João XXIII, "il Papa buono", faleceu no dia 3 de junho de 1963

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03 Junho 2011

O Papa de estilo mais modesto e alegre da história da Igreja Católica foi uma sopro de ar fresco para a instituição.

A reportagem é de Teresa M. Amiguet, publicada no jornal La Vanguardia, 03-06-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

No dia 28 de outubro de 1958, Angelo Giuseppe Roncalli, patriarca de Veneza, foi eleito papa. Em honra ao seu pai e ao padroeiro da sua cidade natal, assim como à sua profunda admiração pelo evangelista, assume o nome de João.

Papa João XXIII foi entronizado no dia 4 de novembro.

Sua eleição havia provocado uma grande surpresa. Desde o primeiro momento, ele foi considerado um papa de transição, devido não só à sua idade avançada, 77 anos, mas também à sua condição de cardeal de baixo perfil, fatores que o excluíam da lista dos "papáveis".

Ele havia sido sargento médico durante a Primeira Guerra Mundial e mais tarde capelão militar e, unido à sua trajetória apostólica, pressagiava grandes mudanças. Sempre havia demonstrado possuir um espírito aberto e inovador. Assim, na Bulgária, estabeleceu relações com outras comunidades cristãs, principalmente a Ortodoxa. Na Turquia, interveio no socorro dos judeus durante a perseguição nazista. Em Paris, graças ao seu estilo cordial e seu talento diplomático, conseguiu restabelecer a Igreja do desequilíbrio em que havia mergulhado, coagida pela colaboração com os nazistas.

Desde o início do seu papado, ficou claro que seu exercício era revolucionário. Apenas dois meses após sua eleição, ele visitou as paróquias da sua diocese e mostrou sua humanidade  ao visitar, por ocasião do Natal, hospitais infantis e prisões, concretamente a prisão Regina Coeli.

Esses ares de inovação tornaram-se evidentes também nas primeiras medidas do seu governo, que representaram um claro retorno aos princípios das origens do cristianismo. Uma delas foi a redução dos gastos econômicos, o que provocou mal-estar no resto da Cúria. Também se ocupou de melhorar os direitos trabalhistas dos funcionários do Vaticano.

No dia 25 de janeiro de 1959, apenas três meses depois da sua eleição, anunciou o XXI Concílio Ecumênico, chamado depois de Concílio Vaticano II, o I Sínodo da Diocese de Roma e a revisão do Código de Direito Canônico.

O Papa João XXIII escreveu oito encíclicas no total. Seu magistério social em duas delas, Pacem in terris e Mater et Magistra, faz com que sejam consideradas os documentos mais importantes da nossa época.

Pela primeira vez na história, nomeou cardeais de outras raças. Assim, entre os 37 novos cardeais, encontravam-se um tanzaniano, um japonês, um filipino, um venezuelano e um mexicano.

Mas essa não foi sua única contribuição. No dia 2 de dezembro de 1960, reuniu-se no Vaticano com o arcebispo de Canterbury, Geoffrey Francis Fisher. Há mais de 400 anos, desde a excomunhão de Isabel I, a mais alta autoridade da Igreja da Inglaterra não se encontrava com o Papa.

No dia 03 de janeiro de 1962, excomungou Fidel Castro, dirigente em contínuo conflito com a Igreja.

No dia 6 de maio do mesmo ano, canonizou o primeiro santo negro da América, o peruano São Martín de Porres.

No dia 11 de outubro de 1962, o papa abriu o Concílio Vaticano II, em São Pedro. Esse Concílio, inspirado na figura do Papa Pio IX, precursor do Concílio Vaticano I, mudaria a face do catolicismo: uma nova forma de celebrar a liturgia (mais próxima dos fiéis), um novo ecumenismo e uma nova aproximação do mundo.

A renovação da Igreja devia ser total, a instituição devia ser agora capaz de transmitir o Evangelho de modo coerente com os novos tempos, buscar a unidade das Igrejas cristãs e abrir-se ao mundo por meio do diálogo.

Observadores de credos diversos convidados ao Concílio participaram do evento, demonstrando que o hermetismo da Igreja fazia parte do passado.

No dia 23 de maio de 1963, tornou-se público que o papa padecia de uma grave doença. No dia 3 de junho do mesmo ano, ele faleceu às 2h50, depois de sofrer uma longa agonia.

O Concílio, que constava de quatro sessões, ficou inconcluso. Seria o seu sucessor, Paulo VI, que presidiria as três restantes.

Determinado a levar a termo o seu sonho de alcançar a "atualização da Igreja", João XXIII conseguiu não só abrir as portas da sua Igreja para o futuro, mas também passar para a história como o "papa mais amado, o Papa buono".

No dia 4 de setembro de 2000, o Papa João Paulo II procederia a sua beatificação, junto com a de seu antecessor, Pio XII.

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