Mensagem forte do Papa Francisco condena sociedade «cada vez mais elitista» e «cruel» que exclui refugiados

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03 Julho 2019

Francisco questiona «hipocrisia» dos países que vendem armas e rejeitam acolher as vítimas dos conflitos que provocam.

A reportagem é publicada por Ecclesia, 02-07-2019. 

O Papa criticou hoje a sociedade “cada vez mais elitista” e mais “cruel” com os excluídos, que rejeita o acolhimento de refugiados e migrantes que fogem da guerra e da pobreza.

“Não se trata apenas de migrantes: é sobre não excluir ninguém. O mundo de hoje é cada vez mais elitista e todos os dias é mais cruel com os excluídos”, declara Francisco, numa mensagem em vídeo divulgada hoje, a respeito da 105ª edição do Dia Mundial do Migrante e do Refugiado, que a Igreja Católica vai celebrar a 29 de setembro.

O Papa sublinha que os países em vias de desenvolvimento continuam “a esgotar os seus melhores recursos naturais e humanos em benefício de alguns mercados privilegiados”.

“As guerras afetam apenas algumas regiões do mundo; no entanto, a produção de armas e de venda ocorre noutras regiões, que, em seguida, não querem tomar conta de refugiados, não querem aceitar os refugiados que estes conflitos geram”, adverte.

Fala-se muito de paz, mas vendem-se armas. Podemos falar de hipocrisia nesta linguagem? Aqueles que sofrem as consequências são sempre os pequenos, os pobres, os mais vulneráveis, que são impedidos de sentar-se à mesa e ficam apenas com as migalhas do banquete”.

Francisco convida a rejeitar um desenvolvimento exclusivista que “torna os ricos mais ricos e os pobres mais pobres”.

“O desenvolvimento autêntico é aquele que pretende incluir – é inclusivo – e visa incluir todos os homens e mulheres do mundo, promovendo o seu crescimento integral, e também preocupando-se com as gerações futuras. O verdadeiro desenvolvimento é inclusivo e fecundo, projetado para o futuro”, conclui.

A Igreja celebra o Dia Mundial dos Migrantes e Refugiados desde 1914; em 2019, o tema escolhido pelo Papa, ‘Não se trata apenas de migrantes’, é acompanhado por uma campanha multimédia de divulgação, da responsabilidade da secção Migrantes e Refugiados do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral (Santa Sé).

Em 8 de julho, o Papa vai celebrar uma Missa no Vaticano com um grupo de migrantes e refugiados de várias nacionalidades, acompanhados por voluntários que trabalharam em missões de resgate, com o objetivo assinalar o sexto aniversário da visita de Francisco à ilha italiana de Lampedusa.

O secretário de Estado Vaticano, cardeal Pietro Parolin, comentou os recentes acontecimentos que envolvem o barco ‘Sea Watch 3’, pertencente a uma ONG alemã, que atracou sem autorização em Lampedusa, após vários dias de espera no mar pedindo o desembarque de 40 migrantes resgatados ao largo da Líbia.

“Penso que a vida humana deve ser salva, de qualquer maneira. Portanto, isso deve ser a estrela polar que nos guia, tudo o resto é secundário”, disse aos jornalistas.

 

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