O Concílio Ecumênico Vaticano II: Uma Primavera para Igreja

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18 Julho 2019

"O Vaticano II é para a Igreja um marco referencial, que implicou em um processo de diálogo intra e extra muros, assim este concílio é responsável por uma etapa de autoanálise por parte da Igreja, que implicou na renovação de suas diferentes estruturas e segmentos", escreve Fábio Pereira Feitosa, historiador e especialista em Educação. 

Eis o artigo. 

A Igreja Católica enquanto instituição universal possui uma história complexa e plural, considerando os seus mais diversos capítulos, muitos dos quais possuem episódios que repercutiram não apenas em seu interior, mas tiveram impactos para além dos seus muros. Entre estes eventos tivemos o Concílio Ecumênico Vaticano II (1962-1965), convocado por João XXIII e continuado por Paulo VI.

De natureza pastoral, o Vaticano II é para a Igreja um marco referencial em sua história, considerando os mais diversos frutos advindos de sua realização. Ao fim deste concílio que reuniu cerca de 2.540 padres conciliares, tivemos a aprovação e a publicação de quatro Constituições, nove Decretos e três Declarações. Os documentos conciliares devem ser estudados de forma conjunta, considerando que estes formam um todo e são de suma importância para viver; conhecer e difundir as diretrizes conciliares, tão importantes e necessárias, sobretudo em tempos de uma Igreja em Saída.

Como mencionado anteriormente, o Vaticano II é para a Igreja um marco referencial, que implicou em um processo de diálogo intra e extramuros, assim este concílio é responsável por uma etapa de autoanálise por parte da Igreja, que implicou na renovação de suas diferentes estruturas e segmentos.

É impossível pensar o Vaticano II sem associá-lo diretamente ao Papa João XXIII, considerando que partiu dele a iniciativa de convocar tal evento. O então Patriarca de Veneza, o Cardeal Ângelo Roncalli ao ser eleito para a assumir a Cátedra de Pedro possuía exatos 77 anos. Apesar da idade, vista por muitos como avançada para assumir um cargo tão importante como o de Bispo de Roma, o agora Papa João XXIII exalava jovialidade e desejava renovações no interior da Igreja, que tiveram como meio o Concílio convocado por ele e inspirado pelo Espírito Santo.

O leque de novidades trazidas por João XXIII é extenso, entre elas temos: A abertura para o diálogo com o mudo moderno, a nomeação do primeiro Cardeal negro, do primeiro Cardeal filipino, bem como do primeiro Cardeal japonês; mas como podemos imaginar a maior e mais profunda novidade trazida por ele foi o Concílio Ecumênico Vaticano II.

O Vaticano II pode ser considerado uma primavera na história da Igreja, considerando que este fenômeno climático na natureza está associado diretamente à renovação, ao reflorescimento, assim o Vaticano II também representou um reflorescimento nas estruturas da Igreja, um novo Pentecostes que encheu esta instituição de dinamicidade e criatividade para os novos tempos. Assim as diretrizes conciliares resultaram no estabelecimento de um compromisso social da Igreja que implicou na reafirmação evangélica da opção preferencial pelos mais pobres.

Para efetivar as diretrizes conciliares produzidas nos três anos do Concílio, a Igreja, além de reafirmar a opção preferencial pelos mais pobres, também valorizou o diálogo inter-religioso e ecumênico; modificou a liturgia para torná-la mais acessível ao Povo de Deus (conceito criado também pelo Concílio), enfatizou e defendeu a corresponsabilidade entre a hierarquia da Igreja e os leigos e proclamou a necessidade de mudanças nas estruturas de um sistema gerador de injustiças sociais.

Por tudo isso, o Vaticano II é de fato uma primavera para Igreja, cujos frutos ainda hoje estão florescendo, sobretudo a partir da chegada do Papa Francisco à Cátedra de São Pedro. Tal afirmação fica evidenciada ao estudarmos os documentos produzidos por ele, bem como a sua postura de Pastor, ambas permeadas pelo espírito conciliar que implica em seu desejo de uma Igreja em saída.

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