Novo encontro internacional do “Patriarca verde”

Revista ihu on-line

Diálogo interconvicções. A multiplicidade no pano da vida

Edição: 546

Leia mais

Cultura Pop. Na dobra do óbvio, a emergência de um mundo complexo

Edição: 545

Leia mais

Revolução 4.0. Novas fronteiras para a vida e a educação

Edição: 544

Leia mais

Mais Lidos

  • A fé do Brasil dividido

    LER MAIS
  • A nova teologia do Ecoceno. Entrevista com Leonardo Boff

    LER MAIS
  • Núcleo de pesquisa da USP publica nota sobre criacionismo defendido por novo Presidente da CAPES

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

Enviar

Por: Jonas | 24 Maio 2012

Era o ano de 1989, quando na Assembleia Ecumênica da Basileia o então patriarca Dimitrios, de Constantinopla, a quem se deve reconhecer o mérito de haver analisado os problemas ambientais sob a ótica da fé, propôs a criação de um dia dedicado à Criação. A escolha do dia primeiro de setembro (quando começa o ano litúrgico ortodoxo) foi obra de seu sucessor, Bartolomeu I (foto), conhecido como o “patriarca verde” por conseguir tornar a emergência ambiental, definitivamente, em algo considerado pelas igrejas cristãs, “um dever e uma responsabilidade comum diante de Deus e da história”.

A reportagem é de Teresa Pontara Pederiva, publicada no sítio Vatican Insider, 21-05-2012. A tradução é do Cepat.

Em 1994, Bartolomeu I fez uma distinção entre “ethos eucarístico”, ou seja, o uso dos recursos naturais com “agradecimento”, oferecido cotidianamente a Deus, além de nós mesmos; o “ethos ascético”, que prevê jejum e outras obras espirituais (que nos faz reconhecer que as coisas que damos por comuns são efetivamente dons de Deus para satisfazer nossas necessidades), e o “ethos litúrgico”, que destaca o compromisso comunitário e o fato de se compartilhar os bens. “Não compartilhar nosso bem-estar com o pobre é roubá-lo, privando-o dos meios para viver”, concluiu o patriarca numa de suas “históricas” declarações, tanto que, em 2008, Sua Beatitude (o termo que lhe corresponde) figurou entre as 100 pessoas mais influentes do mundo, na lista da revista “Times”.

Durante estes anos, o interesse pela defesa do meio ambiente tem representado um autêntico motor do diálogo ecumênico entre as igrejas, em que os ortodoxos se encontram, constantemente, em primeira linha e, inclusive, chegam primeiro que os demais.

Todas as assembleias ecumênicas (Basileia 1989, Graz 1997, Sibiu 2007) mostraram um forte compromisso com o meio ambiente, e Bartolomeu I sempre foi um dos protagonistas.

Desta forma, se tem uma certeza, entre tantas outras, a do anúncio do próximo “Halki Summit”, um encontro que acontecerá de 18 a 20 de junho, promovido pelo Patriarcado Ecumênico de Istambul e patrocinado pela Southern New Hampshire University, para que sejam discutidas as responsabilidades globais para se tomar futuras decisões sustentáveis.

Na pequena ilha de Heybeliada, ao longo da costa de Istambul, na histórica escola de Halki, o líder espiritual da Igreja ortodoxa oriental convocou (após tantas visitas pelo mundo, da Estônia até a Califórnia, passando pela Groelândia) a um grupo de estudiosos, cientistas, jornalistas, teólogos e homens de negócios com o objetivo de refletir sobre a urgência em se reconhecer que qualquer ação, para curar o meio ambiente, terá êxito se orientada segundo valores comuns. Trata-se da importância da ética e da espiritualidade, como anunciaram as Igrejas europeias, em vista do encontro COMECE-CEC, em Bruxelas, no dia 23 de maio.

De 1994 a 1998, Bartolomeu I organizou cinco seminários de verão sobre o meio ambiente (ou a Criação); de 1995 a 2009, outros oito congressos internacionais e, agora, este encontro em Halki, que poderia, verdadeiramente, representar um novo começo, neste momento de crise internacional e de revisão das decisões econômicas.

Os assuntos principais do Congresso serão: biodiversidade e conservação, energia e mudança climática, responsabilidade e sustentabilidade. Entre os participantes, destaca-se a presença da antropóloga Jane Goodall, estudiosa de primatas e, há anos, ativista em defesa do meio ambiente, Gary Hirshberg, fundador e presidente da Stonyfield Farm, Bill McKibben, jornalista, escritor e ambientalista, Mohammed Al-Sabban, economista da King Abdul University, da Arábia Saudita, William Antholis, diretor geral da Booking Institution, Nina Antonietti, historiadora do Smith College de Massachussets e Nicholas Askounes Ashford, diretor da Technology e Law Program do MIT de Boston, Richard Chartres, bispo de Londres, Michele Goldsmith, professora de ciências ambientais da Southern New Hampshire University. As sessões serão presididas por pessoas reconhecidas como Krista Tipett de “On Being” (American Public Media), enquanto a sessão de encerramento será presidida pelo metropolita grego Ioannis Zizioulas de Pérgamo, o porta-voz mais conhecido entre os ortodoxos nas questões ambientais.

“Esta conferência – se lê no comunicado – pretende levar a uma nova dimensão de maior decisão na mudança pessoal e cultural, no âmbito de um amplo diálogo internacional sobre a sustentabilidade. O que esperamos é poder chamar a atenção sobre novas dimensões éticas e morais ao se enfrentar os problemas ecológicos”.

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Novo encontro internacional do “Patriarca verde” - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV