“Um cristão não pode ser antissemita”, diz Papa Francisco

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Por: André | 26 Junho 2013

“Devido às nossas raízes comuns, um cristão não pode ser antissemita”, disse o Papa Francisco durante a audiência que concedeu ao International Jewish Committee on Interreligious Consultations, na qual insistiu sobre o valor da declaração conciliar Nostra Aetate e sobre a postura da Igreja que “condena firmemente os ódios, as perseguições e todas as manifestações de antissemitismo”. Também recordou o “impulso” que deram seus predecessores ao diálogo, com “gestos e documentos”.

A reportagem está publicada no sítio Vatican Insider, 24-06-2013. A tradução é do Cepat.

O Papa Francisco recordou que desde que foi eleito já “teve a oportunidade de encontrar ilustres personalidades do mundo judaico; contudo – comentou – esta é a primeira oportunidade para conversar” com um grupo tão representativo.

O quarto capítulo da Nostra Aetate, recordou o Pontífice, “representa para a Igreja católica um ponto de referência fundamental para as relações com o povo judeu”: “a Igreja reconhece que os começos de sua fé se encontram nos patriarcas, em Moisés, nos profetas” e citou “São Paulo, para quem os dons e o chamado de Deus são irrevogáveis, e condena firmemente os ódios, as perseguições e todas as manifestações de antissemitismo”.

Após ter recordado que um “cristão não pode ser antissemita”, o Papa referiu-se ao impulso que deram seus antecessores, com gestos e documentos, ao “caminho de maior conhecimento e compreensão recíproca” durante as últimas décadas. Por tudo isso, destacou, “devemos agradecer sinceramente ao Senhor”. Depois, o Papa Francisco recordou as boas relações de “sincera amizade” com alguns expoentes do mundo judaico quando era arcebispo de Buenos Aires.

“Em um mundo em muitos aspectos secularizado – prosseguiu –, dialoguei com eles em muitas ocasiões sobre os desafios comuns que têm judeus e cristãos, mas, sobretudo, apreciamos a presença do outro, nos enriquecemos e nos acolhemos reciprocamente, e isto nos ajudou a crescer como pessoas e como crentes”. “Em outras partes do mundo – disse – acontece a mesma coisa e estas relações de amizade constituem a base do diálogo que se dá em nível oficial”.

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