Argentina. “Atender os que mais sofrem com a pobreza e a exclusão”, cobram os líderes de diferentes religiões

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15 Julho 2019

Em documento, as principais comunidades religiosas da Argentina propõem “revitalizar a democracia” e aproveitar as eleições para “engajar um diálogo sobre nosso presente e nosso futuro”.

A reportagem é de Washington Uranga, publicada por Página/12, 13-07-2019. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

Por ocasião do processo eleitoral, as principais referências das mais importantes comunidades religiosas do país emitiram uma declaração conjunta afirmando que "é necessário revitalizar a democracia, não a reduzindo a um ato eleitoral", porque, do contrário, "a democracia se atrofia, perde representatividade, vai se desencarnando por deixar de fora o povo em sua luta diária pela dignidade e pela construção de seu destino”. Na ocasião reivindicam à política dizendo que "colabore para que o povo se torne protagonista de sua história e assim se evite que as chamadas classes dominantes acreditem que possam resolver tudo".

O documento tem a assinatura de dom Oscar Ojea, presidente da Conferência Episcopal, pastor Ruben Proietti, presidente da Aliança Cristã de Igrejas Evangélicas (ACIERA), pastor Néstor Miguez, presidente da Federação Argentina de Igrejas Evangélicas (FAIE), Jorge Knoblovits, presidente da Delegação das Associações Israelenses Argentinas (DAIA) e Sumer Noufouri, presidente do Instituto Islâmico para a Paz. Além desses nomeados, o padre Guillermo Marcó, o professor Omar Abboud e o rabino Daniel Goldman acrescentaram sua assinatura como presidentes do Instituto do Diálogo Inter-Religioso.

A mensagem conjunta dos representantes dessas diferentes comunidades, com diferentes trajetórias e posições sociais e culturais, representa um fato pouco comum e, em si, significativo no cenário nacional.

No pronunciamento os religiosos afirmam que "eleger autoridades confronta-nos com a oportunidade ideal para dialogar sobre o nosso presente e nosso futuro, que representa a esperança que temos para o nosso país", destacando que cada projeto deve atender como "critério e método (...) àqueles que mais sofrem com a pobreza e a exclusão", porque "não existe verdadeira liberdade sem fraternidade, e isso não acontece sem a realização concreta dos direitos sociais". Recordam ainda que "o povo argentino nasce no espaço fraterno da solidariedade latino-americana, que não podem ser apagados da memória histórica" e é "um povo que ao longo de mais de dois séculos tem sido enriquecido pelas diferentes migrações, com suas riquezas culturais e religiosas".

Sobre o processo eleitoral, os religiosos advertem que "não deve significar uma crise, porque é simplesmente algo que acontece inevitavelmente nas democracias" e chamam os líderes para "sair de uma vez por todas da era do diagnóstico". Eles acrescentam que "todos e cada um dos habitantes deste país sabem disso: pobreza estrutural, tráfico de drogas, criação de empregos, cuidado com a vida, a crise ambiental, educação inclusiva, inflação, a reivindicação de idosos e a absoluta proteção das crianças, são questões que são resolvidas com políticas de Estado, para além da alternância, entendendo que as conquistas de cada período devem ter continuidade”. Porque, acrescentam, "a nação já foi fundada, não se refunda a cada quatro ou oito anos".

Aos candidatos "pedimos que apresentem suas ideias e projetos com clareza e realismo, sem cair em agressões desnecessárias que acabam desacreditando as propostas", diz o comunicado. Porque, argumentam os signatários, "a política é a mais alta vocação do homem em comunidade e nos permite construir a fraternidade desejada" e "deve ser de caráter altruísta e não ser reduzida para desacreditar oponentes nem em um jogo superficial de trocas vãs".

Em outra passagem do documento, há também uma referência à situação institucional do país. Diz o texto que "a transparência e honestidade pessoal junto à transparência no papel institucional de cada um dos poderes tem uma relação indissolúvel com o bem-estar e a confiança dos cidadãos". E no mesmo sentido eles acrescentam que "o funcionamento deficiente dos poderes produz um alto custo social". Dentro da análise, uma referência particular é destacada: "o poder judicial em particular não deve deixar dúvidas sobre sua total independência e dissociação da esfera política".

Termina a declaração reafirmando o "compromisso profético" que cabe a eles mesmos "como homens e mulheres de fé" e observando que "a nossa tarefa é ajudar a lembrar que por trás dos números - às vezes parecem se preocupar somente se eles sobem muito - e das crises, existem rostos, nomes e histórias". Concluindo, enfatizam que "esse é um convite permanente a colocar no centro da ação social os mais desfavorecidos", porque "só assim será possível amizade social e fraternidade".

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