Uma palavra

Revista ihu on-line

Diálogo interconvicções. A multiplicidade no pano da vida

Edição: 546

Leia mais

Cultura Pop. Na dobra do óbvio, a emergência de um mundo complexo

Edição: 545

Leia mais

Revolução 4.0. Novas fronteiras para a vida e a educação

Edição: 544

Leia mais

Mais Lidos

  • "O pior de tudo em Manaus é a sensação de impotência"

    LER MAIS
  • O testamento de Dom Jacques Noyer, bispo francês. "O celibato eclesiástico é uma falsa aventura"

    LER MAIS
  • As grandes mulheres por trás das vacinas contra o Covid

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


30 Março 2020

"13 de maio de 1978, Paulo VI, inconsolável pela morte de seu amigo Aldo Moro nas mãos das Brigadas Vermelhas, a quem tinha escrito pedindo piedade, e talvez sugerindo substituir-se a ele, vai exclamar do fundo de sua dor e revolta. Agora Francisco, como pai de todos nós, dirige como filho, à misericórdia divina, a mesma interpelação desgarradora", escreve Luiz Alberto Gomez de Souza, sociólogo.

Eis o texto.

Jesus, na cruz, lançou ao Pai,

em sua língua , o aramaico,
um grito de angústia desgarrador: 

Eli Eli Lama Sabactani

Meu pai, meu pai, por que me abandonaste?

Na undécima hora,
na sua condição humana de nazareno,
teve um momento de fragilidade.

Mas como filho de Deus dirá:

Em tuas mãos entrego o meu espírito.

Ali estão presentes,
em uma só pessoa,
as duas naturezas de Jesus.
Verdadeiro homem,
verdadeiro Deus.

13 de maio de 1978, Paulo VI, inconsolável pela morte de seu amigo Aldo Moro nas mãos das Brigadas Vermelhas, a quem tinha escrito pedindo piedade, e talvez sugerindo substituir-se a ele, vai exclamar do fundo de sua dor e revolta:

O Senhor,
não atendeu ao nosso apelo.

Era o seu "por que me abandonastes". Morreria logo depois e teria certamente a resposta no encontro, em Deus, com Moro, quando as duas naturezas eram um só no Messias. 

Agora Francisco, como pai de todos nós, dirige como filho, à misericórdia divina, a mesma interpelação desgarradora: 

Eli Eli Lama Sabactani 

Estamos nesse momento de incerteza,
o grito está preso na garganta de Francisco.

Assim, aquele homem só, despido de qualquer sinal
de dignidade ou de poder, na imensa praça vazia,
invoca a misericórdia:

Das profundezas
clamo a ti, Senhor,
ouve o meu grito (Salmo 130).

Misericórdia,
chamado mais repetido por Francisco,
quando se dirige aos homens.

E então, em resposta,
a humanidade, por cada um,
deveria dizer: 

Senhor,
eu não sou digno,
mas dizei uma
única palavra...

O mundo, ferido pela nova peste,
está pendente desta única palavra.

Saberemos ser dignos?
O Senhor ouvirá nosso apelo?

Francisco suplica,
entregue nas mãos da Esperança. 

In manus tuas Domine...

Leia mais

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Uma palavra - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV