O capitalismo matará de fome a humanidade até 2050 se não houver mudanças

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01 Março 2019

Especialistas como Christopher Wright e Daniel Nyberg alertam que o capitalismo é insustentável em sua forma atual, pois a busca incessante pelo crescimento causa estragos no planeta e ameaça a saúde humana e ambiental.

A reportagem é publicada por TICbeat, 26-02-2019. A tradução é do Cepat.

O capitalismo gerou massiva riqueza para alguns, mas devastou o planeta e não conseguiu melhorar o bem-estar humano em escala. Como exemplo, vários dados reunidos pela revista Forbes: no plano ambiental, as espécies se extinguem a uma taxa 1.000 vezes mais rápida que a taxa natural nos 65 milhões de anos anteriores, de acordo com informações da Universidade de Harvard. Desde do ano 2000, perdemos 6 milhões de hectares de floresta primária a cada ano – cortamos, em cada exercício, 190 vezes Nova York na superfície da floresta.

No plano econômico, inclusive nos Estados Unidos, 15% da população vive abaixo da linha da pobreza. Para os menores de 18 anos, esse número aumenta para 20% no caso do país norte-americano e os números são mais altos em muitos dos países classificados como desenvolvidos. Por trás da extinção em massa das espécies, encontramos a agricultura comercial - principalmente focada na alimentação intensiva do gado -, a extração de madeira e o desenvolvimento de infraestrutura que estão causando a perda de habitat, enquanto a dependência e uso de combustíveis fósseis é fator relevante em relação às mudanças climáticas.

Os professores Christopher Wright e Daniel Nyberg publicaram a obra "Climate Change, Capitalism, and Corporations", no outono passado, argumentando que as empresas estão atreladas a um ciclo de exploração dos recursos do mundo de formas cada vez mais criativas. "As grandes corporações podem continuar participando de um comportamento cada vez mais explorador do meio ambiente, escondendo a ligação entre o crescimento econômico infinito e o agravamento da destruição ambiental", escreveram.

O sociólogo de Yale, Justin Farrell, estudou 20 anos de financiamento corporativo e descobriu que "as corporações usam sua riqueza para ampliar as opiniões contrárias sobre a mudança climática e criar uma impressão de maior incerteza científica do que realmente existe". Sem equilibrar a economia com a sustentabilidade e o crescimento humano - mediante a economia circular, a propriedade distribuída e o decrescimento econômico -, a fome, as diferenças de classe econômica e a destruição ambiental serão totalmente irreversíveis até 2050.

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