Os indignados de Wall Street estão de volta

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Por: André | 18 Setembro 2012

Os manifestantes do movimento antissistema financeiro planejam bloquear de maneira pacífica os acessos à Bolsa de Valores. “Passamos o ano pensando nos problemas, agora vamos pensar nas soluções”, afirmaram os organizadores.

A reportagem está publicada no jornal argentino Página/12, 17-09-2012. A tradução é do Cepat.

O Occupy Wall Street, movimento de denúncia contra o sistema financeiro e as desigualdades sociais, completa nesta segunda-feira [17 de setembro] um ano. Os indignados norte-americanos, que haviam desaparecido do mapa, voltam à carga, para festejar seu primeiro aniversário, e planejam bloquear de maneira pacífica os acessos à Bolsa de Valores de Nova York, algo que já quiseram fazer no passado, tratando de interromper também o trânsito no distrito financeiro de Manhattan. Desse modo, os manifestantes tentarão atrair novamente a atenção do mundo, depois que, em 17 de setembro de 2011, surpreenderam a todos com um protesto espontâneo.

Este movimento, que nasceu seguindo os passos do 15-M de Madri, se estendeu a cada vez mais cidades de todo o mundo. Contudo, dois meses depois da ocupação terminou com uma rápida desocupação por parte da polícia do acampamento Zuccotti Park, o parque situado a poucos metros de Wall Street e que funcionou durante meses como quartel general do movimento. Numerosas pessoas foram presas e foram abertos processos judiciais que ainda não foram encerrados. O Occupy Wall Street parecia desmembrado.

A prévia do aniversário se deu durante o fim de semana, quando os manifestantes começaram a organizar os primeiros encontros, assembleias populares e protestos. Os ativistas partiram da Washington Square, no Greenwich Village, passaram pela Broadway e se dirigiram até o Zuccotti Park, entre cantos e gritos de “Somos os 99%”. “Still Here” (Ainda aqui) se pode ler num cartaz que uma mulher segurava no Washington Square Park.

Um grupo de estudantes, ativistas defensores dos direitos humanos, da paz e críticos do capitalismo se reuniram no sábado para esquentar os motores, junto à Universidade de Nova York, para reiterar sua desconformidade com a elite financeira do país. Mas, à noite, uma dezena de pessoas foi presa, segundo assinalou a imprensa norte-americana. As autoridades dessa cidade confirmaram as prisões, mas não precisaram o número de presos.

O movimento Occupy Wall Street, que chegou a se converter em Personagem do Ano da revista Time, foi perdendo força durante o ano passado, ao não ter uma estrutura organizada, nem claros os objetivos de sua estratégia. Agora, os indignados pretendem voltar a pautar as preocupações dos “99% da população”, que protestam contra a avareza das corporações e as desigualdades econômicas, no centro do debate. “Passamos o ano pensando nos problemas, agora começamos também a pensar em soluções”, afirmaram alguns organizadores do movimento, afirmando que o Occupy Wall Street aprendeu com os erros do passado, inclusive em relação à administração dos protestos.

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