40 dias pelo Rio: Navegando juntos a boa nova de Deus a caminho do Sínodo Amazônico - 22º dia

Foto: Valdemir Cunha - Greenpeace

17 Setembro 2019


 

 

Dia 22 de Navegação - 17 de Setembro
Petição permanente para o Sínodo Amazônico no início de cada dia:

“Que o Deus da vida e da beleza, o Espírito Santo que nos impulsiona para mais fraternidade, unidade e dignidade, o Cristo encarnado da Boa Nova, da inculturação e da interculturalidade nos proporcionem serenidade, discernimento e coragem para encontrar novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral neste Sínodo Amazônico. Tudo isso para o bem e a vida de seus povos e comunidades, e para caminhar mais juntos pelo Reino”.

Medite por alguns momentos neste pedido inicial, busque a calma interior para entrar neste momento para navegar pelas águas da Amazônia e a vida da Igreja a serviço de seus povos e comunidades, e para ouvir o chamado de Deus através de sua palavra viva. 

Leitura do dia (cada um e cada uma são convidados a aprofundar a leitura completa de acordo com suas próprias necessidades e critérios):

"Caro irmão: Eis uma coisa certa: quem aspira ao episcopado, saiba que está desejando uma função sublime. Porque o bispo tem o dever de ser irrepreensível, casado uma só vez, sóbrio, prudente, regrado no seu proceder, hospitaleiro, capaz de ensinar. Não deve ser dado a bebidas, nem violento, mas condescendente, pacífico, desinteressado; deve saber governar bem a sua casa, educar os seus filhos na obediência e na castidade. Pois quem não sabe governar a sua própria casa, como terá cuidado da Igreja de Deus? (...) Do mesmo modo, os diáconos sejam honestos, não de duas atitudes nem propensos ao excesso da bebida e ao espírito de lucro; que guardem o mistério da fé numa consciência pura. Antes de poderem exercer o seu ministério, sejam provados para que se tenha certeza de que são irrepreensíveis. As mulheres também sejam honestas, não difamadoras, mas sóbrias e fiéis em tudo (...)". 1 Timóteo 3, 1-13 (fragmento).

Reflexão sob a perspectiva do Sínodo Amazônico: Este Sínodo, à luz desta leitura, nos convida a recuperar a memória viva de nosso percurso eclesial em suas origens, e assim entender a graça do caminho percorrido, mas também a discernir o que foi propriamente mandato de Jesus, e o que tem sido uma tradição em mudança ao longo do tempo, de acordo com contextos, necessidades e discernimentos específicos. Embora tenhamos que ter muito cuidado para não cair em generalizações, uma vez que é necessário um bom estudo das questões, é importante saber que os modos dos serviços eclesiais e dos ministérios foram desenvolvidos diferentemente na origem. É muito esclarecedor para este Sínodo, na leitura do dia, reconhecer o perfil do bispo e sua vocação para o serviço, seu relacionamento com a comunidade como membro dela e seu exercício realizado desde um ministério em família, casado. O mesmo se aplica ao precioso ministério do diaconato, que nesta leitura revela as origens de uma função que exigia um tipo de pessoa fiel na fé e em sua vida, e um serviço profundamente ligado à sua identidade leiga, também intimamente associada à sua experiência de vida compartilhada no casamento, de modo que o perfil e o próprio valor e o testemunho de sua esposa era igualmente importante. Peçamos a Deus o poder de discernir Sua vontade com absoluto respeito pelas várias vocações de serviço na Igreja, mas também reconhecendo a história para reconhecer nela expressões que podem iluminar os novos caminhos.

 

Contemplação

Contemplemos a imagem deste dia e tomemos um momento para reconhecer nossa própria vida e experiência na Igreja e ao serviço da Amazônia para pedir luz nesta palavra de Deus em preparação para o Sínodo. Escrever meus pedidos particulares e permanecer neles durante este dia. Convidamos você a manter um registro de tudo o que o Espírito nos provoca como preparação interior para o Sínodo AMAZÔNICO.

 

Citação para fechar a meditação

Evangelli Gaudium, Nº. 103: A Igreja reconhece a indispensável contribuição da mulher na sociedade, com uma sensibilidade, uma intuição e certas capacidades peculiares, que habitualmente são mais próprias das mulheres que dos homens. (...) Vejo, com prazer, como muitas mulheres partilham responsabilidades pastorais juntamente com os sacerdotes, contribuem para o acompanhamento de pessoas, famílias ou grupos e prestam novas contribuições para a reflexão teológica. Mas ainda é preciso ampliar os espaços para uma presença feminina mais incisiva na Igreja.

 

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