Cardeal Krajewski dorme no meio dos pobres

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04 Fevereiro 2020

Nesse sábado à noite, 1º de fevereiro, em uma paróquia da periferia do sul da Itália, uma eminência dormiu no meio dos pobres. Em nome do papa.

A reportagem é de Domenico Agasso Jr., publicada por La Stampa, 01-02-2020. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Cortar fitas não faz parte do estilo do cardeal Krajewski. Menos ainda posar para os flashes dos fotógrafos. Por isso, o esmoleiro de Sua Santidade inaugurou um dormitório para os sem-teto em Praia a Mare de outra maneira: passando as horas de sono entre os necessitados abrigados.

Um gesto que quer ser, acima de tudo, um forte sinal da proximidade de Bergoglio: solidariedade com quem precisa de um refúgio e encorajamento para o pároco da Igreja São Paulo Apóstolo, Pe. Marco Avenà, que idealizou e criou “La Casa di Rut”, e aos seus colaboradores voluntários.

“Além de um abraço do papa, trago os suprimentos por parte do Santo Padre para a cozinha dos pobres e para o novo dormitório”, disse Krajewski ao La Stampa. E também “um terço de pérolas. É um presente pensado para a comunidade”, combinado com um pequeno “sonho: poderia passar de mão em mão em uma espécie de ‘peregrinação’ de casa em casa: em cada lar, ele poderia permanecer 24 horas, durante as quais as famílias poderiam rezar pela Igreja, pelo papa e pelos necessitados no mundo”.

Alimentos doados pelo papa

Nesse sábado, o cardeal Konrad, cabeça pensante e braço operacional da caridade do pontífice, carregará na bagagem de um Fiat Ducato, com placas do Vaticano, latas de atum, frutas, caixas de leite, garrafas de água, xampus, pastas dentais. E depois vai subir ao volante. Mas, desta vez, não atravessará “apenas” o Rio Tibre para ir levar sustento aos indigentes da capital italiana, os pobres do papa, bispo de Roma. Ele atravessará o Lácio e a Campânia, percorrendo mais de 400 quilômetros, para chegar à Calábria, na província de Cosenza, em uma cidadezinha de menos de sete mil habitantes.

Obviamente, em uma periferia, contexto simbólico e privilegiado do pontificado bergogliano. Onde nasceu um abrigo para “viandantes” – sem-teto, migrantes – com 12 leitos em 200 metros quadrados, montados no porão da igreja, tudo realizado graças à contribuição da Cáritas.

Além de um pernoite digno e confortável, ele oferece a possibilidade de tomar banho, obter roupas limpas e uma refeição quente. “Foi há três anos que eu comecei a acolher as pessoas de rua na minha casa”, conta o Pe. Avenà. Depois, “passar com eles momentos de agregação e suprir as suas necessidades criou os pressupostos para a construção do dormitório”. Onde foi preciso uma cama extra na noite de sábado.

 

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