Massacre de Paraisópolis. Um ano sem respostas

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01 Dezembro 2020

Famílias e apoiadores realizam ato em memória e para exigir justiça pelas 9 jovens vítimas do massacre de Paraisópolis.

A reportagem é de Fernando Sato, publicada por Jornalistas Livres, 30-11-2020.

Massacre de Paraisópolis. No próximo 1º de dezembro de 2020, familiares dos 9 jovens mortos em decorrência da ação policial no Baile da 17, em Paraisópolis, na Zona Sul de São Paulo, realizarão ato em memória de seus familiares e para reforçar as reivindicações sobre a responsabilização por essas mortes. Um ano se completou sem que as famílias tivessem respostas institucionais sobre esse crime.

Foto: Jornalistas Livres

Foi durante um baile funk que os jovens, em sua maioria negros, Marcos Paulo Oliveira dos Santos, 16 anos, Bruno Gabriel dos Santos, 22 anos, Eduardo Silva, 21 anos, Denys Henrique Quirino da Silva, 16 anos, Mateus dos Santos Costa, 23 anos, Gustavo Cruz Xavier, 14 anos, Gabriel Rogério de Moraes, 20 anos, Dennys Guilherme dos Santos Franco, 16 anos e Luara Victoria de Oliveira, 18 anos, foram assassinados. Segundo vídeos de moradores da região, testemunhas e reportagens, agentes da Polícia Militar empenharam o uso indevido e desproporcional da força diretamente contra pessoas desarmadas e rendidas, em um contexto de atividade cultural. Na versão da PM, as mortes e os ferimentos em mais de 20 pessoas, se deram por pisoteamento. Os familiares dos jovens contestam e alegam que eles não resistiram às violências que foram submetidos por policiais.

A ação configura a criminalização de expressões culturais da periferia e o genocídio contra a população negra, jovem e periférica. As organizações do movimentos negro e a família das vítimas exigem a responsabilização do Estado pelas intervenções violentas, pelas mortes e pela desestruturação de nove famílias.

Foto: Jornalistas Livres

O ato por justiça e em memória das vítimas,será realizado no dia 01 de dezembro de 2020, às 16h30, em frente ao Portão 2 do Palácio dos Bandeirantes do Governo do Estado de São Paulo. O ato conta com apoio da Uneafro Brasil, Coalizão Negra por Direitos, Rede de Proteção ao Genocidio, Instituto de Defesa do Direito de Defesa, Projeto Liberdades.

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