O'Malley se revela "totalmente envergonhado" pelos "atrozes fracassos" de proteção aos menores

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20 Agosto 2018

"Precisamos da ajuda dos leigos para enfrentar este flagelo em nossa Igreja".

A informação é publicada por Religión Digital, 18 -08-2018. A tradução é de Graziela Wolfart.

Para o cardeal arcebispo de Boston e presidente da comissão anti-pederastia do Vaticano, Seán O'Malley, "há momentos em que as palavras nos faltam". A repugnante crise de abusos sexuais na Igreja dos Estados Unidos, desde o escândalo McCarrick até o relatório da Pensilvânia, é um deles. É por isso que o prelado fez um chamamento para que a Igreja abrace finalmente, e de verdade, a "conversão pastoral", a "transparência legal" e a "responsabilidade pastoral", com o objetivo de se estabelecer como referência na proteção de menores, e isso com as próprias vítimas de abusos clericais como faróis e guias.


Declaração do Cardeal Seán P. O'Malley, OFM, Cap

Arcebispo de Boston
Quinta-feira, 16 agosto de 2018.

Há momentos em que as palavras nos faltam, no sentido de que captem a profundidade das avassaladoras situações que enfrentamos às vezes na vida. Para a Igreja Católica nos Estados Unidos, este é um desses momentos.

O relatório final do Grande Júri da Pensilvânia e as vívidas expressões de horror e dor devastadora experimentada pelos sobreviventes dos abusos sexuais relatados, mais uma vez rasgam nossos corações com o inconcebível, mas que foi, ao mesmo tempo, a absoluta realidade de quem sofreu e continua sofrendo esta dor. Mais uma vez escutamos as cruas experiências que compartilham. Estamos totalmente envergonhados por estes atrozes fracassos para proteger os menores e as pessoas vulneráveis e afirmamos nosso compromisso para que estes erros nunca mais se repitam.

Embora muitos dos que cometeram estes crimes foram responsabilizados de uma forma ou outra pelo que fizeram, ainda não temos estabelecido uma referência para quem tem posição de liderança na Igreja, com sistemas claros e transparentes de desistência de contas, e das consequências dos erros que permitiram que continuem ocorrendo estes crimes. A Igreja deve abraçar a conversão espiritual e exigir transparência legal e responsabilidade pastoral para todos os que realizam sua missão. Esta transformação não se conquista facilmente, mas em todos os aspectos é imprescindível. A forma como preparamos os presbíteros, a forma como exercemos a liderança pastoral e a forma como cooperamos com as autoridades civis; tudo isso tem que ser consistentemente muito melhor do que já foi até o momento.

Como disse anteriormente, há ações imediatas que podemos e devemos fazer. O tempo corre para todos nós que temos uma liderança na Igreja. Os católicos e a sociedade civil perderam a paciência e a confiança em nós. Mas não perco a esperança e não sucumbo em aceitar que nossos fracassos não possam ser corrigidos. Como Igreja temos a responsabilidade de ajudar as pessoas a não perder a esperança, como fez Jesus com todos, especialmente em tempos de grande provação. Assim, encontramos na Igreja sinais de bondade, como também na fé que professamos, que não nos deixam perder toda a esperança. Muitas vezes são os próprios sobreviventes que, com coragem, nos ensinam que não podemos perder a esperança.

Mesmo quando a Igreja declarou "tolerância zero" ao abuso sexual, comprometendo-se e adotando programas de defesa e proteção para os menores em todas as dioceses do país, a memória, as lembranças, a carga que os sobreviventes suportam e qualquer outro caso de abuso sexual permanece com a Igreja. Nunca podemos ser complacentes, este é um trabalho contínuo, para a vida toda, que exige os mais altos níveis de atenção constante e uma consciência sempre vigilante.

