Partilhando a experiência vivida na 'Amazônia: Casa Comum'

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29 Outubro 2019

Em poucas palavras quero partilhar a marcante experiência vivida junto a Amazônia: Casa Comum. Foram momentos intensos e de muita profundida, num período que respiramos tanto ódio e divisão. O espaço na Igreja Traspontina foi para nós a nossa “Casa Comum”, nestas 4 semanas do Sínodo aqui em Roma. Momentos de mística/espiritualidade e de convivência fraterna e uma busca de caminhar juntos. Os mártires da caminhada foram fonte de inspiração, nos ajudando abrir nossos olhos nossa mente e nosso coração para que “não deixemos morrer a esperança”, Muitas pessoas se juntaram a nós trazendo suas energias positivas.

O relato é do pe. Paulo Tadeu Barausse, padre jesuíta e coordenador do SARES, Manaus.

Poder pisar o chão sagrado da catacumba de Santa Domitila foi um momento de profunda emoção. Confesso que o local irradia uma atmosfera de luz e muita consolação.

As plantinhas que aparecem plantadas em uma cuia e que dona Maria de Lourdes - Povo Sateré–Mawê está segurando foi plantado no primeiro dia do Sínodo. A cuia foi trazida de uma comunidade ribeirinha assim também a terra. As sementes de milho nasceram e ai estão seus brotos. Esta plantinha entrou como símbolo do ofertório na celebração de encerramento que aconteceu ontem [27-10-2019] de manhã na Basílica de São Pedro. Podemos afirmar que as sementes do Sínodo vem sendo plantada ao longo de um grande período. Temos conhecimento do imenso trabalho realizado durante o pré-sínodo. É a teimosia da vida que segue sua dinâmica. Nestas quatro semanas estas sementes foram, adubadas regadas e se fortaleceram para produzir mais frutos. Como afirma o cacique Davi Kopenawa: “Para nós desenvolvimento é ter nossa terra com saúde permitindo que nossos filhos vivam de forma saudável num lugar cheio de vida”.

Sínodo é um convite para caminhar juntos. O documento final nos chama a conversão em diversos níveis da nossa ação em defesa e promoção da vida. Quero destacar 4 pontos que acredito que tem grande importância.

Primeiro ponto: O que ficou claro é que a Igreja quer estar junto do Povos originários, se comprometendo com suas causas. Ela quer ser uma aliada que os apoia na luta contra tudo aquilo fere sua dignidade: a falta de respeito, descriminação e a não demarcação de seus territórios.

Segundo ponto: O documento final indicou pontos concretos, que nos servem como faróis que indicam a nossa ação pós-sinodal: A Igreja tem que trabalhar dar continuidade enfocando o rosto amazônico. Lançar sementes buscando novos caminhos: para uma inovação na liturgia, na teologia e na espiritualidade. Ser uma presença viva e atuante nas comunidades, repensar os serviços (mistérios). Implementar uma escola de formação, um observatório, meios concretos para que possamos ir colhendo frutos e configurando este “Rosto Amazônico” da Igreja ser.

Terceiro ponto: Muito importante destacar é que já existem estruturas, instituições que são instrumentais que trabalham juntos e continuaram trabalhando plantando sementes para fazer o Sínodo produzir frutos. O CELAM, Comissão Especial para Amazônia, REPAM, devem continuar construindo uma identidade Pan–Amazônica que é muito importante. O Sínodo necessita destes instrumentos para que verdadeiramente possa se concretizar, criando raízes profundas.

Quarto ponto: Muito importante pensar o que é Igreja Particular e uma Igreja Universal. Este Sínodo foi um grande aprendizado para muitas outras Igrejas para onde podemos caminhar: Lutar para sustentabilidade da Casa Comum, o Bem Viver, construção de sociedades mais justas e solidárias. Claro que em todas estas ações temos que saber lidar com o Particular e o Universal, as Igrejas particulares unidas entre si e em sintonia com o Papa Francisco. Nos traz muita esperança e profunda consolação, sabendo que o Deus da Vida e do Reino, que faz nova todas as coisas, caminha conosco nos animando e encorajando.

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