Polônia. Mulheres interrompem missas pelo novo julgamento sobre aborto

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28 Outubro 2020

Mulheres na Polônia interromperam missas dominicais em diversas partes do país, protestando contra um julgamento que restringirá severamente o aborto.

A reportagem é publicada por La Croix, 27-10-2020. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

Protestantes em muitos locais do país colaram cartazes de uma mulher grávida crucificada, reportou a Reuters.

Em Katowice, no sul da Polônia, em torno de 7 mil mulheres protestaram em frente à Catedral cantando: “lei humana, não lei eclesiástica”. A polícia usou gás lacrimogêneo para dispersá-las.

Em Poznan, oeste da Polônia, protestantes interromperam a missa gritando e segurando cartazes em frente ao altar: “mulheres católicas também precisam ter direito ao aborto”.

O Tribunal Constitucional da Polônia julgou que a atual lei que permite o aborto em caso de malformação de fetos era inconstitucional e discriminatória.

As protestantes estão pedindo para a corte reverter sua decisão e deixar as mulheres terem o direito de não dar à luz para crianças com problemas de saúde fatais.

A Polônia, um país predominantemente católico, já possui leis antiaborto muito rígidas. O aborto só é permitido em casos de estupro, incesto ou se a vida da mãe estiver em perigo.

Os manifestantes dizem que o partido conservador Lei e Justiça, que chegou ao poder em 2015 e se apresenta como um defensor dos valores tradicionais católicos, foi influenciado pela poderosa Igreja Católica na busca por uma agenda pró-vida.

“A Igreja não constitui a lei em nossa pátria e não são estes bispos que decidem sobre o cumprimento ou não cumprimento das leis da Constituição polonesa”, disse o arcebispo Stanislaw Gadecki de Poznan, presidente do episcopado polonês, em um comunicado.

“Porém, a Igreja não pode deixar de defender a vida, nem pode abandonar o anúncio de que todo ser humano deve ser protegido desde a concepção até a morte natural”.

Ao apelar para o diálogo sobre “como proteger o direito à vida e os direitos das mulheres”, o arcebispo Gadecki reiterou a posição “imutável e publicamente conhecida” da Igreja sobre o direito estabelecida na encíclica “Evangelium Vitae” de João Paulo II, de 1995, e reafirmada na recente encíclica Fratelli Tutti, do papa Francisco.

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