A crise que enfrentamos é fruto de pecados e erros clericais. Como Igreja, a conversão, transparência e responsabilidade que necessitamos só é possível com a participação e a significativa liderança dos leigos em nossa Igreja, homens e mulheres, pessoas que possam fornecer sua competência, experiência e habilidades para a tarefa que enfrentamos. Necessitamos da ajuda dos leigos para enfrentar este flagelo em nossa Igreja e em nosso povo. Se a Igreja fizer a um reconhecimento profundo destas realidades, e atuar em consequência, o futuro pode brindar a oportunidade de merecer a confiança e o apoio da comunidade dos católicos e de nossa sociedade. Devemos agir rapidamente e com um propósito. Não há tempo a perder".

Arquidiocese de Boston. Escritório para o Apoio Pastoral e Proteção de Menores.

A todos os sobreviventes na Arquidiocese de Boston que lutam para processar sua dor e cujas feridas se abrem especialmente com os relatórios da Pensilvânia, saibam que Vivian Soper, diretora do Escritório para Apoio Pastoral e Proteção de Menores da Arquidiocese, junto aos seus colegas, estão totalmente disponíveis para dar-lhes assistência. Convidamos vocês a se comunicarem com Vivian pelo telefone 617-746-5985. Para os sobreviventes e seus entes queridos, novamente devemos pedir desculpas, pedir perdão. Embora tenham ocorrido avanços na proteção dos menores com a participação dos leigos, ainda há muito a fazer. Estamos comprometidos com o cumprimento desta responsabilidade como uma prioridade contínua para o trabalho e o bem da Igreja.


Um bispo da Pensilvânia oferece seu "profundo remorso" e "sinceras desculpas"

Por outro lado, um bispo da Pensilvânia mencionado no relatório de um juiz investigador sobre casos de padres pederastas, afirmou sexta-feira que sentia um "profundo remorso" e ofereceu suas "sinceras desculpas" às vítimas.

Durante uma missa de perdão, a primeira coisa que o bispo de Harrisburg, Ronald Gainer, fez foi ler o primeiro parágrafo do impressionante relatório, segundo o qual mais de 300 sacerdotes abusaram sexualmente de mais de 1.000 crianças em seis dioceses da Pensilvânia. Quarenta e cinco dos padres mencionados no documento haviam trabalhado na diocese de Harrisburg.
O primeiro parágrafo do relatório de quase 900 páginas dizia que o juiz investigador conhecia a verdade: que o abuso sexual de menores no interior da Igreja católica ocorria em todas as partes.

"Em nome de nossa Igreja mundial, reitero minha profunda dor e sinceras desculpas a todos os sobreviventes de abuso sexual cometido por clérigos", manifestou Gainer.

Apesar de reconhecer que a Igreja enfrenta uma "crise espiritual", Gainer assinalou que a maioria dos casos de pederastia havia ocorrido há muito tempo. A diocese adotou "medidas significativas e efetivas para proteger nossas crianças e expulsar qualquer pessoa que pretenda lhes causar mal", assegurou.

No relatório, o juiz investigador criticou Gainer por não exigir que um padre envolvido em abuso sexual fosse afastado do sacerdócio. Em defesa de Gainer, a diocese destacou que quando ele se ordenou bispo, em 2014, adotou medidas imediatas contra esse sacerdote e outro padre.

No início de agosto, a diocese revelou os nomes de 71 padres e outros membros do clero acusados de abuso sexual infantil e assinalou que responsabilizava todos os bispos de Harrisburg dos últimos 70 anos, cujos nomes – anunciou – seriam retirados das propriedades da Igreja.

Cerca de 350 pessoas assistiram à missa na sexta-feira, um número estranhamente grande. Entre elas estavam Irene Youngman, assistente social aposentada, e sua parceira, Susan Shebosky, também aposentada, que levaram pelo caminho caixas de charutos cheias de listras brancas para distribuir em sinal de apoio às vítimas.

Youngman disse que estava tão furiosa quando se difundiu terça-feira o relatório do juiz investigador que ficou em casa sem ir à missa naquele dia.

"Há um grande sentimento de traição. E o problema é que a hierarquia não está respondendo", afirmou. "Espero que o assunto não pare por aqui. Que os bispos prestem contas".

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