O crescimento do PIB não resolve o problema do emprego, da distribuição da renda e tampouco o da crise ecológica

Revista ihu on-line

Planos de saúde e o SUS. Uma relação predatória

Edição: 541

Leia mais

Planos de saúde e o SUS. Uma relação predatória

Edição: 541

Leia mais

Planos de saúde e o SUS. Uma relação predatória

Edição: 541

Leia mais

Hans Jonas. 40 anos de O princípio responsabilidade

Edição: 540

Leia mais

Do ethos ao business em tempos de “Future-se”

Edição: 539

Leia mais

Hans Jonas. 40 anos de O princípio responsabilidade

Edição: 540

Leia mais

Hans Jonas. 40 anos de O princípio responsabilidade

Edição: 540

Leia mais

Do ethos ao business em tempos de “Future-se”

Edição: 539

Leia mais

Do ethos ao business em tempos de “Future-se”

Edição: 539

Leia mais

Mais Lidos

  • Ser cristão em tempos de violência. Padre Casimiro é assassinado brutalmente em Brasília

    LER MAIS
  • Por que universidades da Europa estão banindo carne bovina de seus restaurantes

    LER MAIS
  • Fracassou o ‘contra-sínodo’ sobre a Amazônia, programado em Roma por Bolsonaro

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

Enviar

08 Janeiro 2019

"Não há como dissociar o crescimento do PIB do crescimento do consumo de energia. Para aumentar o PIB é preciso aumentar o número de máquinas que consomem energia, a energia fazendo o trabalho do homem", escreve Tomás Togni Tarqüinio, antropólogo e pós-graduado em Prospectiva pela EHESS, Paris, em artigo publicado por EcoDebate, 07-01-2019.

Eis o artigo.

A médio e longo prazo, manter o crescimento do PIB juntamente com o crescimento do emprego e reduzir as desigualdades é um desafio impossível; tanto mais que estamos vésperas de mais uma revolução com a entrada em cena da inteligência artificial.

Talvez por pouco tempo ainda seja possível alcançar taxas positivas de crescimento do PIB, mas sem aumento do número de empregos ou até com a sua destruição. E este crescimento será benéfico para um número cada vez mais restrito de pessoas. Vamos continuar o processo de substituição de trabalhadores por máquinas e robôs. Substituir o trabalho humano pelas máquinas é um antigo processo para aumentar a produtividade. Mas com o avanço das novas tecnologias este processo está cada vez mais acelerado.

E as máquinas necessitam de energia para funcionar, particularmente de energias fósseis. E o valor agregado gerado por estes robôs será apropriado pelo detentor do capital. A partilha entre o capital e o trabalho será e continuará sendo mais favorável ao primeiro do que ao segundo. Segundo a Oxfam International, 82% da riqueza do planeta já é apropriada por 1% da população. Nos fazer crer que o problema do emprego será resolvido com mais crescimento e com melhor distribuição de renda é um equívoco.

Além deste aspecto, o crescimento do PIB aumenta o impacto negativo sobre o meio ambiente, ou seja, cresce o tamanho da pegada ecológica da sociedade sobre a natureza, sobretudo em função do aumento do consumo de energias fósseis. Não há como dissociar o crescimento do PIB do crescimento do consumo de energia. Para aumentar o PIB é preciso aumentar o número de maquinas que consomem energia, a energia fazendo o trabalho do homem. Um litro de petróleo restitui em energia mecânica o equivalente a 80 dias de trabalho de um ser humano. Tal a quantidade de energia concentrada em um volume pequeno de energia fóssil.

Assim, o crescimento do PIB não resolve o problema do emprego, da distribuição da renda e tampouco o da crise ecológica.

Seguir neste caminho significa levar a sociedade humana para o colapso através de uma crise ecológica sem precedentes: elevação da temperatura média acima de 2ºC, ainda em meados deste século, perda de biodiversidade e esgotamento dos recursos naturais.

E o que fazer diante desta catástrofe? É uma questão aberta e sobre a qual não existe unidade. Um caminho a ser construído com urgência.

Leia mais

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

O crescimento do PIB não resolve o problema do emprego, da distribuição da renda e tampouco o da crise ecológica - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV