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Entrevistas

Baía de Guanabara. Um complexo ecossistema em risco. Entrevista especial com Graça Bispo, Rodrigo Gaião e Pedro Belga

“As regiões costeiras brasileiras viraram a maior lixeira do país, pois diz o ditado popular: 'Todas as águas levam ao mar'”, constatam os biólogos.

Confira a entrevista.

Foto: sosriosdobrasil.blogspot.com.br

Em menos de duas horas participando de uma regata ecológica realizada pela Escola Naval, biólogos da ONG Guardiões do Mar encontraram, na Baía de Guanabara, mouse de computador, escada de madeira, recipiente de refrigeração de radiador de carro, muitos sacos plásticos, pedaços de madeiras de diversas fontes, garrafas PET. “Isso tudo, infelizmente, não nos causa espanto”, disseram os ativistas à IHU On-Line. Segundo eles, em visitas diárias aos manguezais da Baía de Guanabara, “encontram tais objetos e outros como tubos de imagem de TV, para-choques de carro, sofás, cabeceiras de camas, capacetes diversos, vidros, sacos plásticos, garrafas PET, sofás de três e dois lugares, material ferroso como latas de alimento, brinquedos diversos, pneus em quantidade (de carros, caminhões e tratores) e até boneca inflável”.

De acordo com os biólogos, “o macro e diversificado ecossistema da Baía de Guanabara encontra-se em diferentes estados de degradação”. Com mais de 4.000 km² de extensão, os problemas ambientais estão baseados “na inadequada gestão dos esgotos sanitários e dos resíduos sólidos urbanos”. As falhas, apontam em entrevista concedida por e-mail, não se restringem apenas aos governos, mas à sociedade, que é “corresponsável por este estado de degradação, não só da Baía de Guanabara, mas de todos os ecossistemas associados”.

Os entrevistados são graduados pelas Faculdades Maria Thereza, Niterói-RJ. Pedro Belga é o atual presidente da Guardiões do Mar, coordenador geral do Projeto Caranguejo Uçá. Rodrigo Gaião, biólogo marinho, atua no Projeto Caranguejo Uçá nas ações Gerenciamento de Logística de Coletas de Dados e Educação Ambiental. E Graça Bispo é mestre em Biologia Marinha e doutora em Ecologia Marinha, atuando como coordenadora técnica da ONG Guardiões do Mar. Também é coordenadora técnica no Projeto Caranguejo Uçá.

Confira a entrevista.

IHU On-Line – O que é a organização Guardiões do Mar?

Foto: sosriosdobrasil.blogspot.com.br

Graça Bispo, Rodrigo Gaião e Pedro Belga – A Organização Guardiões do Mar completou, em 19 de março, 15 anos de atuação. Desde sua fundação, em 1998, permanece com seus objetivos de levar informação (técnica e científica) a todas as camadas da sociedade de forma coloquial, principalmente para que as crianças e jovens entendam sua responsabilidade na manutenção de um ambiente socialmente justo e ecologicamente saudável. Nesses anos, muitas foram as frentes de atividades. Nossas intervenções acontecem na forma de projetos patrocinados e têm seu foco social no viés ambiental. Após 14 anos auxiliando na geração de postos de trabalho através do incentivo a empreendimentos solidários (cooperativas), os Guardiões do Mar, adotaram em 2012 uma nova linha de trabalho: realizar uma ação eminentemente ambiental, com viés social. Ao inverter a forma de atuar, adotamos a educação ambiental como principal ferramenta de transformação e, mais uma vez, nos focamos nas crianças e jovens como principais agentes transformadores e reaplicadores das boas práticas.

Com a inauguração da sede do Projeto Caranguejo Uçá, no próximo semestre, as principais mudanças se darão na criação do Instituto Guardiões do Mar, desenvolvendo projetos ambientais e tendo o ser humano como agente recuperador do ambiente. A geração de trabalho e renda passa a ser um objetivo suplementar a partir da disseminação de informações e ações que mostrem para a sociedade que preservar o ambiente pode e dever ser lucrativo. Nesse mote, o desenvolvimento sustentável é a espinha dorsal das ações.

Desde sua fundação, quatro cooperativas constituídas por senhoras das comunidades-alvo (entorno da Baía de Guanabara) foram incubadas. Cooperativas Manguezarte (São Gonçalo-RJ – Mosaico Ecológico); Cooperativa Modelarte (São Gonçalo-RJ – Costureiras e artesanato com garrafas Pet); Cooperativa Mulheres Arteiras (Niterói-RJ – Artesãs com material reciclável em geral); Cooperativa Tanguarte (Tanguá-RJ – Artesãs de peças confeccionadas com fibra de bananeiras e material reciclável).

Duas cooperativas de catadores de material reciclável também foram criadas e, através do patrocínio da Petrobras, dois galpões de reciclagem (referências no estado do Rio) foram construídos. São elas as cooperativas ReCooperar (de catadores de material reciclável de São Gonçalo) e CooperIta (de catadores de material reciclável de Itaboraí). Ambas são cabeças de redes cujos galpões são entrepostos de comercialização. Duas outras cooperativas foram fundadas e oficializadas a partir da intervenção dos Guardiões do Mar: Cooperativa de Catadores de Recicláveis de Jardim Gramacho (Jardim Gramacho – Duque de Caxias-RJ) e Cooperativa Reciclando Para Viver (Centro/RJ).

Duas Redes de Comercialização de Material Reciclável em escala, a CataSonhos e a Rede Leste, foram criadas e incubadas pelos Guardiões do Mar, abrangendo uma área de mais de 3.000 km2 atendendo aos municípios de Duque de Caxias; Rio de Janeiro (Centro e Brás de Pina); Niterói; São Gonçalo; Itaboraí; Magé (todas na Região Metropolitana); e Araruama; Arraial do Cabo; Cabo Frio; Armação dos Búzios (na Região do Lagos). Nesses 15 anos, aproximadamente 300 mil crianças, jovens e adultos foram atendidos por atividades de educação ambiental.

IHU On-Line – Qual a atual situação ambiental da Baía de Guanabara?

Graça Bispo, Rodrigo Gaião e Pedro Belga – O macro e diversificado ecossistema da Baía de Guanabara encontra-se em diferentes estados de degradação. No sul, fronteira com o Atlântico, ele é menos impactado, pois suas águas são constantemente renovadas (em média, a cada 11 dias uma parcela correspondente a 50% das águas da Baía de Guanabara é renovada). Sua região central e costeira é a intermediária quanto ao impacto. Os grandes estaleiros com problemas crônicos de controle ambiental e outros já submetidos a históricos processos jurídicos insolventes disponibilizam uma grande bomba de poluentes no ambiente. Esgoto in natura, considerado por nós como o maior vilão e como o “tamponador” da ação dos xenobióticos (compostos químicos desconhecidos do ambiente natural, como componente de tintas, combustíveis e outros), faz dessa área a intermediária entre o sul e o norte. A região norte é a que apresenta pior estado, pois tem áreas em verdadeira anoxia (falta de oxigênio).

Ainda é possível ver peixes, aves... Até mesmo camarões são pescados. Ainda há alguns caranguejos e siris. Sabe-se que a biodiversidade está diminuindo na região. Hoje, a partir da região Central para o Norte (área compreendida após a ponte Rio-Niterói e até o fundo) já não se encontram mais animais filtradores (bivalvos, ascídias, etc.) em quantidade/diversidade. A bacia contribuinte é composta por 35 rios, de diferentes dimensões e classificação de qualidade do CONAMA que desaguam na Baía de Guanabara. Esta bacia abrange uma área de mais de 4.000 km² e 15 municípios. Assim sendo, entendemos que um grande problema ambiental está baseado na inadequada gestão dos esgotos sanitários e dos resíduos sólidos urbanos.

Durante todo esse tempo, a execução dos serviços de infraestrutura de saneamento e drenagem não acompanhou o crescimento populacional. Este crescimento e o desenvolvimento industrial trouxeram, além da poluição, questões ambientais de ordem física, tais como a destruição dos ecossistemas periféricos da Baía, os aterros de seu espelho d’água, o uso descontrolado do solo e seus efeitos adversos em termos de assoreamento e sedimentação de fundo.

IHU On-Line – Vocês recolheram, em algumas horas, 220 quilos de lixo da Baía de Guanabara. Que objetos foram encontrados? O que isso demonstra sobre o cuidado ambiental com áreas marítimas brasileiras?

Graça Bispo, Rodrigo Gaião e Pedro Belga – Os resíduos sólidos flutuantes encontrados são “passivos ambientais” e, ao mesmo tempo, “matéria-prima”. Como? A Guardiões do Mar realizou projetos de gestão de empreendimentos na área da cadeia produtiva de reciclagem, ocasião em que catadores formam suas cooperativas e utilizam esta matéria-prima para sua subsistência e de seus familiares, auxiliando no cuidado ambiental.

