Falta de política macroeconômica acentua desindustrialização. Entrevista especial com Wilson Cano

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22 Agosto 2012

“O Brasil está em crise nesse primeiro semestre. Basta observar os indicadores da produção industrial: são todos negativos. Essa política anticíclica, que a Dilma está reintroduzindo agora, talvez seja suficiente para resolver os problemas, mas somente em 2013.”, constata o economista.

Confira a entrevista.


O pacote de concessões anunciado pela presidente Dilma na semana passada não é uma “privatização completa”, pois privatização “é a transferência da propriedade de ativos”, esclarece Wilson Cano à IHU On-Line. Na avaliação do economista, o pacote anunciado é “uma concessão de serviços públicos”, que tem, à primeira vista, uma “vantagem, pois quebra o monopólio que, por exemplo, a Vale do Rio Doce ostenta no caso da ferrovia de Carajás, onde a empresa é a ‘dona do pedaço’”. Segundo Cano, as concessões também possibilitam mudanças de “ordem administrativa” na gestão dos serviços públicos, pois outras empresas poderão participar da manutenção, construção e exploração de rodovias e ferrovias.

Na entrevista a seguir, concedida por telefone à IHU On-Line, o professor da Unicamp enfatiza que esse pacote pouco poderá contribuir para reverter o quadro de desindustrialização instalado na economia brasileira. “Ele pouco afeta a indústria, salvo se realmente esses investimentos se realizarem e se implicar necessariamente numa elevação da demanda por trilhos, máquinas, vagões, asfalto etc., demanda que seja fornecida pela economia brasileira”, assinala.

Em sua avaliação, o Brasil vivencia um processo de desindustrialização desde 1994, e o Estado não elabora políticas macroeconômicas que favoreçam a política industrial porque “aceita o jogo internacional”. Ele esclarece: “No final dos anos 1980, o país aceitou o neoliberalismo, aceitou a independência do Banco Central, as regras da Organização Mundial do Comércio – OMC, e parece que não quer brigar com ‘essa gente’ e disputar algo no mercado internacional”.

Segundo ele, o crescimento pífio da indústria nos últimos anos é um reflexo do baixo investimento no setor, o que impossibilita a competitividade internacional. Sobre os aportes do BNDES ao capital nacional e transnacional, é enfático: “Os investimentos via BNDES se viabilizam, mas pouco afetam a indústria de transformação, ou melhor, eles afetam mais outros campos da atividade econômica do que esse setor da indústria”. E reitera: “A desindustrialização, por força desse assédio do capital internacional, da valorização cambial e dessa política macro, é um convite permanente à desnacionalização e à perda de competitividade”.

Wilson Cano é doutor em Ciências Econômicas pela Universidade Estadual de Campinas – Unicamp, onde leciona. É autor de Desconcentração produtiva regional do Brasil 1970-2005, lançado em 2008 pela Editora da Unesp.

Confira a entrevista.

IHU On-Line – Que leitura o senhor faz do pacote de concessões anunciado pela presidente Dilma, de transferir para a iniciativa privada a manutenção, construção e exploração de rodovias, ferrovias e demais serviços de infraestrutura?

Wilson Cano
Privatização completa não é, porque privatização é a transferência da propriedade de ativos. O pacote anunciado pela presidente é uma concessão de serviços públicos, ou seja, é algo diferente. O que temos de analisar é que tipos de serviços são esses, se eles podem realmente ser cedidos temporariamente para uma concessão ou não, quais são as vantagens do setor público em abrir uma concessão dessas ou não.

IHU On-Line – As concessões são necessárias nesse momento? Já é possível vislumbrar quais são as implicações dessa medida para o desenvolvimento brasileiro?

Wilson Cano
– O pacote das concessões tem uma primeira vantagem, pois quebra o monopólio que, por exemplo, a Vale do Rio Doce ostenta no caso da ferrovia de Carajás, onde a empresa é a “dona do pedaço”. Ele também traz algumas mudanças de ordem administrativa, facultando, portanto, a entrada de terceiros, ou seja, várias empresas poderão operar naquela linha. Atualmente o trem da Vale do Rio Doce é apedrejado pela população lindeira da ferrovia.

IHU On-Line – Como está ocorrendo a parceria público-privada? As concessões do Estado demonstram uma nova maneira de administrar e gerir o desenvolvimento do país? Como este modelo se difere da privatização?

