Francisco: “São José: o homem dos sonhos, com os pés na terra”

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20 Março 2019

“Quando tenho um problema, eu o coloco debaixo da imagem de São José para que o sonhe”. Foi o que o próprio Santo Padre disse, no dia 16 de janeiro do ano 2015, quando estava em Manila, Filipinas. Naquela oportunidade – em que no âmbito de sua Viagem Apostólica se reuniu com as famílias, no Palácio de Esportes de Manila –, fez esta confidência ao se referir a este Santo, Patrono da Igreja Universal.

A reportagem é publicada por Religión Digital, 19-03-2019. A tradução é do Cepat.

No dia em que a Igreja recorda a figura de São José, junto ao 6º aniversário do início do Ministério Petrino de Sua Santidade Francisco, recordamos a grande devoção que o Papa tem, partindo desse episódio, em que saindo de seu discurso, em inglês, falou em nosso idioma para comentar:

Papa Francisco em frente a Estátua de São José (Fonte: Religión Digital)

“Eu também gostaria de lhes dizer uma coisa muito pessoal. Eu amo muito São José, porque é um homem forte e silencioso. E tenho em meu escritório uma imagem de São José dormindo. E dormindo cuida da Igreja. Sim, pode fazer isso. Nós, não. E quando tenho um problema, uma dificuldade, eu escrevo um bilhetinho e o coloco debaixo de São José para que o sonhe. Isto significa para que reze por esse problema”...

“Assim como São José, uma vez que ouvimos a voz de Deus, devemos despertar, levantar-nos e agir. Na família, é preciso levantar e agir. A fé não nos distancia do mundo, mas, ao contrário, introduz-nos mais profundamente nele. É muito importante”...

O Papa Bergoglio prosseguiu dizendo: “Do mesmo modo que o dom da Sagrada Família foi confiado a São José, também a nós foi confiado o dom da família e seu lugar no plano de Deus. O mesmo com São José. O presente da Sagrada Família foi encomendado a São José para que o levasse adiante. A cada um de vocês, e de nós, porque eu também sou filho de uma família, é entregue o plano de Deus para ser levado adiante. O anjo do Senhor revelou a José os perigos que ameaçavam Jesus e Maria, obrigando-os a fugir do Egito e, em seguida, instalar-se em Nazaré”...

“E (devemos) pedir a São José, que é amigo do anjo, que nos envie a inspiração de saber quando podemos dizer ‘sim’, e quando devemos dizer ‘não’. As dificuldades das famílias são muitas”...

“José escutou o anjo do Senhor, e respondeu ao chamado de Deus para cuidar de Jesus e Maria. Desta maneira, cumpriu seu papel no plano de Deus, e chegou a ser uma bênção, não só para a Sagrada Família, como para toda a humanidade. Com Maria, José serviu de modelo para o Menino Jesus, enquanto crescia em sabedoria, idade e graça”.

Por outro lado, no dia 18 de dezembro do ano passado, em sua homilia da Missa matutina celebrada na capela da Casa Santa Marta, o Papa Francisco se referiu a São José como “o homem dos sonhos, com os pés na terra”. E a partir das duas expressões falou das características deste grande Santo.

Começou recordando que, graças às Sagradas Escrituras, nós o conhecemos como “um homem justo, respeitoso da lei, um trabalhador, humilde, apaixonado por Maria”. Que, além disso, em um primeiro momento, diante do incompreensível, “prefere se colocar de lado”. Mas, depois, “Deus lhe revela sua missão”. E assim José a aceita, abraça seu papel e acompanha o crescimento do Filho de Deus “em silêncio, sem julgar e sem falar demais, em uma palavra, sem fofocar”.

São José (Fonte: Religión Digital)

Sobre o sonho, o Papa dizia que é um lugar “privilegiado” para buscar a verdade, porque ali não nos defendemos da verdade. Além disso, que Deus também fala nos sonhos, nem sempre, mas Deus – dizia Francisco –, muitas vezes, escolheu falar nos sonhos, conforme se lê na Bíblia. E assim agiu com José, que era o homem dos sonhos, mas não era um sonhador. “Não era fantasioso”.

Por esta razão, o Santo Padre pedia para que não percamos “a capacidade de sonhar”, essa que teve São José. Essa capacidade que permite nos abrir para o amanhã com “confiança”, apesar das dificuldades que possam surgir.

Não perder a capacidade de sonhar o futuro

“Cada um de nós: sonhar sobre nossa família, sobre nossos filhos, sobre nossos pais. Olhar como eu gostaria que a vida caminhasse. Também os sacerdotes: sonhar sobre nossos fiéis, o que queremos para eles. Sonhar como sonham os jovens, que são ‘descarados’ no sonhar, e ali encontram um caminho. Não perder a capacidade de sonhar, porque sonhar é abrir as portas ao futuro. Ser fecundos no futuro.

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