Trevas e Luz na Amazônia. Relato de Roma

Revista ihu on-line

Cultura Pop. Na dobra do óbvio, a emergência de um mundo complexo

Edição: 545

Leia mais

Revolução 4.0. Novas fronteiras para a vida e a educação

Edição: 544

Leia mais

Ontologias Anarquistas. Um pensamento para além do cânone

Edição: 543

Leia mais

Mais Lidos

  • Irreverência

    LER MAIS
  • Uma prova do conclave. O próximo papa assumirá o nome da Comunidade de Santo Egídio

    LER MAIS
  • “Eu estou tirando Deus da Bíblia”. Entrevista com Marc-Alain Ouaknin

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

Enviar

15 Outubro 2019

"Perdoados e com as velas acesas para continuar no compromisso de estarmos a serviço do Reino de Deus nesta terra, fomos todos para a Praça de São Pedro para cantar o Magnificat e a alegria de Nossa Senhora AparecidaSanta Dulce dos Pobres... os estandartes dos cinco novos Santos já estavam colocados nas janelas da Basílica". 

Publicamos o relato de Aloir Pacini, padre jesuíta, professor da Universidade Federal de Mato Grosso - UFMT, 13-10-2019, enviado de Roma, onde se realiza o Sínodo da Amazônia.

Eis o relato.

Na celebração penitencial que nos deu acesso ao dia de ressurreição de Jesus, tivemos alguns momentos importantes que vamos acompanhar em detalhes. Entrou na Igreja Nossa Senhora Aparecida, negra, índia, Mãe da Amazônia: “Negra Mariama, Nega Mariama chama...”

O perdão solicitado é para que Maria continue abençoando a terra para que produza frutos de bem viver: “... ouvi o grito que sai do chão, dos oprimidos em oração!” Nunca nossa Amazônia esteve tão ameaçada pela ganância humana. Elza Xerente fez uma súplica que levou todos ao compromisso: “Terra dá coisa boa pra nós. Nós temos que valorizar quem nos dá a vida; quem vai falar pela água, pelos rios, pela floresta? Eu estou aqui dando recado pra vocês, pra nós ter um futuro...” E Edna de Oliveira Viana (Sateré-Mawé, da aldeia Nazaré), continuou: “Eu quero aqui pedir para todos os filhos de Deus, para que falem conosco, porque nós também somos filhos de Deus. Todos que acreditam em Deus, pedimos que ajudem o papa Francisco para seguir os passos de Jesus, porque só juntos salvaremos a nossa Casa Comum!” E depois foi ler o Evangelho: “A Palavra se encarnou e armou sua tenda entre nós!”

Fotos: Paulo Tadeu Barausse 

Assim os povos indígenas estão no coração da Igreja, não precisamos mais teorias, mas uma vida solidária. Todos ficamos de joelhos e pedimos perdão pelos pecados (genocídios). Os indígenas se aproximaram de cada um de nós e fomos auxiliados a ficar de pé.

 

Perdoados e com as velas acesas para continuar no compromisso de estarmos a serviço do Reino de Deus nesta terra, fomos todos para a Praça de São Pedro para cantar o Magnificat e a alegria de Nossa Senhora Aparecida, Santa Dulce dos Pobres... os estandartes dos cinco novos Santos já estavam colocados nas janelas da Basílica.

 

\\

Nesse mesmo lugar purificado, voltamos bem cedo no dia de hoje para a Missa de ação de graças pelos 5 novos santos da Igreja. É uma graça estar em Roma participando do evento complementar ao Sínodo Pan-Amazônico: Amazônia: Casa Comum. Mas essa Missa com o Papa Francisco às 10 horas mostra a abundância dos dons de Deus. A praça da Basílica de São Pedro estava lotada.

 

Antes da bênção final, o papa Francisco afirmou que ele e os padres sinodais acompanham o que está acontecendo no Equador e na Síria e pediu o diálogo. “O meu pensamento vai mais uma vez ao Oriente Médio. Em especial, à amada e martirizada Síria, de onde chegam novamente dramáticas notícias sobre a sorte das populações do nordeste do país, obrigadas a abandonar as próprias casas por causa de ações militares: entre estas, muitas famílias cristãs.”

Havia uma grande representação de brasileiros em devoção a Santa Dulce dos Pobres. Mas, para nossa surpresa, quem parecia distante se tornou próximo, Santa Marguerite Bays. Encontramos Luiz Carlos Bays e sua família na Missa de canonização da prima do bisavô de seu pai, Waldecyr Claudino Bays (88 anos). “Nossos ascendentes vieram para o Brasil em 1878 e se estabeleceram em São Vendelino (RS) e nas redondezas. Eleny Jandyra Bays, minha irmã mais velha, motivou esta viagem pela Itália e Suíça onde vamos nos encontrar com as pessoas que irão nos receber em Seviriez, onde fica a casa da Margherita Bays. São 2173 pessoas na árvore genealógica, mas não estão todos, desde a ascendência e descendência (vivos e falecidos). Minha irmã veio com seus dois filhos e um neto. Meu irmão veio com suas 2 filhas. Meu pai e irmão moram em Chapecó (SC) e eu e minha irmã em Itapema (SC).

Padres Paulo Sérgio Vaillant (à esquerda), Paulo Tadeu Barausse (centro) e Aloir Pacini.

 

Renato, Waldecyr, Luiz Carlos, Fabiano (neto), Fabrício (neto), Milena (neta), Leticia (neta) e Franco (bisneto).

 

Leia mais

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Trevas e Luz na Amazônia. Relato de Roma - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV