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17 Janeiro 2019

O editor e jornalista Michel Cool, ex-redator-chefe da revista semanal La Vie, teme que, após o movimento dos "coletes amarelos", "se instaure na França um cenário nos moldes italianos”. Convida os cristãos a "proclamar seu apego à democracia" e sua "solidariedade com os migrantes".

O texto é publicado por La Vie, 14-01-2019. A tradução é Luisa Rabolini.

Alguns amigos italianos me haviam avisado desde o verão passado, enquanto estava nas manchetes "o caso Benalla", que marcava o fim do "estado de graça" do novo presidente francês: "Atenção, vocês estão seguindo a mesma linha dos italianos! Cedendo às nossas impaciências, às nossas desilusões e aos nossos rancores partidários, expulsamos o jovem reformador de centro Matteo Renzi [...] para nos descobrir depois das eleições com uma maioria e depois com um governo populista, cujo verdadeiro homem forte, Matteo Salvini, imita Mussolini sem o menor pudor!".

Este mesmo governo, tentando aproveitar as decepções causadas por Emmanuel Macron, apresentado pela "internacional" dos populistas anti-europeus como inimigo público número um, propôs aos "coletes amarelos" ajudá-los a se constituir como força política. Inicialmente lisonjeados por este sinal de consideração externa, os ocupantes das ruas acabaram por rejeitar essa "mão estendida", reivindicando sua natureza apolítica. Também gostaríamos de acreditar neles, se apenas o slogan que gritam aos brados não soasse tão golpista: "Macron démission!".

Pode nos tranquilizar essa recusa ao canto das sereias italianas? Não. De fato, sem querer antecipar o porvir, as futuras eleições dos franceses e, apesar da sólida resistência de nossas instituições a todas as crises superadas em sessenta anos, já não se exclui mais que um cenário nos moldes italianos possa se apresentar inclusive na França. A menos que se imagine um rápido e indispensável retorno à calma e à razão, no sentido do bem comum e da restauração da ordem correta, isto é, republicana e democrática, esta crise pode tornar-se trágica, aproximando-nos da guerra civil e acabar, como frequentemente aconteceu na história francesa, com a instauração de uma ordem não justa, não democrática e não republicana.

O que fazer para evitar ter que chorar, um dia, mas demasiado tarde, com os pequeninos, que são os primeiros que sempre acabam por pagar a dolorosa fatura dos regimes autoritários? Os cristãos têm a vocação de ser "a alma do mundo", escrevia um dos nossos antepassados da Antiguidade para um pagão chamado Diogneto! Sim, os cristãos são feitos para serem "o sal da terra", não para jogar óleo no fogo.

Eles são feitos para colocar o diálogo onde reina violência e desprezo. Eles são feitos para iluminar onde domina confusão e incompreensão. Os católicos devem ser cristãos. Mais do que nunca na escuta do Espírito. Para contribuir com outras pessoas para restaurar a espiritualidade e a humanidade à nossa democracia. Para salvar até mesmo a honra perdida da Europa desde que o Mediterrâneo, berço da civilização, transformou-se num imenso cemitério marinho, onde mais de cem mil migrantes se afogaram desde 2014 ...

Sonho com uma megademonstração de cem mil coletes salva-vidas, que desfile por toda a França ... para proclamar nosso apego à democracia, a nossa solidariedade com os imigrantes ... e para desmentir os nossos amigos italianos.

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