Wilson Cano
– Sim. O que sucede é o seguinte: depois da crise da dívida nos anos 1980, a situação das finanças públicas ficou fortemente abalada. Depois, com os acordos internacionais feitos e com a aceitação do jogo do neoliberalismo internacional, teve-se que dar um jeito nas contas públicas. Essas contas são muito complicadas, porque se tem uma carga de juros pesadíssima no orçamento público. Então, foi preciso aumentar a carga tributária, em partes, para cobrir os juros das dívidas externa e interna. E com isso se deu uma cotovelada no investimento público e em alguns segmentos no gasto corrente para poder manter um orçamento mais ou menos aceitável. É assim que estamos vivendo. Esses investimentos são necessários na hipótese da continuidade desse volume de exportações que estamos tendo.

IHU On-Line – Esse pacote pode melhorar o quadro de desindustrialização instalado no país?

Wilson Cano
– Esse pacote não é para o setor industrial, mas para o setor de transporte, rodoviário e ferroviário. Então, ele pouco afeta a indústria, salvo se realmente esses investimentos se realizarem e se implicar necessariamente numa elevação da demanda por trilhos, máquinas, vagões, asfalto etc., demanda que seja fornecida pela economia brasileira. No que tange a rodovia, não há dúvida nenhuma, porque o asfalto e as pedras são comprados no país. No que tange a ferrovia, já há de se discutir a questão do preço, dos equipamentos, da competitividade da indústria nacional, enfim, do próprio financiamento que vai ser concebido para isso.

IHU On-Line – Que aspectos da política macroeconômica brasileira contribuem para o processo de desindustrialização?

Wilson Cano
– A desindustrialização brasileira começa a partir do Plano Real, em 1994, quando a valorização cambial foi muito acentuada. Ela se agrava nos anos 2000 por causa da valorização do câmbio e da expansão chinesa e se intensifica a partir de 2008, principalmente com a crise dos Estados Unidos e a presença agressiva desse país no mercado internacional de manufaturas.

Nos anos 1990, os fatores que contribuíram para a desindustrialização foram a questão do câmbio e a desaceleração da economia, com recuo dos investimentos públicos e privados; nos anos 2000 o câmbio piora ainda mais, a economia continua desacelerada, e a partir de 2004 há a presença notável da China na economia internacional, que começa a exportar muito manufatura para o mundo inteiro. A partir da crise de 2007 e 2008, os EUA “arregaçam as mangas” e tentam expandir a exportação – com grande sucesso – dos seus produtos manufaturados. Eles estão, inclusive, deslocando exportações brasileiras para o próprio mercado americano.

IHU On-Line – No Brasil, o que dificulta a implantação de uma política macroeconômica apropriada à política industrial?

Wilson Cano
– No Brasil, não falta uma política industrial; ela existe, mal ou bem. Entretanto, não há como implementar uma política industrial se não há o apoio da política macroeconômica: não se tem apoio nem dos juros nem do câmbio. Hoje, a indústria tem um pouco de acesso ao crédito, porque no segundo mandato do governo Lula houve uma mudança nessa área. Os bancos, hoje, têm outro comportamento. O Lula retornou o Banco do Brasil e a Caixa Econômica à condição de bancos públicos, porque achava que tinham virado bancos privados. E a Dilma reforçou esse aspecto e está incisiva em relação aos bancos. Então, mal ou bem houve uma expansão do sistema de crédito, e os juros tiveram uma pequena baixa, mas ainda há muito que fazer para melhorar a taxa de juros.

IHU On-Line – Mas por que o Estado não cria políticas macroeconômicas que favoreçam a indústria? Qual é a raiz desse problema?

Wilson Cano
– Porque o Brasil aceita o jogo internacional. No final dos anos 1980, o país aceitou o neoliberalismo, aceitou a independência do Banco Central, as regras da Organização Mundial do Comércio – OMC, e parece que não quer brigar com “essa gente” e disputar algo no mercado internacional. O Brasil abriu a sua conta de capital, não evita o trânsito enorme de fluxo de capital que entra no país e, com isso, desaprecia a taxa de câmbio, porque o país não tem mais controle cambial.

IHU On-Line – Por que o Brasil insiste na política de atrair capitais? Quais as consequências dessa política no longo prazo?

Wilson Cano
– Nos anos 1970 e 1980, o Brasil tinha recursos do Banco do Brasil e do BNDES, além de recursos militares. Então, o país precisava de financiamento externo de longo prazo para se desenvolver. E se endividou, embora não precisasse ter se endividado tanto.

Nos anos 1990, a figura muda com os recursos internacionais do capital externo. Depois da implantação do Plano Real, começam a entrar grandes levas de capital no Brasil, sem considerar a privatização. Com isso, o país virou um oásis no mercado de capitais. Essa situação permanece até hoje. Inclusive, depois da crise de 2007 e 2008, quando as taxas de juros internacionais caíram ainda mais, evidentemente os mercados internacionais se tornaram menos promissores e interessantes para o capital financeiro internacional. No Brasil a situação era contrária, porque tinha uma taxa de juro real elevada.