É sabido que aproximadamente 2/3 da população mundial vive a menos de 200 km da costa. No Brasil, isso não é diferente. Neste caso, estamos falando de cifras da ordem de quase 65 milhões de pessoas, vivendo em uma proximidade das áreas costeiras a ponto de intervir de forma bastante deletéria. Esse número, associado à velocidade da sociedade em descartar erradamente seus recicláveis e orgânicos, à administração pública em não cumprir a Lei Federal n. 12.305, à baixa mobilização na área de educação ambiental, entre tantos outros fatores, faz com que as áreas marinhas brasileiras passem a ser o depositário final de nossos rejeitos. Ou seja, as regiões costeiras brasileiras viraram a maior lixeira do país, pois diz o ditado popular: “Todas as águas levam ao mar”.

Na regata ecológica realizada pela Escola Naval foram encontrados objetos como mouse de computador, escada de madeira, recipiente de refrigeração de radiador de carro, muitos sacos plásticos, pedaços de madeiras de diversas fontes, garrafas PET, entre outros e tudo em menos de duas horas. Mas, isso tudo, infelizmente, não nos causa espanto. Técnicos da Guardiões do Mar, através do Projeto Caranguejo Uçá, diariamente, nas visitas aos manguezais da Baía de Guanabara, encontram tais objetos e outros como tubos de imagem de TV, para-choques de carro, sofás, cabeceiras de camas, capacetes diversos, vidros, sacos plásticos, garrafas PET, sofás de três e dois lugares, material ferroso como latas de alimento, brinquedos diversos, pneus em quantidade (de carros, caminhões e tratores) e até boneca inflável.

Degradação

Os membros da ONG Guardiões do Mar entendem que há falhas por parte dos governos em suas três esferas. Mas também sabemos que a sociedade é corresponsável por este estado de degradação, não só da Baía de Guanabara, mas de todos os ecossistemas associados.

A atuação das cooperativas integrantes das redes de comercialização criadas e incubadas pela Guardiões do Mar, por exemplo, recolheram, triaram e comercializaram, somente em 2012, 5 milhões de kg de material que deixaram de impactar o ambiente e ainda geraram emprego e renda. Isso é a nossa forma de mostrar que cuidar do ambiente promove o desenvolvimento sustentável. Cinco milhões de quilogramas geraram postos de trabalho, impostos, reaquecendo economia local e promoveram a economia de matérias-primas com resultados regionais.

IHU On-Line – A falta de consciência ambiental ainda é um fator prejudicial ao meio ambiente?

Graça Bispo, Rodrigo Gaião e Pedro Belga – ONGs, escolas, governos e empresas podem, através de suas atividades, sensibilizar e mobilizar, pois são processos de “fora para dentro”. Conscientização é um processo de “dentro para fora”, é vulgarmente chamado de “cair a ficha”, que é quando nos damos conta do que realmente é correto fazermos. Aí entra a educação, pois só quando um povo é educado na plenitude suas atitudes mudam também para consigo, seu próximo e seu ambiente.

A transformação de hábitos leva décadas. Não pode ser através de ações pontuais, mas cotidianas. E, sim, este é o primeiro fator prejudicial. Isso justifica a preocupação dos agentes da ONG Guardiões do Mar em atuar de forma a provar que proteger o ambiente a nossa volta pode – e deve – gerar renda. Entendemos que o órgão mais importante do corpo humano é o bolso. Assim, não caímos na utopia de que o homem vai proteger o boto, a baleia ou o mico-leão-dourado pura e simplesmente. Ele vai se tornar um agente ambiental e um militante (do bem) quando perceber que, além da sobrevivência em longo prazo, estas ações “preservacionistas” trazem rendimentos para si e sua família. Aí sim acontece a conscientização.

IHU On-Line – Qual é a maior fonte de poluição das águas brasileiras?

Graça Bispo, Rodrigo Gaião e Pedro Belga – Sólida: resíduos sólidos da sociedade. O consumo desordenado é a fonte de um sem-número de embalagens ou itens diversos, que somos levados a pensar que não mais precisamos. Não praticamos o reaproveitamento e poucas são as instituições que nos mostram aplicabilidades práticas para ele. O que nos leva a verdadeiras montanhas de resíduos sólidos descartados de forma desordenada, nos mais diversos locais. Infelizmente os rios são os principais meios utilizados pela sociedade para se livrar do que não lhe serve mais.

Líquida: Esgotos e efluentes em geral. Principalmente o esgoto doméstico despejado in natura ou com apenas tratamento primário.

IHU On-Line – Em que consiste uma gestão eficiente dos rios brasileiros?

Graça Bispo, Rodrigo Gaião e Pedro Belga – A resposta seria um tratado. A única questão que não poderia faltar é a gestão integrada, ou seja, cada segmento da sociedade ser responsável pelo seu recurso e ser fiscalizador dele, envolvendo efetivamente os governos das três esferas. Usando a logística reversa como exemplo prático, poderia ser feita na desembocadura dos rios coleta dos resíduos sólidos e uma avaliação séria com relação à sua origem.

