Políticas sociais aproximaram Marcelo Nery de governo petista

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21 Junho 2012

O economista Marcelo Neri nunca teve uma trajetória próxima do Partido dos Trabalhadores (PT), tanto por sua formação acadêmica no curso de economia de uma universidade considerada um "ninho tucano", como a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), quanto por seus vínculos com figuras de economistas e sociólogos de trajetória oposicionista como Claudio Considera, André Urani, Ricardo Paes e Barros e Fabio Giambiagi. Todos vistos como críticos da política econômica implementada a partir do segundo governo Luiz Inácio Lula da Silva e agora aprofundada por Dilma Rousseff, com viés desenvolvimentista.

A reportagem é de Vera Saavedra Durão e publicada pelo jornal Valor, 19-06-2012.

Fontes próximas do governo, ouvidas pelo Valor, estranharam a ideia do ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Wellington Moreira Franco, de sugerir o nome de Neri para o cargo de uma instituição tão próxima das diretrizes de política econômica petista. A indicação contrasta com a gestão de Márcio Pochmann, considerada 'chapa branca' pelos oposicionistas ortodoxos.

O atual chefe do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas foi parceiro de Ricardo Paes e Barros no Ipea, quando PB (como é conhecido o pesquisador de prestígio no país e no exterior) era diretor de política social da instituição, durante a gestão de Cláudio Considera. Paes e Barros hoje é assessor de Moreira Franco.

Só de 2004 para cá é que Neri começou a fazer estudos estatísticos de desigualdade que foram bem vistos pelo governo petista. Na transição do governo Lula para o governo Dilma Rousseff o economista participou de algumas avaliações dos programas sociais do governo e posteriormente, quando Antonio Palocci estava na Casa Civil, abriu espaço para ele nas reuniões do Conselho de Desenvolvimento Economico e Social (CDES), o "Conselhão".

Elogiado por Fábio Giambiagi, que assina o prefácio de seu livro "A Nova Classe Média - O lado brilhante da base da pirâmide", como um economista dos mais brilhantes e influentes de sua geração (de 50 anos) por dedicar-se ao "sacerdócio de ler os números" ao decifrar e interpretar as estatísticas do IBGE de forma exemplar, é tido por economistas de outro campo de ideias, mais heterodoxos, como "empírico" na interpretação de suas pesquisas das classes sociais no país.

O lado apolítico de Neri, citado por Moreira como uma das razões da preferência pelo seu nome, é confirmado por Giambiagi: "[Marcelo] É uma das poucas pessoas capazes de ser chamadas um dia para discutir um tema com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e no dia seguinte tratar do mesmo assunto com o ex-presidente Lula".

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