Xeque-mate ao antissemitismo: o Sinédrio enterrou Jesus

Revista ihu on-line

Ontologias Anarquistas. Um pensamento para além do cânone

Edição: 543

Leia mais

Ontologias Anarquistas. Um pensamento para além do cânone

Edição: 543

Leia mais

Ontologias Anarquistas. Um pensamento para além do cânone

Edição: 543

Leia mais

Ontologias Anarquistas. Um pensamento para além do cânone

Edição: 543

Leia mais

Ontologias Anarquistas. Um pensamento para além do cânone

Edição: 543

Leia mais

Vilém Flusser. A possibilidade de novos humanismos

Edição: 542

Leia mais

Vilém Flusser. A possibilidade de novos humanismos

Edição: 542

Leia mais

Vilém Flusser. A possibilidade de novos humanismos

Edição: 542

Leia mais

Ontologias Anarquistas. Um pensamento para além do cânone

Edição: 543

Leia mais

Planos de saúde e o SUS. Uma relação predatória

Edição: 541

Leia mais

Vilém Flusser. A possibilidade de novos humanismos

Edição: 542

Leia mais

Vilém Flusser. A possibilidade de novos humanismos

Edição: 542

Leia mais

Planos de saúde e o SUS. Uma relação predatória

Edição: 541

Leia mais

Planos de saúde e o SUS. Uma relação predatória

Edição: 541

Leia mais

Planos de saúde e o SUS. Uma relação predatória

Edição: 541

Leia mais

Vilém Flusser. A possibilidade de novos humanismos

Edição: 542

Leia mais

Planos de saúde e o SUS. Uma relação predatória

Edição: 541

Leia mais

Planos de saúde e o SUS. Uma relação predatória

Edição: 541

Leia mais

Mais Lidos

  • Os Arautos do Evangelho não reconhecem o Comissário do Vaticano, dom Raymundo Damasceno Assis

    LER MAIS
  • Pacto das Catacumbas pela Casa Comum. Por uma Igreja com rosto amazônico, pobre e servidora, profética e samaritana

    LER MAIS
  • A ideologização da Sociologia (além de uma simples distração). Artigo de Carlos A. Gadea

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

Enviar

05 Março 2019

“A oposição não era entre os judeus e Jesus, mas sim entre os romanos e Jesus.”

O comentário é da antropóloga italiana Adriana Destro e do biblista e historiador italiano Mauro Pesce, ambos professores da Universidade de Bolonha, em artigo publicado no caderno La Lettura, do jornal Corriere della Sera, 03-03-2019. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis o texto.

Uma nova contribuição para a demolição do antissemitismo que cerca a história da morte de Jesus vem de uma pesquisa sobre aqueles que se preocuparam em depô-lo da cruz e enterrá-lo. Ela mostra que o Sinédrio de Jerusalém não teve uma atitude hostil em relação ao cadáver de Jesus.

A crucificação era um sistema de execução capital ao qual eram submetidos aqueles que – como Jesus – não eram cidadãos romanos. Segundo a práxis romana, os crucificados não deviam ser enterrados, mas permanecer na cruz. Eles morriam por sufocamento e eram devorados pelos animais.

As autoridades judaicas de Jerusalém, ao contrário, exigiam que fosse respeitada a lei bíblica segundo a qual o cadáver de um crucificado devia ser enterrado antes da noite. Assim, em Jerusalém, os romanos concediam que o Sinédrio enterrasse os crucificados rapidamente.

A essa tarefa, dedicava-se um grupo de funcionários, equipado com os instrumentos necessários para separar os corpos das cruzes e para transportá-los para as fossas. O Evangelho de João conta que os chefes dos judeus se esforçaram para enterrar Jesus e os outros crucificados a tempo. Querendo ter a certeza de que os condenados morreriam antes da noite, pediram aos romanos que quebrassem as suas pernas para acelerar a sua morte. O Evangelho de Marcos afirma que quem sepultou Jesus foi José de Arimateia, membro do Sinédrio, que simpatizava com Jesus. No entanto, é inverossímil que José sozinho conseguiu separar Jesus da cruz e enterrar o cadáver.

Na realidade, o mesmo Evangelho de Marcos, em outra passagem, diz que quem enterrou Jesus foram várias pessoas, não um único homem. Os Atos dos Apóstolos afirmam que quem separou Jesus da cruz e o enterrou foram os líderes religiosos. A notícia de que foi o Sinédrio que se preocupou com a sepultura circulara por muito tempo, e isso explica porque o Evangelho de Marcos a atribui isso a um membro do Sinédrio. Só o Sinédrio, e não uma pessoa qualquer, podia obter de Pilatos a permissão para enterrar os crucificados.

Portanto, os Evangelhos nos deixaram um rastro evidente e precioso sobre como os fatos ocorreram: foram os próprios judeus que se preocuparam em dar uma sepultura a Jesus. A descoberta ajuda a superar o antijudaísmo que dominou as nossas culturas. A oposição não era entre os judeus e Jesus, mas sim entre os romanos e Jesus.

Leia mais

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Xeque-mate ao antissemitismo: o Sinédrio enterrou Jesus - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV