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03 Janeiro 2019

Política sem ideologias e sem clãs partidários – é com essa promessa que Jair Messias Bolsonaro chega à Presidência do Brasil. O resultado é um governo dos mais variados matizes. Sete políticos “verdadeiros” estão no governo, além de sete militares e oito “tecnocratas”. Será difícil harmonizar as diversas visões de mundo.

A reportagem é de Thomas Milz, publicada por Deutsche Welle e republicada por Carta Capital, 01-01-2019.

A trincheira mais evidente existe entre os chamados “Chicago Boys” e os militares, que também incluem Bolsonaro e seu vice, Hamilton Mourão. Os economistas liberais que rodeiam o guru das Finanças e superministro Paulo Guedes querem podar o Estado para um mínimo, salvando-o assim de um colapso. Se o Brasil não voltar a encontrar rapidamente o caminho do crescimento, o governo corre o risco de fracassar. “É a economia, estúpido!”

Guedes quer fazer cortes nos subsídios a empresas e nas altas pensões de funcionários públicos. Empresas estatais deverão ser privatizadas. Com essas medidas, ele está em curso de confronto com os militares, que não querem ver setores estratégicos como a exploração do petróleo e o fornecimento de energia em mãos estrangeiras.

“Existem grandes diferenças na área da política econômica”, afirma o cientista político Oliver Stuenkel. “Por outro lado, os militares também sabem que os ‘Chicago Boys’ foram extremamente importantes para ganhar a eleição, já que, com eles, os bancos e investidores apoiaram a candidatura de Bolsonaro”, explica.

O cientista político Sérgio Praça, também da Fundação Getúlio Vargas (FGV-RJ), vê potencial explosivo na urgente reforma da Previdência, que poderá derrubar o orçamento federal se não for realizada. “Parece improvável que os militares percam com a reforma da Previdência. É mais provável que Paulo Guedes tenha que fazer concessões”, prevê. Segundo cálculos de especialistas, militares aposentados recebem até 16 vezes mais na aposentadoria do que contribuem. É nesse ponto que Paulo Guedes gostaria de agir.

Outro ponto de atrito pré-determinado fica entre a trupe econômica de Guedes e os “antiglobalistas”. O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, defende uma “aliança cristã” com os Estados Unidos e a Rússia contra a “conspiração mundial marxista-comunista”, integrada pela China e por organizações internacionais como as Nações Unidas. O próprio Bolsonaro pertence a esse campo, cujo guru é o jornalista Olavo de Carvalho – um recorte conservador de Steve Bannon do precursor do movimento xenófobo Alt Right (Direita Alternativa).

Segundo Oliver Stuenkel, é especialmente o discurso crítico contra a China que é um problema para os economistas – afinal, o comércio com os chineses é importante para o crescimento do Brasil. Cerca de 25% de todas as exportações têm a China como destino – no caso da gigante da mineração Vale, esse montante chega a um terço.

O anúncio da transferência da embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém, que irritou países árabes, é visto criticamente pelos economistas. “Desde a vitória na eleição, Bolsonaro silenciou pelo menos em relação à China”, observa Stuenkel – o que possivelmente é um mérito de Guedes.

Mas o antiglobalismo também afeta os planos de privatização de Guedes. Oferecer empresas estatais ao mercado financeiro internacional faz poucos amigos no Brasil. “Os militares sabem que a população, em geral, não é pró-globalização. No fundo, Bolsonaro também é antiglobalista, acha que é importante o Estado controlar os setores importantes como a petrolífera estatal Petrobras”, avalia Stuenkel. “Por isso, acredito que os militares conseguirão se impor de forma abrangente. Para mim, formam o núcleo de poder decisivo no interior do governo”, acrescenta.

Um dano colateral do antimultilateralismo é a despedida do Brasil da política climática – a única área em que teve atuação de liderança até agora. Por outro lado, apesar da negativa de Bolsonaro de realizar a Conferência do Clima, a COP25, no Brasil em 2019, nem tudo está perdido ainda. “Ainda não está claro se o Brasil vai copiar a decisão desastrosa do governo Trump e sair do Acordo climático de Paris. Espero que não, porque não quero imaginar qual seria a reação global a isso”, diz o jornalista ambiental André Trigueiro. “Mas quero lembrar que, nos Estados Unidos, existe uma diferença entre o que Trump anunciou e o que ele consegue impor”, recorda.

Continua uma incógnita o que o Brasil pode esperar de uma aliança com os Estados Unidos. A doutrina “America first” de Trump deverá bloquear exportações adicionais do Brasil. Além disso, os EUA e o Brasil são concorrentes no âmbito das commodities, e a guerra comercial entre os americanos e os chineses poderia atingir duramente o Brasil. Se, no futuro, os chineses comprarem mais produtos nos Estados Unidos, o Brasil perderá.

“O grupo pró-Trump quer ficar próximo dos Estados Unidos, mas não tem uma ideia exata do que quer exatamente dessa forte parceria. Provavelmente, trata-se principalmente de projetar interiormente que esse governo é muito semelhante ao governo Trump”, estima Stuenkel. “É que muitos eleitores de Bolsonaro estão convencidos de que Trump está fazendo um bom trabalho nos Estados Unidos.”

Para Bolsonaro, a agenda do “combate cultural” poderá ser a mais fácil de superar. Com a contenda, ele pretende fazer recuar ideais progressivos e de esquerda, fazendo avançar uma agenda conservadora e de viés religioso. Atrás de sua “agenda cultural”, estão potentes pregadores evangélicos como Edir Macedo e Silas Malafaia, que recusam a influência – que veem como demasiado forte – de “minorias” como as comunidades LGBT. O apoio dos evangélicos foi determinante na eleição. Agora, eles “têm” o ministério da Família, de importância estratégica.

“Na área das guerras culturais e do pensamento clássico conservador na área social, veremos grandes mudanças – especialmente porque não há grupo no interior do governo que tenta impor uma estratégia mais moderada”, acredita Oliver Stuenkel. “Para os economistas e os militares, de qualquer maneira, tanto faz o que o governo faz no âmbito das minorias”, analisa.

Acabar com as cotas para o acesso à universidade, menos Estado social e mais controle dos professores e docentes suspeitos de serem “comunistas de esquerda”: juntamente com um “fortalecimento dos valores da família”, esses são campos políticos acalentados pelos eleitores de Bolsonaro. E, por isso, é preciso agradá-los. “Especialmente quando o crescimento econômico não for desencadeado rapidamente, ou quando houver um ou dois escândalos de corrupção”, antecipa Stuenkel. “Bolsonaro sabe que, por isso, é importante apelar para os valores conservadores”.

Deixar os partidos de fora do governo esteve no centro das promessas de campanha de Bolsonaro, já que as legendas políticas foram as principais responsáveis pelos escândalos de corrupção. “Eu duvido bastante não só que dê certo, mas que realmente seja tentado. Existe uma vontade real de governar de outra maneira. E é uma maneira de dizer para os líderes partidários que o novo governo não vai topar tudo o que foi feito antes”, prevê o cientista político Sérgio Praça.

Mas, na realidade, a situação deverá permanecer como até agora. “Dizer que a barganha política acabou é retórica. Não tem como governar sem fazer concessões aos partidos políticos. Pode até funcionar por um ou dois meses, mas como estratégia de governo não dá certo”, alerta Praça, para quem “a aprendizagem será rápida”.

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