Nova York processa Exxon por enganar investidores sobre clima

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27 Outubro 2018

A procuradora-geral do Estado de Nova York, Barbara Underwood, impetrou na Justiça nesta quarta-feira (24) uma ação contra a Exxon Mobil. A maior empresa de petróleo do mundo é acusada de enganar acionistas ao minimizar o risco do combate à mudança climática para seu negócio.

A informação é publicada por Observatório do Clima, 24-10-2018.

É mais um revés para a petroleira, que já é investigada nos Estados Unidos por ter negado durante décadas a ligação entre petróleo e mudança do clima, que já era conhecida pelos cientistas da empresa desde os anos 1970.

Segundo um comunicado da procuradoria, a Exxon passou anos dizendo aos investidores que estava computando o custo cada vez mais alto das regulações climáticas em seu planejamento e na valoração de seus ativos. No entanto, prossegue a nota, a empresa “fez muito menos do que alegou, enganando os investidores sobre a verdadeira exposição financeira da companhia a regulações e políticas adotadas para mitigar os efeitos adversos da mudança do clima”.

A Exxon, por exemplo, vendia suas ações como um investimento seguro, tentando atrair investidores de longo prazo como fundos de pensão e empresas de seguro de vida. Segundo Underwood, a empresa “construiu uma fachada para convencer os investidores de que estava administrando os riscos da regulação climática quando, de fato, estava intencional e sistematicamente subestimando-os ou ignorando-os”.

A matemática do clima é implacável com as empresas de combustíveis fósseis. Se quiser evitar que o aquecimento global chegue a 2°C, como determina o Acordo de Paris, a humanidade não poderá emitir mais do que 500 bilhões de toneladas de gás carbônico daqui até o final dos tempos. Como a queima de combustíveis fósseis é a maior fonte de emissões do planeta, isso significa que a maior parte das reservas de hidrocarbonetos do mundo terá de ficar no subsolo, o que tem impacto direto sobre o futuro de empresas como a Exxon, a Shell e a brasileira Petrobras.

Neste mês, o IPCC, o painel do clima das Nações Unidas, publicou um relatório que torna a realidade das petroleiras ainda mais dura: se a humanidade quiser evitar que o aquecimento global ultrapasse 1,5°C, terá de cortar 45% das emissões nos próximos 12 anos. Não há como fazer isso mantendo o ritmo atual de extração e uso de petróleo.

“A ação contra a Exxon tende a acender a luz amarela no mundo todo sobre o risco financeiro de continuar a investir em petróleo”, disse Carlos Rittl, secretário-executivo do Observatório do Clima. “O Brasil, que faz uma aposta arriscada nesse setor ao dar subsídios de centenas de bilhões de reais para a exploração do pré-sal até 2040, deveria prestar atenção a esse alerta e acelerar mudanças na Petrobras no sentido de uma economia de baixo carbono.”

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