Como já foi mencionado acima, são 15 municípios que fazem parte da Bacia Contribuinte. Os rios naturalmente já carreiam particulados diversos (areia, silt, argila, madeira, folhas, etc.). Porém, também trazem das serras (principalmente) plásticos (filme, baixa e alta densidade), além de resíduos inusitados, como já mencionados. Muitos ficam pelo caminho, mas o que chega a Baía de Guanabara é carreado pelas correntes impactando sobremaneira os manguezais, por exemplo. Eles flutuam ou se depositam em várias áreas. Uma em especial, que o berçário de biodiversidade e remanescente dos manguezais da Guanabara, é fator preocupante: APA de Guapimirim. Pode parecer utópico, mas a ideia, depois de discutida e adaptada nos meios acadêmicos, bem poderia ser a base de uma gestão integrada de nossos rios.

IHU On-Line – Como vê a iniciativa de criar uma legislação para preservar as áreas marinhas brasileiras, a Lei Mar?

Graça Bispo, Rodrigo Gaião e Pedro Belga – A Lei n. 8.617 é importante, e deve adicionar outros tópicos tais como nossos direitos relacionados à extração dos nódulos de manganês, de forma sustentável. Além disso, a Zona Econômica Exclusiva – ZEE já é uma realidade. Mas o principal entrave é a falta de quantitativo para fiscalização.

IHU On-Line – Como a agenda ambiental marinha é tratada pelo Estado brasileiro?

Graça Bispo, Rodrigo Gaião e Pedro Belga – Infelizmente, entendemos que a agenda ainda é tratada de forma pontual, quase que com descaso. Não existe a confecção de uma agenda em nível nacional que leve em consideração as especificidades de cada estado. Entendemos que, a partir do momento em que setores da educação e ambiente (nas escalas federal, estadual e municipal) atuarem conjuntamente para a criação de uma agenda, os resultados serão potencializados, incluindo a participação da sociedade como um todo. A Regata Naval é um belo exemplo disso.

IHU On-Line – Como vê a proposta de uma governança global dos oceanos?

Graça Bispo, Rodrigo Gaião e Pedro Belga – Os interesses em nível global são muito díspares. Apenas para citar um pequeno exemplo: haveria necessidade de que o Japão entendesse a necessidade de paralisar ou diminuir sobremaneira a caça às baleias. Uma mudança cultural teria de ser efetiva em relação a certos hábitos de consumo para que pudéssemos ter uma proposta de governança que pensasse realmente na sustentabilidade dos oceanos. Acreditamos que se pode contribuir em curto prazo com ações similares às estratégias das Agendas 21. Pensar globalmente e agir localmente. Uma agenda de ações com metas a serem cobradas para curto, médio e longo prazo, ações que envolvessem destinação correta dos resíduos sólidos e os esgotos domésticos de cada país-membro tratados em sua integralidade. Isso é básico. Estamos no século XXI!

IHU On-Line – Desejam acrescentar algo?

Graça Bispo, Rodrigo Gaião e Pedro Belga – Segundo a Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente — FEEMA, a Baía de Guanabara recebe 35 rios principais, com elevada poluição por efluentes domésticos brutos ou parcialmente tratados de cerca de 10 milhões de habitantes e efluentes industriais de mais de 12.000 indústrias (LIMA, 2006). Não podemos cuidar deste complexo ecossistema se não cuidarmos de dois itens primordiais: o ser humano que aí habita, tira seu sustento e degrada, e seus rios, das nascentes à foz.

Precisamos entender que somos cidadãos do mundo. Os problemas da Amazônia, citando outro ecossistema, trazem consequências em escala mundial, independentemente da região (país em que está localizada, pois a floresta não tem fronteiras). Quando se fala em problemas ambientais, eles ultrapassam as barreiras geográficas e políticas. Deveríamos ter em conta, como principais fatores limitantes para uma solução ambiental global, apenas os fatores culturais e da língua. Para citar mais um exemplo, a Baía de Guanabara não é do Rio de Janeiro, de Duque de Caxias, de Niterói, São Gonçalo ou Guapimirim. Ela é um enorme ecossistema cujas margens perpassam as fronteiras geopolíticas de sete municípios e sua bacia recebe influência (negativa ou positiva) de mais oito. Qualquer coisa que aconteça não acontecerá somente neste ou naquele município. O dano quando ocorre é de todos, sem exceção. Não há mágica. Não há milagre, a hora de começar já passou. Se não corrermos e arregaçarmos as mangas o processo de perda se tornará irreversível.

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