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01 Julho 2019

Queixas acumulam-se em conversas de bastidor e já há quem torça pela saída do ministro.

A reportagem é de Andre Barrocal, publicada por CartaCapital, 30-06-2019.

Não foi só com Jair Bolsonaro que cresceu a insatisfação, conforme nova pesquisa Ibope. Cresceu também com Paulo Guedes. No caso do ministro da Economia, cresceu entre uns endinheirados: os industriais. Alguns destes torcem pela saída de Guedes, autor da seguinte declaração após a eleição de Bolsonaro: “Vamos salvar a indústria apesar dos industriais brasileiros”.

As queixas com o ministro têm sido feitas, por exemplo, em conversas a portas fechadas com parlamentares. Um destes, que é da oposição, diz ter se reunido recentemente com um executivo do setor automotivo e outro da indústria química e ouvido comentários parecidos. Guedes tem cabeça de banqueiro e não tem um plano para depois da eventual votação da reforma da Previdência.

Segundo o assessor do presidente de uma entidade industrial, a reforma virou um “escudo” protetor de Guedes. O que virá depois dela é pura incerteza. “O governo aposta no capital estrangeiro, mas tenho feito reuniões com esse tipo de investidor e eles estão desconfiados com o Brasil. Há muita instabilidade. O Lula vai ser solto? O caso Queiroz vai atingir o Bolsonaro? É o que os estrangeiros perguntam”, afirma esse assessor.

No time de Guedes, há quem ache injusto apontar falta de planos. Um projeto de reforma tributária está no forno (embora os deputados já toquem um projeto por conta própria). Também há discussões com governadores sobre um novo pacto federativo que libere verbas para os governadores.

Nesse time, já se reconhece que a reforma da Previdência não fará milagres. “Com a Previdência passando vai melhorar o PIB (deste ano)? Claro que vai, mas de 1% para 1,6%. Ainda é uma realidade muito ruim”, disse recentemente ao Estadão o secretário de Política Econômica, Adolfo Sachsida. “Temos de agir para a coisa não ficar pior ainda.”

Além de não ter poderes divinos, a reforma anda de forma arrastada entre os deputados. Por obra do ministro da Economia, inclusive. “O Guedes é um Bolsonaro sofisticado”, disse a alguns deputados o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Ou seja, o “posto Ipiranga” não tem tato e enxerga o Congresso dominado por uma “velha política”, a exemplo do presidente.

Uma frase anti-Congresso atribuída ao ministro azedou o humor do grupo político que dá as cartas na Câmara, o chamado “centrão”, bem na véspera da apresentação do relatório final da reforma da Previdência na comissão especial que examina o tema. Um azedume que empurrou a tentativa de votação mais uma semana para a frente. “O Congresso é uma máquina de corrupção”, foi a frase.

Guedes de fato a pronunciou, em uma reunião com o governador do Ceará, Camilo Santana (PT), e assessores de ambos, na terça-feira 25. A informação circulou entre deputados e aborreceu-os antes que o ministério da Economia divulgasse uma nota a dizer que as palavras tinham sido tiradas de contexto.

O presidente da comissão da reforma, Marcelo Ramos (PL-AM), tem dito que não tem “mais respeito por ele (Guedes)”. “Sinto que o ministro está sem interlocução e vai ficar isolado cada vez mais, talvez a ponto de não ter mais condições de continuar no governo”, afirma um deputado que conversa com empresários. “Ele pode ser demitido, o Bolsonaro não.”

Desemprego, um ingrediente explosivo

O desemprego é um ingrediente capaz de minar o “posto Ipiranga” juntamente com o empresariado. No governo Bolsonaro a taxa subiu. Era de 11,6% em dezembro de 2018 e chegou a 12,3% em maio, dado recém divulgado pelo IBGE. São 800 mil pessoas a mais sem vaga. Na nova pesquisa Ibope, o governo é desaprovado por 55% no tema “combate ao desemprego”.

Nos bastidores, os empresários têm estimulado dois políticos a assumir um papel de liderança nacional alternativa a Bolsonaro: os governadores João Doria Jr (PSDB), de São Paulo, e Ronaldo Caiado (DEM), de Goiás. O tucano pertence ao estado de maior PIB e indústria. O outro é ruralista.

A preferência por Doria acaba de ser escancarada pelo suplente do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), o empresário Paulo Marinho. Gustavo Bebbiano, secretário-geral da Presidência por dois meses com Bolsonaro, comandante do PSL na eleição, é outro que começa a defender o tucano.

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