19-03-2013. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis o texto.

Em uma entrevista de 2012 sobre o celibato, o então cardeal Jorge Bergoglio observou que nas Igrejas orientais os padres podem se casar e "eles são padres muito bons". Ele disse: "É uma questão de disciplina, não de fé. Ela pode mudar".

Ele declarou o seu apoio ao celibato nessa entrevista: "Eu sou a favor de manter o celibato, com todos os seus prós e contras, porque nós temos 10 séculos de boas experiências, em vez de fracassos", disse ele. "A tradição tem seu peso e validade".

Mas o que é notável é a forma pela qual ele qualifica suas declarações: "Neste momento, eu sou a favor de manter o celibato". Da mesma forma, ao observar que algumas organizações estão pressionando por uma maior discussão sobre o assunto, ele disse: "Por enquanto, a disciplina do celibato permanece firme".

"Neste momento" e "por enquanto" não são o tipo de qualificações que normalmente ouvimos quando bispos e cardeais discutem o celibato.

Ele chegou a propor uma hipótese: "Se, hipoteticamente, o catolicismo ocidental tivesse que rever a questão do celibato, eu acho que ele o faria por razões culturais (assim como no Oriente), não tanto como uma opção universal".

O que é totalmente inaceitável para o Papa Francisco é um padre que não observa a sua promessa ao celibato. Se um padre falha, disse ele, "eu o ajudo a entrar nos trilhos de novo". Ao dizer isso, ele se referia a fazer penitência e praticar o celibato.

"A vida dupla não é boa para nós", disse ele. "Eu não gosto disso porque ela significa construir sobre a falsidade".

Além disso, se um padre engravida uma mulher, "ele tem que deixar o ministério e deve cuidar dessa criança, mesmo que ele opte por não se casar com essa mulher. Pois assim como a criança tem o direito de ter uma mãe, ela tem o direito de ter o rosto de um pai".

O Papa Francisco leva o celibato muito a sério. Se ele é a regra, deve ser observado. Mas será que a regra poderia mudar?

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Papa Francisco está aberto ao celibato opcional? Artigo de Thomas Reese - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV