Papa cria comissão para responder à pandemia do coronavírus

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16 Abril 2020

O papa Francisco criou uma nova comissão que abordará os desafios que o mundo está enfrentando na luta contra a pandemia do coronavírus e que inevitavelmente enfrentará depois, anunciou o Vaticano.

A reportagem é de Junno Arocho Esteves, publicada em Catholic News Service, 15-04-2020. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Em uma declaração publicada no dia 15 de abril, o Vaticano disse que o objetivo da comissão, que será liderada pelo Dicastério para a Promoção do Desenvolvimento Humano Integral, é “expressar a solicitude e o amor da Igreja por toda a família humana diante da pandemia da Covid-19”.

O dicastério trabalhará com outros escritórios vaticanos para coordenar o trabalho, que inclui “a análise e a reflexão sobre os desafios socioeconômicos e culturais do futuro e a proposta de diretrizes para enfrentá-los”, afirmou o Vaticano.

A comissão está dividida em cinco grupos de trabalho focados em um aspecto específico da pandemia e se reuniu duas vezes com o papa para discutir formas de ajudar as Igrejas locais, especialmente em áreas pobres, disse o cardeal Peter Turkson, prefeito do dicastério, em entrevista ao Vatican News publicada logo após o anúncio.

“O Papa está convencido de que estamos em uma mudança de época e está refletindo sobre o que virá depois da emergência, sobre as consequências econômicas e sociais da pandemia, sobre o que teremos que enfrentar e, acima de tudo, sobre o modo como a Igreja poderá se oferecer como ponto de referência seguro para o mundo desorientado diante de um evento inesperado”, afirmou Turkson.

O primeiro grupo de trabalho da comissão, dedicado à “escuta e ao suporte das Igrejas locais”, trabalhará em cooperação com a Caritas Internationalis, assim como com o escritório do esmoleiro papal, a Congregação para a Evangelização dos Povos e a Farmácia Vaticana.

Turkson disse ao Vatican News que o primeiro grupo já “criou mecanismos de escuta das Igrejas locais para identificar as necessidades reais e ajudar no desenvolvimento de respostas eficazes e adequadas”, incluindo a coordenação com núncios apostólicos e Conferências Episcopais.

“É preciso um olhar amplo. É preciso não se esquecer de ninguém: os presos, os grupos vulneráveis. É preciso compartilhar as boas práticas”, afirmou o cardeal.

O segundo grupo se dedicará à pesquisa e ao estudo da pandemia e à reflexão sobre a sociedade e o mundo pós-coronavírus, em coordenação com a Pontifícia Academia para a Vida, a Pontifícia Academia das Ciências e a Pontifícia Academia das Ciências Sociais.

Esse grupo, disse Turkson, “tem a tarefa de perscrutar a noite, como a sentinela, para ver o amanhecer. E, para fazer isso, é preciso conectar as melhores inteligências nas áreas da ecologia, da economia, da saúde, da segurança pública. É preciso a concretude da ciência e é preciso profecia e criatividade”.

Outros grupos de trabalho se concentrarão na comunicação e nas relações com outros países para ajudar e compartilhar informações valiosas de pesquisa e de financiamento dos esforços de ajuda da comissão.

Turkson destacou a necessidade da comissão e a importância de olhar para o futuro “para não ficar despreparado”.

“A crise sanitária já desencadeou uma crise econômica”, afirmou. “E, se não for enfrentada logo, a crise econômica corre o risco de provocar uma crise social. Uma crise corre o risco de ser seguida por outra, e depois por outras ainda, em um processo em que seremos forçados a aprender lenta e dolorosamente a cuidar da nossa casa comum.”

A unidade, acrescentou, é essencial para enfrentar a pandemia, de modo que a atual crise “não é o tempo da indiferença, dos egoísmos, das divisões”.

Ele também pediu o afrouxamento das sanções internacionais, a redução ou o perdão das dívidas externas dos países pobres e o fim do conflito e do tráfico de armas. Em vez disso, os países devem usar sua riqueza “para cuidar das pessoas e salvar vidas”.

“O ser humano está redescobrindo como o destino de cada um está ligado ao dos outros”, disse Turkson. “Está redescobrindo o valor das coisas que importam e o não valor de tantas coisas que considerávamos importantes.”

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