Sri Lanka. "A escalada global jihadista acentuou divisões adormecidas"

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24 Abril 2019

"Aqui ainda estamos sob o toque de recolher e as notícias que recebemos não são claras", explica Giovanna Fattori. Uma premissa acentuada por um estado de preocupação, mas também de profunda ligação com a realidade local. A comunidade Papa João XXIII, fundada por Padre Oreste Benzi, está presente há vinte anos na diocese de Ratnapura, onde acolhe crianças portadoras de deficiência e doenças mentais. A responsável pela estrutura não tem intenção de fugir da violência anticristã. E da "intensificação jihadista internacional".

A entrevista é de Giacomo Galeazzi, publicada por La Stampa, 23-04-2019. A tradução é de Luisa Rabolini.

Eis a entrevista.

Ainda será possível que missões e comunidades católicas trabalhem no Sri Lanka depois da Páscoa de sangue?

Temos uma forma de atuação de compartilhamento com os pobres que segue o estilo que Padre Oreste Benzi nos transmitiu. Na nossa realidade, recebemos jovens de todas as denominações religiosas. Temos total abertura no território. Isso nos facilita a atenção aos deficientes. Em nossas duas casas-família, acolhemos os "descartados" da sociedade, sem distinção. Para nós, estar aqui significa estar presentes para todos.

Quais são atualmente as dificuldades na convivência entre as crenças?

Até agora nunca havíamos tido problemas específicos em nosso trabalho social no Sri Lanka. Vemos que as pessoas ficam impressionadas positivamente pelo fato de vivermos juntos com os últimos desta terra. Somos reconhecidos por termos uma vida compartilhada com os pobres.

Vocês esperavam alguma explosão de violência? Havia algum temor?

Essa tragédia foi totalmente inesperada para nós. Não havia nenhum sinal de tensão que pudesse sugerir um ataque desse tipo. Estamos confusos e não sabemos como a situação possa mudar para nós agora.

Quando o Papa Francisco chegou em janeiro de 2015, o Sri Lanka parecia um laboratório de diálogo. O que mudou em quatro anos?

Sua visita encorajou e confirmou o caminho percorrido com o término da guerra civil em 2009. Nestes anos, tentou-se remover todos os tipos de discriminação e divisão entre as diferentes etnias. Não apenas as placas de trânsito usam três idiomas (inglês, tâmil e cingalês), mas a missa é bilíngue precisamente para ser o mais abrangente possível. Existe uma iniciativa entre a paróquia onde moramos e a de Baticaloa, uma das atingidas pelos ataques de Páscoa. Foi feita uma troca na qual participaram não apenas cristãos. Pessoas de diferentes religiões e etnias puderam se encontrar nos territórios outrora inimigos. Serviu para promover a reconciliação entre grupos que ficaram feridos após o conflito. Acredito que foi a piora do cenário internacional que acentuou as divisões, exacerbando os fundamentalismos que haviam permanecido inertes até agora.

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