EUA. Outras províncias jesuítas anunciam planos para liberar lista de padres acusados por má conduta

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21 Novembro 2018

Após um anúncio no início deste mês de que os jesuítas da parte leste dos Estados Unidos irão divulgar uma lista no dia 7 de dezembro com nomes de padres e irmãos acusados ​​de má conduta, outras duas províncias, que cobrem a maioria do centro e do sul dos Estados Unidos, decidiram seguir o exemplo.

A reportagem é de Michael J. O'Loughlin, publicada por America, 19-11-2018. A tradução é de Victor D. Thiesen.

"Seguimos o caminho da transparência e reconciliação", disse Brian Paulson, S.J., provincial da região Centro-oeste em comunicado de imprensa.

“Ao olharmos para a nossa história, para os fracassos da Igreja e para a missão de Jesus em proteger os fiéis, enchemos nossos corações de indignação, tristeza e vergonha. Em nome dos jesuítas do centro-oeste, peço sinceras desculpas às vítimas e suas famílias pelos danos e sofrimentos que suportaram. Muitos sofreram em silêncio por décadas. Nossa preocupação e nossas orações estão com as vítimas. Esperamos e rezamos para que este passo fortaleça a confiança daqueles a quem servimos”, continuou.

A Província do Centro-Oeste publicará sua lista em 17 de dezembro e a atualizará após novas investigações.

Enquanto isso, Ronald A. Mercier, S.J., que lidera a Província Centro-Sul, disse em declaração divulgada na segunda-feira que: "O Povo de Deus merece transparência da liderança da Igreja".

A Província Centro-Sul contratou uma equipe dirigida por um ex-agente do FBI para montar um grande relatório que incluirá as alegações desde de 1960. A província publicará uma lista preliminar no dia 7 de dezembro, embora afirme que o relatório final não estará disponível antes da primavera de 2019.

“Minha esperança é de que, através da publicação desta informação, possamos trabalhar para reconstruir a confiança, sempre pensando no bem estar das vítimas”, acrescentou o padre Mercier.

“Em nome dos jesuítas da Província Centro-Sul dos Estados Unidos, peço desculpas às vítimas pela dor causada no passado por jesuítas”. (Padre Mercier faz parte do conselho da America Media, da qual a revista America faz parte).

A Província Centro-Sul abrange Alabama, Arkansas, Colorado, Flórida, Illinois (em parte), Kansas, Louisiana, Mississipi, Missouri, Novo México, Texas, Tennessee e Oklahoma, assim como Porto Rico e o país centro-americano de Belize. A Província do Centro-oeste é composta pela maior parte de Illinois, bem como por Iowa, Indiana, Kentucky, Michigan, Minnesota, Nebraska, Dakota do Norte, Ohio, Dakota do Sul, Wisconsin e Wyoming.

“Das duas províncias restantes, a de Maryland deve fazer um anúncio semelhante em breve”, disse um porta-voz à revista America.

“Enquanto isso, a Província Nordeste está revisando arquivos e determinando a melhor forma de divulgar informações sobre alegações de abuso”, acrescentou o porta-voz. (A Província Nordeste e a de Maryland estão em processo de fusão).

O padre Paulson antecipa e afirma que alguns dos nomes da lista já são conhecidos publicamente por reportagens da mídia, registros judiciais ou listas divulgadas pelas dioceses. Segundo ele, num esforço para ser transparente, a Província Centro-Oeste decidiu, em consulta com jesuítas em Roma e outros provinciais dos EUA, divulgar uma lista de padres acusados ​​de má conduta desde 1955.

Jesuítas do Centro-Oeste e da Província Centro-Sul não ficaram imunes à atual crise de abuso sexual da Igreja.

Em 2013, registros judiciais revelaram que os jesuítas em Chicago acobertaram padres abusadores nos anos 1960 e 1970, incluindo Donald J. McGuire, jesuíta que em 2009 foi condenado a 25 anos de prisão por molestar um menor. Essas revelações resultaram em um acordo de US$19,6 milhões (cerca de R$73,6 milhões) entre seis homens. Em 2015, a Companhia de Jesus estabeleceu um acordo de US$925 mil (cerca de R$3,4 milhões) com um homem que alegou ter sido abusado numa escola secundária dos jesuítas em Chicago nos anos 1970 pelo padre Donald O'Shaughnessy, S.J., falecido no ano de 2013.

No início deste ano, revelações de que os jesuítas em Nova Orleans resolveram casos com acordos no início dos anos 2000 envolvendo alegações de abuso sexual que ocorreram décadas atrás, inclusive numa escola jesuíta, levaram os líderes da Igreja a pedirem perdão.

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