Remoção forçada é uma mensagem para todos os bispos, diz Dom Morris

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11 Mai 2011

O bispo australiano William Morris, que foi forçado a renunciar em parte por causa de uma carta pastoral que ele emitiu, mencionando a possibilidade de ordenar mulheres como uma das várias soluções para a crescente falta de padres, disse que gostaria de fazer uma cópia pública de um relatório escrito sobre sua diocese.

A reportagem é de Tom Roberts, publicada no sítio National Catholic Reporter, 10-05-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Morris, em resposta às perguntas do NCR, também disse que acha que sua remoção forçada destina-se a "enviar uma mensagem aos bispos do mundo: se você faz perguntas, se você se intromete por muito tempo, se você é incômodo em todos os lugares, bem... veja o que aconteceu com Bill Morris".

Morris fez esses comentários no programa Sunday Nights with John Cleary, do canal Australian Broadcasting Corporation, no dia 8 de maio. O NCR era um dos participantes da discussão com Cleary, Morris e o historiador da Igreja Paul Collins, e questionou Morris se ele tornaria público o relatório se tivesse uma cópia dele e se ele achava que era um exemplo para os outros.

Sobre o relatório, feito pelo arcebispo de Denver, Charles Chaput, Morris disse: "Sim, eu gostaria que ele fosse publicado, porque acho que o meu povo tem o direito de... Você sabe, se o arcebispo Chaput, que perambulou pela diocese por três dias e meio e depois fez um juízo sobre a diocese, eu acho que as pessoas têm o direito de ver que julgamentos ele fez em seu relatório".

Morris disse saber da existência de um relatório escrito porque Chaput enviou um e-mail "me dizendo que havia enviado uma cópia eletrônica assim como uma cópia impressa para o dicastério dos bispos e, em seguida, fez o que devia fazer: destruiu a cópia eletrônica e a cópia impressa, e por isso ele não tem mais nenhuma cópia". Até hoje, Morris não viu o que estava escrito sobre ele ou sobre a diocese, e o Vaticano aparentemente não pretende revelar o conteúdo do relatório.

Chaput, questionado anteriormente pelo NCR sobre o relatório e se ele seria publicado, respondeu apenas que "qualquer visitação apostólica é regida pela estrita confidencialidade. Isso é para o benefício de todas as partes envolvidas".

Em resposta a uma pergunta de Cleary, Morris leu a carta que o Papa Bento XVI lhe enviou. Ele disse que o papa parecia estar aumentando a importância da discussão da ordenação de mulheres, com a afirmação na carta de que o Papa João Paulo II "decidiu, infalível e irrevogavelmente, que a Igreja não tem o direito de ordenar mulheres ao sacerdócio".

"Eu diria que isso faz parte do que muita gente está chamando de `infalibilidade progressiva`... Agora, para o meu conhecimento, eu nunca vi isso por escrito antes, usando a palavra `infalível` referente à declaração de João Paulo II, porque ele nunca usou a palavra `infalível`", afirmou Morris. "Se não me falha a memória, sem olhar para o documento, eu acho que ele disse que não via a si mesmo como detentor de qualquer poder ou direito para ordenar mulheres, algo parecido com isso. Mas ele [João Paulo II] nunca usou a palavra infalível".

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