EUA: Biden, um embaraço para os bispos

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19 Novembro 2020

A plenária de outono dos bispos dos Estados Unidos foi quase completamente sugada pelo turbilhão do Relatório McCarrick publicado recentemente pela Santa Sé. Na verdade, sem nenhum impulso digno de nota – a não ser um compromisso retórico para que não volte a acontecer mais nada semelhante.

A reportagem é publicada por Settimana News, 18-11-2020. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Até o último momento, o resultado das eleições presidenciais parecia ter permanecido como um não assunto, exceto pelas declarações anteriores concedidas pelos bispos individualmente – com alguns prelados ansiosos em lembrar que o resultado das eleições ainda não havia sido decidido.

Antes da plenária, o presidente da Conferência Episcopal, Dom José Gomez, havia publicado um comunicado no qual recordava a necessidade de trabalhar pela unidade nacional e expressava a sua saudação a Biden e à vice-presidente, Harris, caso sua eleição fosse definitivamente confirmada.

São pequenos, mas significativos, sinais de que a maioria dos bispos estadunidenses veem Biden mais como um problema do que como uma oportunidade – em última análise, porque ele é um católico fiel e praticante, por um lado, e porque a sua visão geral da política se aproxima do espírito e da letra da última encíclica do Papa Francisco, Fratelli tutti, por outro.

Sob pressão de um grupo de bispos, o presidente da Conferência Episcopal anunciou no último minuto a criação de um grupo de trabalho ad hoc para “gerir uma situação difícil e complexa” devido à posição de Biden em relação aos direitos das pessoas LGBT, ao aborto e à subvenção pública para os anticoncepcionais.

Foram lembradas, mas sem a mesma ênfase, as razões de proximidade em matéria de reforma das leis sobre a imigração, sobre os refugiados e os pobres, sobre a luta contra o racismo, sobre a pena de morte e a questão ecológica.

Duas coisas parecem claras: a Igreja Católica dos Estados Unidos não é capaz de contribuir para aquele desejado processo de reconciliação que lance as bases para a reconstituição de um mínimo de unidade nacional, que é totalmente colocada sobre os ombros do novo governo; se Biden não tivesse sido eleito presidente e se os resultados não fossem revertidos em outro âmbito, os bispos poderiam dormir mais profundamente.

Um resultado um tanto miserável para aquela que foi, décadas atrás, uma das Conferências Episcopais cuja dialética interna e cuja palavra pública nunca eram banais – mesmo que não houvesse acordo.

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