Francisco: Há uma carestia de esperança, é a hora do Consolador

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01 Junho 2020

"Quanto eu gostaria que nós, como cristãos, fôssemos mais testemunhas de misericórdia pela humanidade duramente provada" pela pandemia. É o desejo expresso pelo Papa em uma mensagem em vídeo pelo Pentecostes ao movimento global de oração "Thy Kingdom Come”.

A reportagem é de Alessandro De Carolis, publicada por Vatican News, 31-05-2020. A tradução é de Luisa Rabolini.

Existe uma maneira que mudar, investida pela revolução de um vírus que marca época, e existem problemas imediatos de dignidade humana a serem resolvidos, medos a serem compreendidos, necessidades a ser atenuadas. E existe uma maneira cristã de fazer tudo isso, sabendo que toda ação do bem é sempre sugerida pelo Espírito Santo. Francisco dirige em uma mensagem de vídeo a todos aqueles que compartilham a oração global promovida pelo Thy Kingdom Come (Venha o Teu Reino"), um movimento iniciado em 2016 pelo arcebispo de Canterbury e primaz anglicano Justin Welby, juntamente com o de York é "uma ocasião para os cristãos se unirem em oração pela evangelização do mundo", como enfatiza o Conselho Pontifício para a Unidade dos Cristãos em uma declaração.

Aliviar os corações partidos

Na mensagem de vídeo, o papa se concentra no significado do Pentecostes, um evento com o qual, ele observa, "Deus contagiou de vida o mundo", enquanto hoje "tudo isso grita com o contágio da morte que infestou a Terra por meses". Naquele dia, ele continua, "pessoas que falavam línguas diferentes se encontraram", o oposto completo daquelas "medidas justas e necessárias para nos distanciarmos" que foram observadas em todos os continentes por meses. Francisco afirma – “é necessário aliviar tantos corações partidos" e o Espírito Santo é o Consolador por excelência, "ele nos dá a certeza de que não estamos sozinhos, mas somos apoiados por Deus" e, portanto, capazes de fazer o mesmo.

“Queremos que alguém cuide de nós? Vamos cuidar daqueles que não têm ninguém. Precisamos de esperança para o amanhã? Vamos dar esperança hoje”.

Vivemos o que acreditamos

O caminho é o da regra de ouro, de fazer aos outros o que você deseja para si mesmo. “Queremos ser ouvidos? Vamos ouvir. Precisamos de encorajamento? Vamos encorajar. Queremos que alguém cuide de nós? Vamos cuidar daqueles que não têm ninguém. Precisamos de esperança para o amanhã? Vamos dar esperança hoje", insiste Francisco, que reconhece no mundo atua l"uma trágica carestia de esperança". Por essa razão, o Papa convida os cristãos a se tornarem "ainda mais e mais juntos testemunhas de misericórdia pela humanidade duramente provada". Vamos pedir ao Espírito, ele diz, “o dom da unidade, porque só difundiremos a fraternidade se vivermos como irmãos entre nós. Não podemos pedir que a humanidade se una se seguirmos por caminhos diferentes. Então, vamos orar uns pelos outros, vamos nos sentirmos responsáveis uns pelos outros”.

Repleto de humanidade

E depois um pensamento concreto, porque o sofrimento para o Papa é sempre a carne de Cristo a ser tocada. Visto que, ele lembra, o "Espírito Santo dá sabedoria e conselhos", nestes dias "vamos invocá-lo sobre aqueles que são obrigados a tomar decisões delicadas e urgentes, para que protejam a vida humana e a dignidade do trabalho. Que se invista sobre isso: sobre a saúde, o trabalho, a eliminação das desigualdades e da pobreza". Nunca mais do que agora, ele repete: "precisamos de um olhar repleto de humanidade", há "uma necessidade de voltar a caminhar em direção a Deus e ao próximo: não separados, não anestesiados diante do grito dos esquecidos e do planeta ferido. Precisamos nos unir para enfrentar as pandemias galopantes: a do vírus, mas também da fome, as guerras, o desprezo pela vida, a indiferença. Somente caminhando juntos iremos longe".

 

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