IHU On-Line – Qual é o papel do Estado no processo de desindustrialização do país? No caso brasileiro, a desindustrialização decorre apenas da falta de políticas de incentivo à indústria, ou o empresariado também investe pouco?

Wilson Cano
– O empresariado não pode fazer nada. A Hering era uma das maiores empresas têxteis nacionais, uma empresa modelar. Ela virou uma comerciante de tecidos, ou seja, é uma comerciante das importações têxteis que ela faz na China. A parte industrial da empresa ficou minúscula. O mesmo aconteceu com outras empresas nacionais. A desindustrialização, por força desse assédio do capital internacional, da valorização cambial e dessa política macro, é um convite permanente à desnacionalização e à perda de competitividade.

IHU On-Line – A inexistência de uma política macroeconômica para a indústria é decorrente da aposta no desenvolvimento do setor agroexportador?

Wilson Cano
– Sim, porque o mundo atravessa, a partir de 2003 e 2004, um boom importador de matérias-primas de toda ordem e de alimentos, por causa da expansão chinesa e asiática. Acontece que a China já mudou a orientação das suas exportações e do mercado interno. Em segundo lugar, ela já desacelerou a sua taxa de crescimento, que vai passar de 10 para algo em torno de 7,5%. Além disso, a Europa e os EUA são economias, hoje, deflacionárias. Então, não fosse a grande crise de seca que hoje afeta a economia norte-americana, muito provavelmente o Brasil já estaria sofrendo quedas dos preços reais de soja, milho, carne e uma série de commodities.

IHU On-Line – Diante da crise internacional, quais as expectativas em relação ao desenvolvimento da economia brasileira?

Wilson Cano
– A presidente Dilma está investindo em políticas anticíclicas, criando isenções temporárias de IPI, mas essas são medidas paliativas e não afetam o investimento. O problema do Brasil é o investimento, por duas razões: tanto para que o país possa crescer e acelerar, e com isso o PIB voltar a adquirir taxas mais expressivas de crescimento, como também para introjetar tecnologia que modernize os setores produtivos e que possibilite a competitividade internacional.

IHU On-Line – Os economistas se dividem quando o tema são os investimentos do BNDES. Como analisa a notícia de que o banco investe 60% dos seus recursos para alavancar grandes grupos transnacionais?

Wilson Cano
– Os investimentos via BNDES se viabilizam, mas pouco afetam a indústria de transformação, ou melhor, eles afetam mais outros campos da atividade econômica do que esse setor da indústria. Se observarmos hoje a conta de formação bruta de capital fixo no país, ou seja, a taxa de investimento nacional, verificaremos que ela é completamente diferente daquela que se observava nos anos 1980. Nessa época, a indústria de transformação tinha uma presença muito mais importante no total de investimento do que exerce hoje. Para onde vai o investimento brasileiro atual? Para agropecuária, mineração, transporte, energia e alguns produtos de exportação, como papel e celulose, por exemplo, e muito pouco para a indústria de transformação. O Brasil está criando uma anomalia, deformando a cadeia produtiva do país e penalizando a indústria de transformação. Qual é o incentivo que o empresário brasileiro tem, se ele se defronta com uma concorrência chinesa, que é completamente adversa?

IHU On-Line – O investimento no pré-sal ainda tem sentido para a indústria e economia brasileira?

Wilson Cano
– Sentido tem, porque daqui a 30 anos o petróleo ainda será uma mercadoria importantíssima no mundo, a menos que siga uma verdadeira revolução energética, coisa que não está no cenário internacional. Obviamente, o pré-sal também vai passar pelos mesmos problemas de outros setores, no sentido de ter uma preferência pela indústria nacional de equipamentos, de navegação, para que esses equipamentos que serão demandados pela Petrobras sejam de fabricação nacional e possam dar um efeito dinâmico na indústria. Mas o que se nota é que o próprio programa de investimentos da Petrobras foi colocado sub judice. A Petrobras fez um recuo, e vários investimentos já foram postergados não só pela Petrobras, mas também pela Vale do Rio Doce e por outras mineradoras e siderúrgicas. Tais empresas estão enfrentando um problema de capacidade ociosa na mineração e siderurgia. Esse é um ano perdido. Ainda não sei qual é a perspectiva para o ano que vem; isso depende da crise internacional que está se arrastando.

IHU On-Line – Hoje qual é o setor da indústria de transformação mais desenvolvido e promissor no país?

Wilson Cano
– Não saberia responder a essa pergunta, porque o carro-chefe da indústria nacional hoje, que é o setor automotivo, vira e mexe é obrigado a bater na porta do governo para obter juros baixos, isenção de IPI, porque não pode concorrer com automóvel importado. Depois, os demais setores são o de papel e celulose, que vão bem por causa das exportações; a indústria do aço estava bem, mas, em função da alta capacidade ociosa das siderurgias chinesas, americanas e japonesas, agora tem aço de sobra. Então não há mais setor promissor na metalurgia pesada.

O setor de máquinas e equipamentos vinha indo bem de 2006 para cá, mas já “capotou”. Os setores que, digamos assim, continuam a ter um crescimento vegetativo são os produtores de insumos, papel e celulose, química. Eles crescem porque tem que crescer, porque atendem a todos os setores exportadores. Os demais setores estão muito mal: têxtil, confecções, calçados.

IHU On-Line – Qual é o problema da indústria automobilística? Se é o setor que mais recebe incentivo do governo? Por que ele consegue se desenvolver e ser competitivo?

Wilson Cano
– Porque o carro é um produto caro. Tem que ser financiado num prazo considerável e tem que ter pessoas com capacidade financeira para ter acesso ao financiamento. Esse é um problema num país subdesenvolvido como o Brasil, que tem uma má distribuição de renda. Então, o crédito consignado “quebrou um galho” do setor automobilístico, a expansão do crédito privado “quebrou outro”. Entretanto, usa-se esse crédito com a “mão muito larga”; não se financia um automóvel com 70 meses para pagar. Isso é uma coisa maluca; o bem não dura esse tempo. Então, a taxa de risco de inadimplência é relativamente elevada. Além disso, não se tem nenhuma diretriz de política industrial sobre a indústria automobilística.

IHU On-Line – As causas da desindustrialização nos demais países da América Latina, como Argentina e México, são as mesmas do caso brasileiro?

Wilson Cano
– Sim, salvo o caso mexicano, porque eles têm uma estrutura industrial diferente da nossa e estão atrelados à economia americana. Eles são fornecedores, quase compulsórios, de uma série de produtos para os Estados Unidos. Então, a dinâmica deles é diferente da nossa. O Brasil perde mais, porque é o maior parque industrial da América Latina.

IHU On-Line – Que política macroeconômica deve ser seguida para alavancar o setor industrial?

Wilson Cano
– Essa resposta não é fácil, porque não podemos nos iludir achando que bastaria a vontade do presidente da República e da sua assessoria para alterar o quadro existente. Isso é uma questão de política internacional complexa. O Brasil aceitou as regras do jogo do neoliberalismo. Agora, precisa se livrar disso, o que é algo complicado. Na crise de 1929, eram todos liberais, só que evidentemente a profundidade da crise de 1929 foi de tal tamanho que os governos que continuaram sendo liberais quebraram. Só sobreviveram aqueles que enfrentaram a crise, porque tiveram a consciência de que era impossível continuar naquela situação. Então, ressurgiu o Estado intervencionista, desenvolvimentista.

Nós estamos agora em outro movimento internacional, que é o movimento neoliberal, e romper com ele não é fácil. Em primeiro lugar, tem que acabar com essa liberalidade de entrada e saída dos recursos externos e nacionais, tem que voltar a controlar o câmbio, controlar os fluxos do capital internacional. E isso não é fácil, porque os investidores não aceitam. Se a crise for muito profunda, é evidentemente que o Brasil não vai ter nenhuma outra alternativa, se não a de intervir, como o fez no passado, mas de outras formas, porque não estamos em 1929.

IHU On-Line – A desindustrialização não tem uma raiz só nacional, mas internacional?

Wilson Cano
– É internacional também porque todos abriram a conta de capital do balanço de seus pagamentos. Só a China, a Índia e a Rússia não abriram suas contas. Os demais países abriram e estão pagando caro por isso, porque todo mundo tem liberalidade de movimento dos fluxos internacionais, não podem controlar o câmbio, o câmbio se aprecia, se valoriza, e se têm dificuldades de controlar os juros, e fazer a política fiscal. Basta ver a crise europeia.

IHU On-Line – Há o risco de a economia brasileira enfrentar uma crise nas proporções da crise europeia?

Wilson Cano
– O Brasil está em crise nesse primeiro semestre; só não está quem não quer ver. Basta observar os indicadores da produção industrial: são todos negativos. Essa política anticíclica, que a Dilma está reintroduzindo agora, talvez seja suficiente para resolver os problemas, mas somente em 2013.

(Por Patricia Fachin)

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