7,4% dos estudantes do 9º ano já foram vítimas de bullying; uma em cada cinco meninas se sente gorda ou muito gorda

Revista ihu on-line

Cultura Pop. Na dobra do óbvio, a emergência de um mundo complexo

Edição: 545

Leia mais

Revolução 4.0. Novas fronteiras para a vida e a educação

Edição: 544

Leia mais

Ontologias Anarquistas. Um pensamento para além do cânone

Edição: 543

Leia mais

Cultura Pop. Na dobra do óbvio, a emergência de um mundo complexo

Edição: 545

Leia mais

Revolução 4.0. Novas fronteiras para a vida e a educação

Edição: 544

Leia mais

Ontologias Anarquistas. Um pensamento para além do cânone

Edição: 543

Leia mais

Mais Lidos

  • O Papa doa aos pobres um prédio de luxo a poucos passos de São Pedro

    LER MAIS
  • Arautos do Evangelho. Vaticano retoma a intervenção

    LER MAIS
  • “Infelizmente, a história da escravidão é contada por pessoas brancas”. Entrevista com Laurentino Gomes

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

Enviar

30 Agosto 2016

195 mil estudantes do 9º ano já foram vítimas de bullying

Quase 195 mil alunos do 9º ano (7,4%) disseram ter sofrido bullying (zombaria, intimidação) por parte de colegas de escola nos 30 dias anteriores à pesquisa, sendo que na maior parte do tempo ou sempre se sentiram humilhados pelas provocações. Entre os alunos que se sentiram humilhados alguma vez nos 30 dias anteriores à pesquisa, os principais motivos da zombaria foram a aparência do corpo (15,6%) e do rosto (10,9%).

A reportagem é publicada por EcoDebate, 29-08-2016.

Por outro lado, cerca de 520,9 mil alunos (19,8%) contaram já ter praticado bullying. Dentre os meninos, esse percentual foi de 24,2% e, entre as meninas, 15,6%.

Estudantes entre 13 e 15 anos sofrem mais bullying que os da faixa de 16 e 17 anos

São os meninos de 13 a 15 anos (8,4%) e de 16 e 17 (4,9%) que mais afirmaram se sentir humilhados por provocações de colegas da escola, na maior parte do tempo ou sempre. Ainda no contexto de violência sofrida, 4,7% dos escolares de 13 a 15 anos e 4,5% daqueles entre 16 e 17 anos relataram já ter sido forçados a ter relação sexual. A diferenciação entre os sexos é maior na faixa dos 13 a 15 anos, sendo 5,2% o percentual para o sexo masculino e 4,3% o percentual para o sexo feminino.

Os indicadores mostram que 14,7% dos escolares de 13 a 15 anos foram agredidos fisicamente por algum adulto da família nos 30 dias anteriores à pesquisa. 17,3% responderam que sofreram agressão física ao menos uma vez nos 12 meses anteriores à pesquisa, sendo 18,5% dos escolares masculinos e 16,0% dos escolares femininos da faixa de 13 a 15 anos. Os que mais se envolveram em alguma briga e/ou luta física nos últimos 12 meses foram os escolares entre 13 e 15 anos (23,3%). Nessa faixa etária, 30,2% dos escolares do sexo masculino e 16,2% dos escolares do sexo feminino.

Os estudantes de 13 a 15 anos foram os que expressaram maior percepção de insegurança. Nessa faixa etária, o percentual de absenteísmo por insegurança no trajeto casa-escola-casa foi de 13,5%. Para aqueles na faixa de 16 a 17 anos, o percentual foi de 12,4%. O percentual de absenteísmo por insegurança na escola foi de 11,4% para os estudantes entre 13 e 15 anos e de 8,1% para os estudantes entre 16 e 17 anos.

Em 2015, 29,8% dos estudantes de 13 a 15 anos e 33,7 % dos alunos de 16 a 17 anos tinham dirigido veículo motorizado nos últimos 30 dias. Verificou-se que 40,5% dos meninos e 18,8% das meninas entre 13 e 15 anos tinham conduzido veículo automotor, enquanto entre os de 16 a 17, o percentual de meninos foi de 49,0%, contra 18,8% das meninas.
O percentual de escolares que andaram em veículo motorizado cujo condutor havia ingerido bebida alcoólica foi de 25,4% para os estudantes de ambas as faixas etárias. Os meninos foram os que mais reportaram essa situação, sendo 27,0% para o grupo entre 13 e 15 anos e 26,5% para o grupo entre 16 e 17 anos.

