Contagem regressiva para o Natal: Jesus é a Sabedoria de Deus vindo até nós

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18 Dezembro 2020

17 de dezembro: “Ó Sabedoria (Isaías 11: 2-3) que saístes da boca do Altíssimo oh, Vinde ensinar-nos o caminho da prudência”

Os últimos sete dias do Advento tem um caráter muito especial nas liturgias de muitos países ocidentais.

Cada dia é caracterizado por um foco específico sobre como nós vemos Jesus enquanto fazemos a contagem regressiva para a celebração anual do seu nascimento.

O foco é em cada caso dado com uma sentença. É uma oração de saudade na forma e é usada como o texto que introduz a recitação do Magnificat (Lc 1, 46-55) na Oração Vespertina.

O artigo é de Thomas O’Loughlin, professor de Teologia Histórica na Universidade de Nottingham (Reino Unido), publicado por La Croix International, 17-12-2020. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

 

As “Grandes Antífonas do Ó”

Em razão de cada uma dessas setes orações começa com a palavra “Ó” lhes foi dada um título mais obscuro: “As antífonas do Ó” ou “Grande Antífonas do ó”.

Este conjunto de textos-foco para estes dias tem, pelo menos, 1200 anos e inspirou inúmeros hinos e canções de natal – em inglês o mais famoso em inglês é “O Come, O Come Emmanuel” (“Ó Vem, Emanuel”).

Hoje faltam sete dias – o Natal começa na verdade com a vigília de 24 de dezembro – e o foco é dado neste texto litúrgico (a partir da tradução da Liturgia das Horas):

Ó Sabedoria
que saístes da boca do Altíssimo
atingindo de uma a outra extremidade
e tudo dispondo com força e suavidade:
Vinde ensinar-nos o caminho da prudência


O Sapientia
quæ ex ore Altissimi prodisti,
attingens a fine usque ad finem,
fortiter suaviter disponens omnia:
Veni ad docendum nos viam prudentiae

Quem é Jesus que está vindo para nós celebrarmos? Bem, aqui está uma resposta enraizada profundamente nas escrituras daqueles que foram seus primeiros seguidores (o que nós algumas vezes nos referimos como Velho Testamento).

Jesus é a sabedoria do Altíssimo – a sabedoria através de quem todas as coisas foram feitas e sem as quais não seriam feitas nada do que foi feito (Jo 1, 3) – e quem ordenou o universo, de ponta a ponta, como obra das mãos do Pai.

 

Em louvor à sabedoria divina

Essa ligação com a sabedoria é expressada usando dois versos da literatura da Sabedoria. O primeiro são as palavras de abertura desse hino em louvor à sabedoria divina:

Ela [sabedoria] se estende vigorosamente de um extremo a outro, e governa retamente o universo.
Amei a sabedoria e a busquei desde a minha juventude,
e procurei tomá-la como esposa,
pois fiquei enamorado de sua formosura.
A união com Deus manifesta a nobre origem dela,
porque o Senhor do universo amou-a.
De fato, ela é iniciada na ciência de Deus
e seleciona as obras dele.
Se na vida a riqueza é um bem desejável,
que riqueza é maior do que a sabedoria, que tudo produz?
E se é a inteligência quem opera,
quem mais do que ela é artífice do que existe?
Se alguém ama a justiça,
as virtudes são os seus frutos,
pois é ela quem ensina a temperança e a prudência,
a justiça e a fortaleza,
que são na vida os bens mais úteis aos homens.
Se alguém deseja também uma rica experiência,
ela conhece as coisas passadas e entrevê as futuras,
conhece a sutileza das máximas e a solução dos enigmas.
Prevê sinais e prodígios, e o desenrolar das épocas e tempos (Sb 8, 1-8).

Cristãos que desprezam a ecologia como loucura econômica – ou que apoiam políticos que ameaçam o planeta apenas como coisas utilizáveis – devem usar esse texto maravilhoso para pedir perdão. Você não pode dizer que você está pronto para o Natal e não procurar uma sabedoria que vê a Criação toda como um trabalho divino.

 

O Altíssimo entre nós na Criação

A segunda imagem nessa antífona vem de um livro que teve três títulos: o mais frequentemente simplesmente chamado “O livro de Sirach”, mas outros o chamam de “a Sabedoria de Jesus Ben Sirá” (então confundem com o outro livro da Sabedoria) ou “Eclesiástico” (e então confundem com “Eclesiastes”). Aqui está o texto chave:

A Sabedoria louva a si mesma
e se gloria no meio do seu povo.
Ela abre a boca na assembleia do Altíssimo e se glorifica diante do poder dele:
“Eu saí da boca do Altíssimo
e recobri a terra como névoa.
Armei a minha tenda nas alturas,
e o meu trono ficava sobre uma coluna de nuvens.
Percorri sozinha a abóbada do céu
e passei pelas profundezas dos abismos.
Estendi o meu poder sobre as ondas do mar, sobre a terra inteira
e sobre todos os povos e nações.
Em todos eles procurei um lugar para repousar
e uma propriedade onde pudesse me estabelecer (Eclo 24, 1-7).

A sabedoria do Altíssimo está entre nós na Criação, e está vindo entre nós como ser humano, Jesus de Nazaré, que nós celebraremos.

O que se pareceria com esse lugar de repouso entre nós? Isso também é um chamado para pensarmos profundamente sobre nosso cuidado da Criação e sociedade.

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