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22 Março 2013

O ser humano precisa beber de dois a quatro litros de água por dia para matar a sede e se manter hidratado. Sua alimentação requer, também a cada dia, entre 2 mil e 5 mil litros de água, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO). Segundo a entidade, são necessários entre mil e três mil litros de água para produzir apenas um quilo de arroz - enquanto um quilo de carne bovina requer entre 12 mil e 21 mil litros de água.

A reportagem é de André Lachini e foi publicada no jornal Valor, 22-03-2013.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelece o consumo mínimo per capita de cem litros diários de água - o suficiente para uma pessoa saciar a sede, ter uma higiene adequada e preparar os alimentos. A necessidade de água, porém, é abundante também em outros produtos que fazem parte do dia a dia. Segundo a Water Footprint Network, são necessários 10 litros para produzir uma folha de papel, 300 mil litros para fabricar uma tonelada de aço e 109 litros para produzir um copo de vidro. A fabricação de um automóvel absorve 400 mil litros de água e uma barra de chocolate é resultado de um processo que consome 1.700 litros de água.

A racionalização do consumo é um requisito básico para garantir a disponibilidade de água no futuro e acesso mais inclusivo. "A Terra possui uma certa capacidade de se regenerar. Quem usar a água, precisa devolvê-la nas mesmas condições", diz Hélio Mattar, diretor-presidente do Instituto Akatu, ONG voltada ao consumo consciente. Ele acredita que a água ficará "cada vez mais cara" e cita a disputa entre as empresas de alimentos pelo controle dos mananciais de água mineral como um dos sintomas da escassez de água pura.

Mattar diz que o brasileiro desperdiça alimentos e ao fazer isso desperdiça a água que foi usada para produzi-los. "É preciso que o consumidor tome consciência que para ser produzido um quilo de carne são gastos, em média, 15 mil litros de água", afirma.

O consumo médio diário per capita de água no país aumentou de 149,5 litros diários em 2007 para 159 litros per capita em 2010, indicam dados do Sistema Nacional de Informações sobre o Saneamento (Snis) do Ministério das Cidades. O Estado do Rio de Janeiro é o maior consumidor - com média diária de 236,1 litros. Em Pernambuco (96,6 litros) e Alagoas (91,6 litros) consumo per capita não atinge o patamar mínimo recomendado pela OMS.