“A pandemia pode ser uma oportunidade para a Humanidade de reconstruir o que se quebrou”, afirma Arturo Sosa, superior-geral dos jesuítas

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12 Mai 2021

 

O superior-geral da Companhia de Jesus, o venezuelano Arturo Sosa, disse hoje que a pandemia “pode ser uma oportunidade” para a humanidade, durante a apresentação do livro “A caminho com Inácio”, no qual mostra sua visão de mundo tendo em vista o Ano Inaciano.

A reportagem é publicada por Religión Digital, 11-05-2021. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

A pandemia “para a humanidade pode ser a oportunidade” de “reconstruir o que se quebrou com outro olhar” e “ir a fundo” nas várias feridas que essa emergência sanitária mostrou sobre “a pobreza, a desigualdade”, explicou no ato que ocorreu na Cúria Geral da Companhia de Jesus em Roma.

A caminho com Inácio” é uma longa entrevista na qual, conduzida pelo jornalista espanhol Darío Menor, Sosa repassa os desafios atuais da Igreja Católica e a Companhia de Jesus, mas também a situação da Venezuela, o cenário aberto pela pandemia ou a relação com o primeiro papa jesuíta da história.

Ano Inaciano

A obra, que nasceu por ocasião do Ano Inaciano, no 500º aniversário da conversão de Santo Inácio, foi traduzida para 10 línguas, é “um livro-instrumento” que analisa “o mundo de hoje, além de relembrar a vida e a trajetória de Sosa”, explicou Menor à Efe.

Sosa se tornou o responsável pela mais importante congregação masculina da Igreja Católica justamente no momento em que outro latino-americano se colocou à frente do papado, Francisco, que na semana passada recebeu um exemplar do livro das mãos de seus autores e que prometeu participar em algumas atividades do Ano Inaciano.

Imagem: Arturo Sosa à direita de Papa Francisco | Foto: GC36 Communications / Flickr CC

O superior jesuíta não evitou perguntas para o livro, “mesmo algumas tão incômodas como se já se apaixonou, se teve namorada, qual a sua ideologia política ou sua interessante relação com Chávez”, segundo Menor.

De fato, em uma das passagens do livro ele investiga sua relação com o falecido presidente venezuelano, com quem tinha aberto um canal de comunicação, e explica que houve um tempo em que Chávez seria transferido da prisão e ele temia por sua vida, mas ele e outro jesuíta estiveram presentes para impedi-la, o que “não impediu Sosa de criticá-lo muito duramente, chamando-o de césar ou caudilho”.

Por outro lado, a grave crise que a Colômbia atravessa, com pelo menos 27 mortos após duas semanas de protestos, “é um momento muito importante, pois está em jogo a decisão da sociedade de caminhar em paz rumo a paz”, disse o superior-geral da Companhia de Jesus, o venezuelano Arturo Sosa.

Imagem: Protesto na Colômbia | Foto: Leon Hernández / Creative Commons

“É necessário entender o que acontece no longo processo da Colômbia, primeiro da guerra e depois da busca da paz: é um momento muito importante, pois está em jogo a decisão da sociedade de caminhar em paz rumo a paz e à liberdade, e claro ela tem que tirar o melhor de si”, garantiu à imprensa após a apresentação de seu livro “A caminho com Inácio”.

O superior dos jesuítas destacou que “a Igreja colombiana está tentando mediar” a crise que eclodiu após a repressão policial às massivas mobilizações nas ruas, iniciadas para exigir o fim da já extinta reforma tributária, mas que levaram a outros, como a retirada de uma reforma do sistema de saúde e o fim da brutalidade policial.

Questionado sobre a possibilidade de que as mobilizações possam se espalhar também para outros países latino-americanos, Sosa garantiu à Colômbia neste momento “foi uma explosão, mas os protestos na Venezuela, no Equador, em toda a América Latina tem sido nosso pão de cada dia nos últimos meses, mesmo durante a pandemia”. 

“Acredito que a desigualdade, a injustiça e a pobreza acelerada pela pandemia tornaram muito mais evidente o enorme descontentamento que existe na população latino-americana e que não foi encontrada uma solução verdadeiramente política para esta situação”, explicou.

Sosa também se referiu à situação na Venezuela, onde “a Santa Sé está disposta a mediar”, mas a posição inicial das partes ainda não foi concretizada: “Esperemos que com o impacto da pandemia haja mais argumentos para começar a negociar de verdade”.

 

Logo do Ano Inaciano.

 

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