Uma em cada cinco meninas se sente gorda ou muito gorda

Enquanto 72,0% do total de estudantes do 9º ano estavam satisfeitos ou muito satisfeitos com o proprio corpo (1,9 milhão), sendo entre os meninos de 77,9% e entre as meninas de 66,6%, 18,3% (481,4 mil) consideravam-se gordos ou muitos gordos. A proporção era maior entre as meninas (21,8% contra 14,6% entre meninos). Entre os estudantes que responderam à pesquisa, 25,6% tinham desejo de emagrecer. Apesar de 21,8% das meninas se considerarem gordas ou muito gordas, o desejo de perder peso atingia 30,3% das estudantes.

A região Sul apresentava a proporção mais elevada de alunas do 9º ano que queriam emagrecer (36,6%) sendo que, dentre as unidades da federação, o maior percentual encontrava-se no Rio Grande do Sul (39,2%).

Enquanto 11,6% dos meninos se sentiam insatisfeitos ou muito insatisfeitos com o próprio corpo, o dobro das meninas tinham o mesmo sentimento (23,3%).

A pesquisa mostra que 7,0% dos estudantes do 9º ano (184,2 mil) haviam induzido o vômito ou tomado laxantes nos últimos 30 dias, como meio de emagrecer ou de evitar ganhar peso. Entre os meninos, esta proporção era de 6,5% e, entre as meninas, de 7,5%. Esta tendência se inverte em alguns estados das regiões Norte e Nordeste, especialmente no Maranhão, onde a proporção de meninos era de 10,2% e a das meninas, 7,3%. Nas escolas públicas, 7,2% dos alunos utilizaram-se deste método para perder ou manter o peso, proporção um pouco superior à das escolas privadas (5,9%).

A atitude de ingerir medicamentos, fórmulas ou algum produto para perder peso, sem acompanhamento médico, era mais comum entre os meninos (6,8%) do que entre as meninas (5,2%). O Tocantins mostrou a maior diferença, com 10,7% dos meninos e 5,2% das meninas utilizando este procedimento.

Se a intenção é ganhar peso ou massa muscular, aumenta a diferença entre meninos (8,6%) e meninas (5,6%) que fazem uso de medicamento, fórmula ou outro produto. Tocantins detinha a maior proporção de meninos que tinham recorrido a este recurso (14,2%).

30,2% das meninas de 13 a 15 anos tentaram emagrecer em 2015

As maiores proporções de estudantes que tentaram perder peso corporal foram encontradas entre as meninas, atingindo, respectivamente, 30,2% e 32,6% nos grupos de 13 a 15 anos e 16 e 17 anos (contra 21,3% e 17,6% entre os meninos).

Entre os meninos, foram encontrados os maiores percentuais de escolares que tentaram ganhar peso ou massa corporal: 17,9% entre 13 e 15 anos e 22,6% na faixa de 16 e 17 anos, frente a 13,6% e 16,7% para as meninas nas respectivas faixas etárias.

Mais de 70,0% dos adolescentes de 13 a 17 anos sentiam-se satisfeito ou muito satisfeito com o próprio corpo (70,2%), variando o percentual desde 66,6%, no grupo de 16 e 17 anos, até 72,4% nos estudantes de 13 a 15 anos. As proporções eram menores entre as meninas (61,1% e 66,5%, respectivamente) quando comparadas aos meninos (72,3% e 78,1%), em ambas as faixas etárias.

Clique aqui para acessar todos os resultados da PeNSE 2015.
Fonte: IBGE - 29/08/2016

Leia mais...

“O ciberbullying é democrático, atinge todas as classes sociais”. Entrevista especial com Maria Tereza Maldonado

“O bullying está fortemente associado”

O bullying “é uma coisa para ser resolvida entre as crianças”

Violência contra a criança: uma ferida aberta. Entrevista especial com Ana Maria Drumond

O Bullying começa em casa. Entrevista especial com Ana Beatriz Barbosa Silva

Abusos sexuais: mudança de mentalidade na Igreja

A desigualdade econômica explicada por Jane Austen. Artigo de Roberto Esposito

A estética feminina como construção cultural Revista IHU ON-Line N° 387

Quando a obsessão pelo corpo se torna uma doença

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

7,4% dos estudantes do 9º ano já foram vítimas de bullying; uma em cada cinco meninas se sente gorda ou muito gorda - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV